Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
da consciência íntima...
Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
De regressar...
Contagem regressiva. Volto para meu pequeno lugar, mas grande, grande, grande; ao menos à mim. É tempo de retornar e matar as saudades que não são poucas. É o colo do meu país na vicissitude de minha terrinha. Quanto às paragens que passei já estão quase longe das vistas. Há em mim tanta novidade, novas interpretações, outras visões, mas de uma coisa sei: As Espanhas - que são muitas - a gente não se esquece. Todavia não há nada melhor como a nossa casa. Fecha-se um ciclo de quase três meses em terras estrangeiras. Experiências, dores, alegrias, vivências, lições... ESPERANÇA! Da viagem ainda restam coisas à contar... Decerto, a forma como vejo as coisas e o mundo não será mais a mesma, alterou-se. Volto com um enxergar mais largo e mais profundo. Foram momentos meus, crescente rente aos cogumelos. Pensamentos e mergulhos em mim. Um reparo na carenagem e, sinto-me mais forte e renovada... coisas assim...Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
¡ ¡ Palloma hija, feliz cumpleaños ! !
Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
A La Bandeira...
Vou-me embora pra Passárgada...
Lá sou amiga do rei, aqui não fui tão feliz...
Lá tenho meu véio, meus filhos que me precisam, minha cama quente...
Em Passárgada tem de tudo...
Pobreza, seca, calor, mormaço, chuva e até rã em meu banheiro...
Têm as plantas do jardim e minha vida escrita lá...
Em Passárgada tem a ponte a observar meu olhar sobre o rio...
Vou-me embora pra Passárgada...
Perambular pela casa...
Retomar minha rotina...
Tomar banho no quintal com palmeiras dançando a luz da lua...
Tirar uma siesta depois de degustar galinha caipira com pirão...
Vou-me embora pra Passárgada...
Ouvir cds um dia inteiro deitada na rede da varanda...
Matar a saudade do pôr-do-sol...
Conversar com minhas irmãs e sorrir das palhaçadas da Beth...
Vou-me embora pra Passárgada...
Ser apenas eu...
É lá o meu lugar...
Sábado, 23 de Maio de 2009
Feliz aniversário filha minha ! ! !
Domingo, 17 de Maio de 2009
Que tal...
"Por seres tão inventivo, e pareceres contínuo... tempo tempo tempo tempo... és um dos deuses mais lindos. Tempo tempo tempo... (..) de modo que o meu espírito, ganhe um brilho definido. Tempo tempo tempo tempo, e eu espalhe benefícios. Tempo tempo tempo tempo..." Caê
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Ow Jorge, casa comigo, casa ! ! !
Domingo, 10 de Maio de 2009
Feliz dia das Mães ! ! !
Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
percepções...
Domingo, 3 de Maio de 2009
Complexidade se resume ao - SIMPLES
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Ele me ama; e eu a ele...
Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Ó adúltero! Tu queimarás no mármore do inferno!
Sábado, 25 de Abril de 2009
Eu bem sei...
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Passando a vida a limpo
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
da complementaridade...
Terça-feira, 14 de Abril de 2009
dos escafandros de nós...
Segunda-feira, 13 de Abril de 2009
Felicidade é poder contemplar uma explosão de cores...
Gosto de relembrar o passado e perceber a geografia do caminho que percorri. Busco encontrar o ponto crucial, preciso, em que larguei de mim e segui em frente. É como se eu conseguisse enxergar muito atrás o lugar exato, onde tudo mudou e eu fiquei vendo a banda passar. O que me motiva agora, é entender que sei exatamente onde estão as falhas e os acertos, coisas assim… e compreender que tudo se transforma com o tempo. Para esse momento de minha vida, percebo que sou mais ousada que antes, mais segura que antes, mais corajosa que antes, mais feliz que antes. Entendo a felicidade como uma opção para levar a vida. Escolhi ser feliz: Felicidade é isso, está dentro do peito, dos orgãos, da célula e da vontade de SER. Deixo então escorrer os medos e “ses”, desprendo-os e ponto final. Querer segurança em tudo que faço ou pretendo fazer fica sem graça e perde o brilho. Mudança é palavra mágica e ameaçadora, mas cheia de charme. Vou mudando aqui e acolá… para melhorar. E é isso, é só por isso.
Domingo, 12 de Abril de 2009
O valor e a tradição da Páscoa
Sábado, 11 de Abril de 2009
Porque hoje é sábado...
Dia belo! São 21:05hs, e parece uma bonita tarde nublada daí de Teresina. Lembrou-me um filme romântico francês. Ninguém se atreve a sair nesse frio molhado. Vejo poucos carros passando devagar pela rua e creio que, assim como eu, aproveitam a paisagem. Pela vidraça do 4º andar, desfruto de um silêncio eloquente observando a existência pulsante nas chaminés das casas típicas da Galícia.
Cai uma chuva fina, assemelha-se a farinha em forma de umidade. Esse é o verdadeiro sereno que tantos falamos no Brasil, mas o bom é que posso agora vê-lo e tocá-lo. É tudo tão bonito e poético, tão ameno e singelo: À meu lado esquerdo há um imenso e vigoroso gramado com flores coloridas em volta, à direita uma grande piscina com borda vermelha brilha puro azul, e mais ao lado a verde quadra de jogos demarcada de branco. Tudo esteticamente bem disposto aos meus sentidos.
Ao longe o céu monocromático em total cinza claro me presenteia alegria. Mais adiante a cidade se delineia frente às colinas e vales. Paz, harmonia e vida na luz dos meus olhos que gravam esse momento. E essa chuvinha mansa me beija carinhosamente de amor. Ah, como é bom ficar quietinha debaixo das cobertas com meu olhar debruçado lá fora! Uma infinda felicidade me contagia.Sexta-feira, 10 de Abril de 2009
da série reflexão...
Terça-feira, 7 de Abril de 2009
da constante mudança...
Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Quarta-feira, 1 de Abril de 2009
Porque nem tudo são rosas...
Eu ouço Cartola sim, e amo! Já disse o sábio poeta que "As rosas não falam". E se essas me falassem? Mas mais ainda se falassem comigo o que exatamente quero ouvir nesse momento? Seria tudo de bom! Fotografando as lindas rosas dos meus 43 anos, sinto-me mais frágil que as próprias: sensível por estar longe, feliz por estar perto, esperançosa das coisas, enfrentando o frio, colando os cacos de mim e os vales da alma. Sou vaso duro de rachar, e se quebro tenho poder de autocolagem. Calcifico facinho, facinho e renasço da desordem. Do caos. Envergo mas não parto-me. Há anos sou assim. Pois... Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá... que a fé tá na mulher... A fé tá - aqui dentro - viva e sã...Domingo, 29 de Março de 2009
Auto-estradas, autopistas e vias rápidas...
Sexta-feira, 27 de Março de 2009
Feliz Aniversário, Celina e Selena ! ! ! !

glitter-graphics.com
Terça-feira, 24 de Março de 2009
enfim...
Segunda-feira, 23 de Março de 2009
Ah, o Porto ! ! !
Depois de uma viagem de 9hs (com dor no corpo, enjôo e batimentos acelerados por conta de uma sinusite), aterrissamos em Lisboa. Mais 1hr e meia de espera e 15 minutos de interrogatório na alfândega, tomo outro avião para o Porto. A cidade me deseja boas vindas no meio do delicioso abraço apertado de minha filha... outro tempo se inaugura pra mim agora.
... e a manhã começa cinzenta, fria, suave e frouxa.
Quarta-feira, 18 de Março de 2009
Navegar é preciso...
Das palavras que nunca dissemos tanta coisa ficou aqui guardada por dizer: sufocadas, abafadas, perdidas, e no entanto, percebi não adiantar esboçar um só hiato; seria perda de tempo. Vou-me para longe por um bom período, mas as minhas culpas não morrem solteiras em mim, existem duas faces da moeda e não um culpado absoluto. Golpes de silêncios ensurdecedores gritaram a sua indiferença, e algo na sucessão desses anos arrasou minha estima. Vou pelas esquinas da vida. Deixe-me ir, por favor! Um stand by para repensar valores desviados e esquecidos. Vou porque é preciso e pelo simples motivo da imparcialidade, pois nenhum de nós dois está acima da razão. Nossas verdades não são a última instância em nada. Ao que me diz respeito, no campo das (in)certezas o argumento é território de todos, e eu tenho os meus firmados pelos acontecimentos. Por isso vou... e porque não ir, se tenho vontade? Vou, porque devo ir! Nada é garantia de nada. E mais uma vez digo-lhe: vou. De nó na garganta. De coração na mão. Com ressaca e tudo mais. Vou... para poder voltar e resgatar o frescor que ao decorrer desses anos – de burra – deixei escapar. Terça-feira, 17 de Março de 2009
Eu...
Segunda-feira, 16 de Março de 2009
das virtudes...
Você que sempre está aqui a me ler, devo minha eterna gratidão. Mas em seu ponto de vista, qual a característica que mais engrandece a natureza humana: a bondade, o otimismo, a consciência, a generosidade, a presença de espírito, a lealdade, a humildade, a compaixão ou o amor? Ora direis - e o respeito, onde se enquadra nessa escala de valores? Elevamos nossos sentimentos para nossa convivência diária, os sapos engolidos, os tigres vencidos, a justiça que praticamos. Quando tratamos da importância nas relações interpessoais vários contextos se misturam, devemos serenidade a nós mesmos e, especialmente, imparcialidade ao outro. O que distingue uma pessoa de outra é a forma como levam a vida, como lidam com as negativas e intempéries emocionais. Exercitar o bom humor é o maior barato, a alegria contagia, eleva a imunidade, melhora a auto-estima e equilibra todos os demais sentimentos intrínsecos aos seres humanos... pela simples razão que sorrir é o melhor remédio.
Quinta-feira, 12 de Março de 2009
P A R A R E F L E T I R
Dia desses ouvi algo interessante. Se não me engano foi na novela “Caminho das Índias”, na voz de Lima Duarte. Um velho índio contava a seu neto que existe uma luta ferrenha que todos têm que travar dentro de si, é uma batalha árdua, mas que também pode ser simples. Depende qual o caminho que tomamos. Reflexão pura! Uma lâmpada acendeu em minha consciência. Hora de pensar maduramente, Sela! Cá estou eu matutando... atravessando a vida travo vez em quando combate entre meus dois lobos. É a peleja do diabo com o dono do céu, ora sou o lobo bom, ora sou o lobo mau. Que pena! Ao que me consta, o maniqueísmo ainda mora em mim, porém vou dando rasteiras no “mal” em direção ao “bem”. Meu combate interior se destina ao discernimento, e a sensatez será unicamente por mim eleita, porque assim desejo e quero, porque a vida é feita de escolhas.
E o belo ensinamento do índio Cherokee começa assim...
Meu neto, dentro de nós há dois lobos, um deles é mau: a cólera, o ciúme, a amargura, a inveja, o desgosto, a cobiça, o arrependimento, a arrogância, o ressentimento, a lamentação, a inferioridade, a mentira, a vaidade, a soberba, a culpa, o complexo de superioridade e o egoísmo; O outro lobo é bom: a paz, a alegria, o amor, a bondade, a esperança, a humildade, a benevolência, a empatia, a compaixão, a serenidade, a generosidade, a verdade e a confiança.
Seu neto maravilhado ao ouvir aquelas palavras pensou pausadamente e perguntou ao avô:
- Então me diga vovô: qual dos dois lobos vence?
E o velho índio respondeu simplesmente: - Aquele que você alimentar mais.
Quarta-feira, 11 de Março de 2009
Resumo da Ópera...
Não adianta querer justificar o injustificável... não é fácil ser Ana. Eu tenho para mim que se Ana sair o BBB acaba muito chato. Perde o tom, a essência, a ousadia, a cor, a luz.
Terça-feira, 10 de Março de 2009
Strangers In The Night, Frank Sinatra
A pior coisa do ser humano é ficar no “eu devia ter feito”. Feito assim ou assado, isso ou aquilo. Eu mesma me encaixo nesse universo, escorrem dores, alegrias, crises, prantos, atitudes ou a falta delas. Não tem jeito baby, já foi. Para longe... tá lá atrás. Mas vai que um dia - você - assim como eu, deita um tanto blasé na rede da varanda, dorme e sonha, sonha muuuitoo... com um amor ilimitado, inesgotável e na harmonia perfeita. E toda a angústia compartilhada de esperança aparece naquela noite de luar alvo e tranquilo, depois de relaxar o delicioso dormir acontece e então, pá! Fecham-se os olhos, abrem-se as cortinas da ficção e belas e inesquecíveis imagens ainda me deixam hipnotizada! Em meados de 1800, adentro em um baile vestida a caráter e para matar, candelabros de cristal reluziam o salão e os casais a dançar apaixonados trocam olhares.., e o resto? Ah, fica por conta de sua imaginação. Minha vida se faz assim, trago bons sonhos com direito a trilha sonora, mesmo que não combine para a época. Sábado, 7 de Março de 2009
"Homo Hominis Lupus"
Eu surto, tu surtas, ele mata. Mas por que ele mata? O que há por trás da motivação de privar alguém da vida? Na superficialidade de ser humana - ainda trôpega - rumo ao acerto. Reconheço minha condição pouco lapidada, imperfeita, cheia de culpa, reflexiva, repensando erros, arrependendo-me... Pensando bem, meus questionamentos produzem ecos retumbantes. Ora bolas! Os animais não são uma ameaça para nós, seu instinto único e exclusivo é o de sobrevivência, violência pela violência no reino animal não existe. Se um dia o mundo for extinto, é culpa do embrutecimento da humanidade, do ódio e do desamor que carregamos: na violência verbal, física e psicológica e em todos os tipos onde qual esta reside. Mas também não se pode esquecer a tirania e o descaso com a natureza... do homem que destrói. Da cólera, da crueldade, da exclusão, da indiferença, da retaliação, de matar o semelhante... De onde vem esse poder irascível em nós? Somos cordeiros um dia, no outro, lobos. Será que tanta maldade dos seres humanos é intrínseca, somos naturalmente perversos? Por estas e por outras, vale a frase afirmada por Thomas Hobbes: “O homem é o lobo do homem”.Quarta-feira, 4 de Março de 2009
Segunda-feira, 2 de Março de 2009
Bial lê os blogues...
O belo dircurso de Pedro Bial pode ter sido inspirado em - Francine boneca de pano, do blog "De Cara Pra Lua". Francine liberta sua Emília e vira gente de carne e osso: fala, sonha, sorri, chora e erra. Valeu as palavras do apresentador para milhões de espectadores no paredão de domingo, FRANCINE X MIRLA. Cada frase dita; uma razão de ser. Questiono a veracidade das peças do xadrês dessa novela da vida real, o desabrochar de cada personagem como um todo: seu existir, seu pensar, sua natureza humana, sua gula. Simples assim. Abaixo transcrevo a deixa do leitor mais próximo do jogo - Pedro Bial, e a minha observação em negrito ao lado: "Meninas. Francine, Mirla. O elemento entra no Big Brother: o sujeito tenta ser o que pensa que é, tenta ser o que pensa que os outros pensam que ele é, o que ele pensa que consegue fazer que os outros pensem o que ele é ou quer ser... (para Francine e Mirla). O que pensa parecer, o que parece, o que desaparece... (esta foi uma direta só para Mirla). Nasce boneca, rostinho de porcelana, corpinho de pano. Da boneca o pano vai se esgarçando, rasgando, a porcelana racha, trinca, quebra a cara. Tenta se esconder achando que fuga é proteção... (para Francine que se escondeu na força de Max - o benhê dela). E de repente, cadê a boneca que estava aqui? Fica sem graça ao perceber que não perde a graça trocando porcelana e pano por carne e osso... (lógico que foi para Francine). E aí já é tarde demais... (essa foi na lata para Mirla). Virou gente, então tudo fica mais complexo, as coisas saem de controle... (para Francine e Mirla, pois o público escolhe o que vê!). Aí diz uma coisa, repete. Diz uma coisa, e a gente aqui, vendo outra coisa. Contradição! Confusão!... (Mirla quando pediu para sair da casa por pura covardia). Como cantou o Cazuza: "tuas idéias não correspondem mais aos fatos". Essa confusão grita aos olhos do público... (novamente para Mirla). Quem é você, você sabe? O que você deseja, você sabe? O que faria se você pudesse escolher, você sabe?... (este inquirir foi para Francine e Mirla, algo como um acordar!). O público quer saber, e por isso FRANCINE, VOCÊ FICA!!! Vem pra cá, Mirla!"Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
dos questionamentos...
Estou apoteoticamente calma e com a alegria estável, por enquanto. E nessa alegoria intrínseca, vou dar um "time" por aí... A crise pode ser um sinal positivo, uma lição benéfica. Navegar é preciso; viajar também. Que outros ares se descubram para mim, por favor! Às vezes careço de dar uma limpa no lixo interior, refletir e me auto-analisar sem esquecer a reciclagem. Cada pessoa é renovável em si mesma. Vou ficar longe por um tempo porque assim é bom. As respostas? As encontrerei no silêncio. Faço-me entorpecida de esperança, pois ainda acredito que posso, é fato. Parece obvio, mas não é.Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
Há dias assim...
Saudade louca, desarvorada, ensandecida, desorientada, que olha ao longe, transborda e se mistura com o éter. Saudade da época medieval, das pedras largas do castelo espanhol que não morei, da janela que não debrucei, da música sacra que jorrou pelas paredes que não ouvi. Saudade do por-do-sol de Santorini, do banco da praça que nunca sentei, das mãos que não toquei, do sorriso que nunca vi, do olhar que não troquei, da rosa que não recebi, da flor que não beijei. Saudade do tempo jurássico, de não ter visto um pterodátilo réptil com toda sua supremacia voando os céus. Uma saudade de tudo e de nada, que não comporta em mim nem em outro lugar. Saudade do som e do silêncio do espaço sideral. Saudade do passado e do futuro, das galáxias, dos planetas que possam ser habitados, das estrelas e da lua, da poeira cósmica, do fim e do príncipio. Uma saudade de alguém e outra de ninguém. Da pluralidade fronteiriça do meu sentir se espalhando ao vento, mas que não conhece como ser singular. Uma saudade que vaza... ausente, descomunal, louca e irrepreensível. Que é e não é minha. Saudade de ser o que sou e ser diferente no que faço. Dos meus pedaços olvidados por aí, perdidos nos períodos de minha vida. Daquela casinha de palha que deslizei. Da menina colhendo guabirabas naquele dia cor de ouro velho. Saudade larga sem tamanho nem profundidade, híbrida, sem lei natural, dramática, completamente espetaculosa e nonsense. Saudade de não ter conhecido e conversado com o sábio Rei Salomão. Saudade de um momento, de um gôsto, de um cheiro, de um abraço... tão minha... que sofre de insônia, que não sacia e me rasga a pele, no entanto, junta-me, aparta-me e entra novamente em mim. Saudade acoplada, embutida e impiedosa... que é pouca e é tanta.Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
do consumismo... ad eternum
Quem disse que a ditadura acabou?! A verdade é que vivemos sob a ditadura do consumo desenfreado, somos induzidos pela pesada massa do marketing e da propaganda ao convencimento de compra. Comprar e comprar muito, eis a questão! Somos levados a acreditar que seremos os melhores se comprarmos, se prosperarmos e triunfarmos. Queremos casa na cidade, na praia e no campo; queremos roupas, carros, restaurantes, viagens... e a bola de neve vai crescendo e invertendo os essenciais valores que realmente importam. Compramos mais do que precisamos e entulhamos nossas vidas de futilidades, pois além da tentação ser uma arma poderosa e feroz, toda estratégia é para pegar nós mulheres que, de bobocas, embarcamos nessa nave louca. Diga-se de passagem, homens adoram carros, casas etcetera e tal, no entanto, a jogada para atrair a massa de compradores em potencial é para nós, as mulheres. Sim, mulheres detêm o poder de compra... e quando não compram são exímias influenciadoras. Agora meus caros colegas, digam-me uma coisa: qual a causa da maior crise econômica do planeta? Nós mulheres? Não, é claro. Mas o capitalismo selvagem, a ausência do SIMPLES. Afinal de contas, somos o que somos e não o que temos. Onde está essa tênue diferença entre o Ser e o Ter? Pensemos nisso. Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
Domingo, 22 de Fevereiro de 2009
dos clássicos...
Uma vez escrevi que sempre gosto de ler primeiro o livro e só então depois ver o filme. Mas confesso, dessa vez foi diferente. Ao assistir o filme nasceu a vontade de ler o livro, pela primeira vez leio Tolstoi: Anna Karenina. O desenvolvimento de cada personagem é interessantíssimo. Seus conflitos, seus estados de espírito, a dinâmica, o bem e o mal, a virtude e o não acabado. O autor consegue colocar muito bem ao leitor, e já vale 10 pelo conjunto da obra. Um belo romance entremeado na aristocrática Rússia czarista - século XIX, onde o próprio vivia. Anna viaja para Moscou a fim de salvar o casamento de seu irmão, mas por ironia do destino se apaixona por um militar, a paixão fala mais alto e Anna deixa marido e filho. Mas como é de certo um dia toda "paixão" fenecer, não sabe lidar com a rejeição e o remorso. Num momento de grande desespero, joga-se na linha do trem. Arrependimento, ciúme, dor, angústia, vingança? Contradições a parte. Anna comete suicídio! O desenrolar permeia pelo pecado original, as crises existenciais, suas aspirações, a complexidade na família, as classes sociais, a passionalidade, enfim... o conflito das histórias que seguem paralelamente. Também aborda o entendimento das relações interpessoais, seus valores morais e religiosos e, igualmente, os políticos. O livro é excelente, bem mais que o filme. Pena que Anna morre. TOLSTOI
Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
da parceria...
A polaridade rebentando o fio da navalha, talvez seja a única oportunidade para olhar uma situação pelo melhor ângulo e com compaixão. Porque sou pequena, sou tudo e nada; aqui, ali, acolá na fração do segundo chamado vida. Vidas nossas a caminharmos lado a lado. Se eu não tentar perceber, virar a cara, não reagir, não estender minha mão, serei detestável. São estes pontapés que me impelem a continuar a peleja, a ajudar quem tanto me ajudou. De certa forma, mesmo com as perdas e os ganhos, sou-lhe grata. Porque estamos juntos nesse barco - por enquanto à deriva, mas acredite, não vou esmorecer. Pode apostar.Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
da série: V O Y E U R
Gozado... mas qualquer coisa da vida do outro sendo devassado pela lente da TV, apetece. Personagens são construídos, mascarados ou desmascarados, atuando ou não, que seja. No Reality Show, encontramos nas pessoas elementos se arquitetando, ambicionam a aceitação dentro e fora da tela. No entanto, mais dia menos dia o stresse do confinamento desenrola os verdadeiros traços de personalidade... a natureza de cada um, a mente de cada um, a condição humana de cada um... cai o pano do grande teatro. Dificilmente alguém sai ileso da bolha... de toda forma, é para eles transformador. E assistir a este desenvolver é interessante por demais... "tipo assim"... Ah, isso vicia foofes!!!
Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
M A V I E
Meu olhar coruja se perde apaixonado, assombrado, cala-me a voz... é tua beleza forte, marcante, cheia de charme... é teu conversar cadenciado, eloqüente, Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009
A M O R M E U
Sabe quando a alegria gira, gira e gira dentro de você? Palavras não me bastam nem decifram o sentimento absoluto. Nenhuma expressão colore as cores do arco-íris das quais me visto de ti... Felicidade, teu nome é Pedro!!! Porque teu amor mata minha sede... porque teu amor mata minha fome... porque teu amor me liberta para poder amar mais e mais...
Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
e ontem...
Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
David Bowie: M A R A V I L H O S O ! ! !
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
Bendito Seja O Teu Nome...
Mesmo que eu não Te toque, mesmo que eu não Te veja. Porque Tu me abres o olhar e me tiras dessa cegueira, para que eu me estruture, acredite e exercite minha fé. Porque Tu estás no controle da espaçonave Terra, para que eu reflita, seja mais humana e entenda como se deve tripular em nome da ética e do bem para o bem. Mas principalmente que eu o pratique, e enxergue a necessidade do coletivo e o que em verdade têm sentido. A natureza, as coisas simples, o outro. Que eu não seja tão medíocre como sou. Que eu me repreenda a cada passo infalso dado. Que eu Te siga acima de tudo... que eu conjugue o verbo amar na sua essência. Que eu compreenda, aprenda e conheça... e que cada degrau que eu venha a subir nunca derrube o que ficou atrás. E que eu sempre Te sinta em mim, porque é de Ti que preciso em todos os momentos... Amém. Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
apetece-me...
Há dias em que desejo cheirar a grama molhada, outros dias prefiro que o embalar da rede me leve aos meus sonhos, enquanto olho as nuvens se modificando. Há dias como hoje, que a lua parece a grife de um jeans que os deuses vestem. Há dias que acredito que posso me entusiasmar, ousar, pirar, enlouquecer, vencer e usar o bom senso... E há dias em que anseio capturar tudo isso atrás de uma meta. Seja como for e estando como esteja, existem os dias em que quero trocar tudo em prol de um objetivo maior. Todo esse sentir é a arte se apresentando em mim. Porque a criatividade é minha respiração... porque ela doma meu ócio... e eu (a)prendo.
Domingo, 8 de Fevereiro de 2009
do quereres...
Queria voltar pra casca. Ficar lá. Quieta. Parada. Inerte. No breu. Presa e livre. Queria não ser responsável por nada. Quero liberdade. Queria o verbo intransitivo me completando no avesso e no direito. Quero amar além da medida. Queria morar no sul da Espanha. Queria tragar Roma. Queria falar italiano, francês, espanhol, inglês. Aprender dançar flamenco. Fazer um curso de lingüística. Quero uma nova amizade igual à de infância. Quero emagrecer. Quero que meu cabelo não caia demais. Quero ler e me hipnotizar. Quero falar a palavra oblíqua com certo charme. Quero tanta coisa. Sorrir. Chorar. Abraçar o mundo, o cosmo, a lua. Queria conversar com uma estrela. Queria meus limites ilimitados. Quanta coisa queria. Quanta coisa quero. Quero-me de volta. Queria não querer tanto querer.
Sábado, 7 de Fevereiro de 2009
da ex pressa das coisas...
Cerveja quente e imediatista das piores, fui. Eu chegava antes mesmo de mim. Uma coisa qualquer de inquietante me revolvia as entranhas numa ansiedade abissal. Quando queria algo tinha de ser para ontem, e aquela sofreguidão me angustiava muito. O verbo esperar não fazia parte de minha conjugação, pois era sinônimo de nunca alcançar. Mas depois das tantas deveras quedas de cara no chão, aprendi a lição: não lutar contra o tempo. Cultivo a paciência e a exercito em meu dia-a-dia. Agora, sorvo os pedaços da espera com um gôsto especial... e é especialmente delicioso mastigar cada momento...Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009
Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
Aprendendo a Aprender...
Ponderações. Rascunhos. Excitações. Ensaios. Medos. Alegrias. Desabafos. Observações. Viagens. Traçados. Chegadas. Partidas. Pensares. Registros. Memórias. Fatos. Impressões. Explanações. Interpretações. Particularidades. Controvérsias. Considerações. Bisbilhotices. Flatulências. Idéias. Ideais. Ausências. Citações. Silêncios. Vozes. Ecos...
Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
Genuíno...
Ao longo do caminho encontrei demasiadas pedras, pisei calçadas mortas e sob meus pés as ruas vivas. Nessa estrada, tantos os amigos de cada fase em mim habitou. É engraçado ver o tempo passando num raio de luz sem perceber a fração do instante. E eles passam com a voracidade de um leão em cima da presa. O tempo é infalível e implacável. Fica um pouco do vazio de que não o aproveitei da melhor maneira. Quedo-me falível e iludida... arrependo-me. Culpo-me por deixá-lo correr irreversível... mas, enfim... como segurá-lo? Sinto uma saudade frouxa dos momentos mais distantes da minha vida. A infância é desse breve ínterim que está no fundo de mim, pintada com lápis de cor em um colorido fantástico. Em cada esquina do coração recordo um punhado de pessoas queridas que me marcou de alguma forma. Cada encantamento, cada vivência, cada sorriso e expressão de olhar. Parece que foi ontem! Cá - ainda quentinho - em minha mente as coisas inconfessáveis e mágicas me ocupam. Simplicidades que não voltam. Tolices com valor de ouro em pó. Consigo visualizar a linha de minha história, o traço virtual da passagem dos períodos se apresentando e inaugurando um presente novo ou uma perda. Porque viver é perder e ganhar, mas aquela época que tinha um brilho deslumbrante, o prêmio que guardo é incalculável.Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009
das coisas simples...
Porque ontem ao final da tarde o vento discursou pela janela, ouvi palavras soltas e tentei entendê-las, mas não, não consegui. Saí de casa fotografando pelo celular como uma louca... o céu, a rua, a tarde rosa embrulhada com celofane chumbo. Ventava forte na promessa dos aplausos da chuva. Como gostei... como gosto! Voltei e a xícara de chá de erva-doce me esperava pacífica, aqueceu-me as mãos. Liguei o som e uma felicidade inexplicável vazou de mim. A música rolou... Tom Waits me aguardava para desfrutá-lo. Sentei-me e saboreei o tempo... a canção preencheu os espaços da casa e de minha solidão amiga que me mantém sã. Comi cada vocábulo como a uma flor, pétala por pétala. Meu Deus! Aquela voz vinha do céu pelo vento, do cosmo trazida por um ovni, de uma estrela colorida, sei lá; mas me encheu: de paz e luz e cheiro de terra molhada...










