Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

da consciência íntima...

Nem mesmo o que sinto consegue decifrar os sentimentos dos quais me visto...

Nem mesmo meu olhar diferente pode.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

De regressar...

Contagem regressiva. Volto para meu pequeno lugar, mas grande, grande, grande; ao menos à mim. É tempo de retornar e matar as saudades que não são poucas. É o colo do meu país na vicissitude de minha terrinha. Quanto às paragens que passei já estão quase longe das vistas. Há em mim tanta novidade, novas interpretações, outras visões, mas de uma coisa sei: As Espanhas - que são muitas - a gente não se esquece. Todavia não há nada melhor como a nossa casa. Fecha-se um ciclo de quase três meses em terras estrangeiras. Experiências, dores, alegrias, vivências, lições... ESPERANÇA! Da viagem ainda restam coisas à contar... Decerto, a forma como vejo as coisas e o mundo não será mais a mesma, alterou-se. Volto com um enxergar mais largo e mais profundo. Foram momentos meus, crescente rente aos cogumelos. Pensamentos e mergulhos em mim. Um reparo na carenagem e, sinto-me mais forte e renovada... coisas assim...

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

¡ ¡ Palloma hija, feliz cumpleaños ! !

E então você ficou mais velha hein, querida! Bem... nada mal. Ainda tá novinha em folha, estralando. Meu amor, vida minha, quero que saiba que dentre a torcida à seu favor: sou eu a número um.

Ria sempre! Rir é importante e o melhor remédio para tudo.

Seja alegre! Escolha a alegria como uma opção de vida.

Saúde... salud... salute... santé... health... gesundheit... здраве... gezondheid... helse... egészség... saħħa... terveys... здоровье... zdravlje... υγεία... zdraví... स्वास्थ्य... 健康

Fé e esperança... sempre adiante... enfim, que venha mais um ciclo...

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

A La Bandeira...

Vou-me embora pra Passárgada...

Lá sou amiga do rei, aqui não fui tão feliz...

Lá tenho meu véio, meus filhos que me precisam, minha cama quente...

Em Passárgada tem de tudo...

Pobreza, seca, calor, mormaço, chuva e até rã em meu banheiro...

Têm as plantas do jardim e minha vida escrita lá...

Em Passárgada tem a ponte a observar meu olhar sobre o rio...

Vou-me embora pra Passárgada...

Perambular pela casa...

Retomar minha rotina...

Tomar banho no quintal com palmeiras dançando a luz da lua...

Tirar uma siesta depois de degustar galinha caipira com pirão...

Vou-me embora pra Passárgada...

Ouvir cds um dia inteiro deitada na rede da varanda...

Matar a saudade do pôr-do-sol...

Conversar com minhas irmãs e sorrir das palhaçadas da Beth...

Vou-me embora pra Passárgada...

Ser apenas eu...

É lá o meu lugar...

Sábado, 23 de Maio de 2009

Feliz aniversário filha minha ! ! !

É inevitável não te olhar. Teu rosto delicado, teu sorriso doce, tua fala mansa. Vêm-me as lembranças das belas memórias de ti...
Tu vieste de presente pra mim, tanto chorei de contentamento e susto, ainda assim, eu estava serena quando te dei a luz...
Vi teus primeiros passos e tuas primeiras palavras, era minha felicidade fazendo companhia no mundo que tu começavas a conhecer... beijei-te, repreendi-te, amei-te sem condições.
Escoltei teu crescimento... fui firme, severa, acalentei-te. Contemplei os teus sonhos e te leguei valores.
Desde o primeiro instante em que entraste em meu corpo, encheu-me de alegria e medo, mas o Verbo se fez vivo, e contigo também nasceu a esperança...
E mesmo não compreendendo o que é doação incondicional, ela existe. Tu viverás esse sentimento de entrega que faz rir, chorar e acreditar em um mundo melhor.
Tu ainda terás todos os sentidos despertos ao tocares a pele de teu filho pela primeira vez... e com uma imensa ternura nos lhos dirá: a minha mãe tinha razão.
E enxergarás que entre abraços, perdas e ganhos as pedras do caminho faz de nós a cada sol que se deita, a cada claridade da manhã, parte da mesma essência.Porque é um amor que assombra a alma, enche o coração de graça e os olhos de lágrimas. Por isso entendemos que não precisamos temer nada, apenas bendizê-lo... Catarina, tu refrescaste meus dias, acalmaste meu caráter e me fizeste mais paciente. Gracias hija!, por ter me ensinado a viver. Abençoado seja os teus vinte e cinco anos! Saúde... discernimento... longa vida... paz... fé... Que assim seja. Amém.

Domingo, 17 de Maio de 2009

Que tal...

... sair pela chuva e se jogar, lavar a alma da tristeza, vê-la escorrer dos cabelos aos pés até morrer no chão?

"Por seres tão inventivo, e pareceres contínuo... tempo tempo tempo tempo... és um dos deuses mais lindos. Tempo tempo tempo... (..) de modo que o meu espírito, ganhe um brilho definido. Tempo tempo tempo tempo, e eu espalhe benefícios. Tempo tempo tempo tempo..." Caê

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Ow Jorge, casa comigo, casa ! ! !

Adoro Caetano, Chico, Djavan, Ivan Lins, Oswaldo Montenegro... São divindades da prosa e poesia brasileira. São nossos divos! Pintam letras falando de amor... Ah, o amor!, essa linguagem universal maravilhosa. Gosto de tantos e tantos cantores estrangeiros também... Gosto muito de Jorge Palma, este artista é um gênio, considerado um poeta urbano e um trovador errante, é ele: um deus da paixão e seus conflitos. Um presente que apresento à vocês neste espaço. A música é para ouvir, mas muito mais para senti-la entrar e sair de nós como uma leve brisa, ou até como uma caudalosa chuva que banha a alma. As teclas do piano de Jorge falam o que seu timbre reluz; um som irrefutável que vaza o sentimento. Não dá para ficar indiferente a sua melodia e sua voz cheia de sensualidade. Isso é música clássica contemporânea, é para ser tragada em cada fonema. Isso é musica de qualidade que me rasga por dentro. Isso é para golpear minha alma sofrida. Para quem vive o amor. Para quem espera um amor. Para quem tem trinta mil cavalos a galopar no peito... Sensacional!!!

Domingo, 10 de Maio de 2009

Feliz dia das Mães ! ! !

Conversas homéricas ocorrem lá em casa sobre tudo. Digo à meus filhos que meus argumentos são fundamentados na minha experiência, por isso preciso passar-lhes valores. Aquela história incansável de mãe, sabe. Eles são seres especiais e meu cuidado é apoteótico! Gosto de observá-los quietos em si quando pensativos. Silenciosa e atenta, espreito-os. Cuido deles com o mesmo desvelo que o Pequeno Príncipe cuidava de sua rosa, afinal os amo com um amor incondicional e delicioso de sentir. Chego a babar de prazer ao olhar suas diferenças, reconhecer seus cheiros, ouvir suas vozes e, penso: O mundo os aguarda, mas o amor é meu.

Às vezes me pego questionando cada besteira sem motivo de ser, e em seguida percebo que eles também têm razão. Então tá, vejamos! É uma característica da natureza humana - mais feminina que humana, mais de mãe - nesse caso: sobre humana. Estou nos meus quarenta e três anos, e ainda consigo me dar por insatisfeita, sempre desejo algo mais à meus rebentos: que cresçam como pessoas, que não sofram tanto, que tenham sucesso, que se amem, que pratiquem o bem, que tenham muita saúde, que amem ao próximo, que sejam prudentes, amigos além de irmãos, que se ajudem caso precisarem. Por horas desfio reflexões e orações: Será que serão felizes em suas escolhas? Será o que os espera? Será que me amam como eu os amo? Ora bolas, o que importa essa pergunta! Vez em quando baixa uma identificaçãozinha com Ana Cristina Cesar, C.F.Abreu, Florbela Espanca; gera uma insegurança, uma dor lá no fuundo. Tolice materna, talvez a síndrome do ninho vazio se achegando, sei lá.

Claro! Tenho meus rompantes gerais. Brigo, xingo, valorizo, ensino, repreendo-os... Mostro-os o caminho certo, todavia a opção é de cada um, mas minha sede maior cobra deles, talvez até mais do que possam oferecer. No entanto, recuo. Vaza a necessidade de dar afeto com melhor qualidade. Beijar, elogiar, consumir esse amor que de tanto só sabe amar... Abraço-os apertado até sufocá-los. Há em mim uma avidez soberba e ansiosa pela infinitude, queria quiçá chegar a uns 99 anos, por aí, e poder usufruir ao máximo dessa ligação. Porque ser mãe é soltar os filhos e logo novamente querer agarrá-los, é ter que largar o prato ainda estando com fome, é nunca cansar de roer o osso sob quaisquer condições. Contanto que seja ao lado deles, perto deles, resgatando momentos e vivendo outros. Passam-se maios(Catarina e Palloma) e novembros(Pedro), anos e anos sagrados em mim... e ainda sinto o corte do cordão umbilical e as dores do parto.

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

percepções...

Fotografia: Viana do Castelo, Portugal
O dia a dia e minha observação. O mundo e minha perplexidade. A vida e minha sensibilidade. O avesso do meu silêncio na escrita. O poesia que ultrapassa a não dor do poeta. O olhar e a mensagem. A beleza da sutil estética. A música e meu encantamento. Os sentidos e as sensações. Um pouco de tudo. De mim. De ti. Muito de muitos...

Domingo, 3 de Maio de 2009

Complexidade se resume ao - SIMPLES

Ser humano, ser complexo, ser plural, ser sensório... E os sentidos são 5 – olfato, paladar, tato, visão, audição. SER COMPOSTO! E por que me limitar? Por que não mil e um sentidos em mim? Ser dançante, ser viajante, ser amante, ser inteira... Isso vai além dos meus 5 sentidos. Vai além do que cabe em mim... Eu sou ser aqui e estar. Sou ser agora e sempre, sou até o que nem sei expressar, e sou ser simples, ser simplismente VIVENTE.

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Ele me ama; e eu a ele...

Curioso. É gostosa essa sensação de quando estou absorta, paciente, sem pressa para nada. E pensativa, compreendo o incompreensível. E sorrio. E me alegro. Espero em meus desejos menor ímpeto. Percebo o que realmente conta e vale a pena. Olho para frente e um sorriso se escancara à mim: amoroso, franco, saboreado, esperançoso, cauteloso. Feliz retribuo. São os sabores de viver. São as recompensas diárias da consciência. Aparentemente pequenos nadas; ainda que, grandes. Vida: feita de coisas simples.

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Ó adúltero! Tu queimarás no mármore do inferno!

Queremos o que é melhor para nosso amado: carinho, afeto, sucesso, felicidade e unicamente nós. Mas porque não conseguimos colocar no mesmo saco a lealdade e a infidelidade? Não se trata do bem e do mal, ou da claridade e da escuridão. Não se trata de maniqueísmo. Não, não é isso. É esta obrigatoriedade sôfrega que inibe nossos instintos com o fim de negar nossa natureza. Repudiamos nossos desejos intrínsecos, embora reconhecemos que o temos e que é natural. O ponto chave é: saber como lidar com eles e não sentir ressaca. Deste ponto de vista nos deparamos com a ética. Mas aí vai se aprofundar o assunto e eu não sou filósofa. Teve um bom período no qual acreditei que, ao amar, deveria oferecer minha vida e liberdade ao objeto desse amor. Hoje enxergo com olhos límpidos. É uma aberração na palavra AMOR - tão pura e ao mesmo tempo tão sofisticada, ser propriedade privada senão pertencente a nós próprios. É o meu namorado, o meu marido, o meu amante, ele é meu dono e eu dele; desta forma, só podemos desfrutar um do outro e "ce fini".

A possessividade é o grande exterminador da relação e advém do ciúme: o letal inimigo do amor. E sendo extremado, torna-se terrivelmente perigoso para a integridade da pessoa, da convivência do casal, conduz à humilhação, gera perseguição e até mesmo a uma piora da autoestima. A inveja decorre dessa falta de autoconfiança, agimos como se o outro fosse “nossa propriedade" tendo as garras direcionadas só à ele. Muita energia vital gasta produz exaustão. Ficamos na lona literalmente! Talvez, por este motivo, o homem se diverte com alguém que não considere “sua” e então, ele se salva da lealdade à sua amada. E na maioria das vezes não sentem culpa alguma, o que lhes é uma característica cultural. As mulheres intencionam e cobram exclusividade do seu parceiro, mas os varões agem sem correias, desfrutam mais, não sofrem, satisfazem suas necesidades primitivas, seu instinto predador e seu ego falocêntrico. As mulheres quando enamoradas não sentem necessidade de gastar tempo com outro, mas sim com seu par. No entanto, também têm seus desejos de fêmea, estes que por via de regra são inconfessáveis, porém existem.

Homens e mulheres experimentam seu lado sensorial e percebem o externo e o que lhes atraem quanto ao novo. Restam-lhes a escolha, ressaltando outra vez a ética, que são outros quinhentos. Tudo é fruto de opção, se não há culpabilidade e arrependimento. Os seres humanos tal como os animais variam e gostam, qual o problema? Portanto, a aspiração para fornecer tempo integral a uma única pessoa, dou-lhe um único nome: FANATISMO. Partilhamos momentos com os amigos, conhecemos pessoas, desfrutamos de companhia diversificada. Ser fiel, ao longo do tempo, torna-se inalcançável e risível. Temos impulsos sexuais e atração para os outros, mas a pretensão de desprezar essa verdade caminha do nosso lado. Sexo com atração física e sexo com amor: distinguem-se. Cabe entender tal diferença. Sexo casual é pura diversão, mas o mais difícil é eliminar os conceitos adquiridos da infância: adultério é pecado e transgride aos preceitos religiosos; preconceitos cristãos e o misticismo se valendo à perpetuar uma mentira que ocorre desde o começo dos tempos. Egoísmo, puro e simples.

Sábado, 25 de Abril de 2009

Eu bem sei...

Quem se atreve a fazer um blog se deixa na mira do outro. Sim, é verdade. Esponho-me muito e, às vezes, a franqueza é incômoda. Explicitar sentimentos é para quem tem coragem de dar a cara a tapa, gera juízo de valor e pior, eu não me importo nada com isso. Dou-lhes a outra face, mas por favor, bata devagar, pois meu lado bom é muito bom, mas meu lado ruim, esse é péssimo. Deliberadamente, apetece-me trabalhar com as palavras sobre fatos e coisas. Preocupar-me com meus escritos por causa da exposição suprimirá alguma carência e sinceridade, aí não rola. Mas contrapondo “tanta” exposição, sou das reservas; não gosto de balbúrdia, pitis para "causar", boates, fumaça de maria joana, raves, gente xiliquenta e escrotice pra se mostrar simpático.
Gosto de sorrisos largos e cheios de emoção. E nada é tão gostoso quando estamos em comunhão com a natureza, a família, o cosmo. Tudo funciona em harmonia e a pleno vapor. Nasce a inspiração e me derramo feito sangria. Só consigo engatinhar neste espaço se for com transparência e honestidade, caso contrário, hasta luego baby! Cheguei a uma maturidade de minha vida que enxergo mais, entendo mais, compreendo mais, é tudo simples e claro. Se para alguns me escancaro além da medida; a medida eu a faço. Aos que não digerem essa ânsia que tenho de me lançar fora de mim: paciência. Não quero embotar de vez nem perder minha essência, minhas convicções, minha energia vital, minha doçura.
Nesse caso, cada qual no seu quadrado e com seus conceitos entorpecidos, todavia, satisfaço-me com essas teclas, elas movem-me as mãos. Sou realista, otimista, um olho no gato outro no peixe, e não faço tipo. Não finjo se está bom se não está, não digo que amo sem amar, não me faço boazinha sem ser, não gozo com o pau dos outros. E quer saber? Chega desse papo furado pra encher lingüiça. Meu muitíssimo obrigada aos 36 acessos de um pleno sábado. Até agora 04h01min da madrugada aqui na Espanha, e 23h01min aí em Teresina-Brasil. Putz... radicalizei... texto grande né?! Entonces, abstraiam-me pessoas, hoje fiquei putiada da vida. (rs)
E parabéns Kit Lis linda!!! Levarei o chocolate suíço que me pediu.
Besos... besos... besos...

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Passando a vida a limpo

"Navegar é preciso; Viver não é preciso". Essa frase célebre de Fernando Pessoa, leva-me a pensar em lugares por meus olhos nunca vistos e por mim jamais explorados. Serve-me à via de reflexão: sobreviver sem viver não paga a pena. Fato este acontecido em minha história há um bom tempo, no entanto, hoje, quero mais que somente coexistir, anseio aproveitar dessa viagem intensamente, especialmente as quais são para dentro. Careço de ir mais além, conhecer os vales de mim, redescobrir-me adulta com jeito criança, moleca, criativa, sem nóias. Quero compreender os porquês da vida e alcançar o entendimento, questionar-me em cada nova fronteira de alguma paragem e poder me surpreender cada vez mais. O cotidiano pode ser rico e posso me contagiar com os detalhes mesmo com tantas renúncias. Digo-me: "Não leve a vida tão a sério Sela, ela pode ser gloriosa, oportunize o momento. A borboleta necessita sair do casulo, a liberdade a aguarda e é tão breve! Voe longe ou perto, enfim... voe... Suas asas parecem frágeis, mas são tão mais belas hoje!"... Assim como as borboletas me transformo... em algo melhor. Esperança é o antídoto certo para qualquer tristeza que se achegue, exige o esforço da entrega até que se encaixem os trilhos. Licenciar-se para renovar, ao menos uns tempos fora de casa: tudo tem seu preço. Mas eu nunca disse que viver seria fácil!

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Entrevista de Leitão, jogador do Lobelle - La Coruña, Espanha

Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

da complementaridade...

"Eu tô dando tudo de mim; juro que tô!"... "Não Exageeera hein!" Um errinho de nada pode deixar um par de olhos mais brilhantes que são? Pode ué, pois deixou! Chico "causa"! Até errando é todo lirismo, charme, tesão e apaixonante. Ó céus, que lindo olhar! Oblíquo, sedutor, pidão de garoto travesso. E Caetano então, com essa voz açucarada e melodiosa nesse jogo de palavras, my God! Que letra! Que música! Que poetas! Porque Chico Buarque é único e sem par, mas Caetano pra mim é gênio! As duas metades da laranja. Sensacional! Mil!!!

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

dos escafandros de nós...

Dia desses, minha irmã escreveu na frase do MSN a palavra “Escafandrista”. Soou-me feia e estranha. Mais tarde, por acaso, ouvindo meu Chiquito, o Buarque, ouço novamente a danada da palavra. Fui pro dicionário on-line descobrir o significado: Mergulhador que usa escafandro; armadura de borracha e ferro usada para trabalho em grande profundidade aquática.
Lá vou eu com minha mania de reflexão e logo pensei: É, somos naturalmente escafandristas. Vestimos uma carapaça por pura autopreservação, temos medo de ser golpeados e de sentir qualquer tipo de dor, já que a dor vem atrelada de sofrimento. E continuei matutando... Sou uma “puta” escafandrista da vida e perco muito mais do que ganho. Esse ficar alheio é fuga perdida no tempo, permanecer dentro do casulo não me permite conhecer, me jogar, ousar, entender, encarar os fatos de frente... Evito o que me é caro e imprescindível, tanto ao prazer quanto aos obstáculos. Satisfação sem liberdade há? Digo que não. Liberdade sempre! Mesmo que a duras penas.
Os seres humanos são mais ou menos assim, escafandristas eventuais, criam um programa mental e seguem o dia-a-dia presos em suas próprias armaduras. Mas mais adiante ficamos secos, superficiais e sem emoções. Todavia é para nossa segurança e o pior, a capa protetora pesa na ausência dos sentimentos e das sensações. Porque sovrevivência com grandes renúncias é como chupar balinha com papel. E o passar dos dias se transforma tinta guache misturada em todas suas cores: cinza feio, sujo e gelado. Viver fica sem gôsto, sem graça, sem borogodó... Vidinha chata... vaziiia.

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Felicidade é poder contemplar uma explosão de cores...

Gosto de relembrar o passado e perceber a geografia do caminho que percorri. Busco encontrar o ponto crucial, preciso, em que larguei de mim e segui em frente. É como se eu conseguisse enxergar muito atrás o lugar exato, onde tudo mudou e eu fiquei vendo a banda passar. O que me motiva agora, é entender que sei exatamente onde estão as falhas e os acertos, coisas assim… e compreender que tudo se transforma com o tempo. Para esse momento de minha vida, percebo que sou mais ousada que antes, mais segura que antes, mais corajosa que antes, mais feliz que antes. Entendo a felicidade como uma opção para levar a vida. Escolhi ser feliz: Felicidade é isso, está dentro do peito, dos orgãos, da célula e da vontade de SER. Deixo então escorrer os medos e “ses”, desprendo-os e ponto final. Querer segurança em tudo que faço ou pretendo fazer fica sem graça e perde o brilho. Mudança é palavra mágica e ameaçadora, mas cheia de charme. Vou mudando aqui e acolá… para melhorar. E é isso, é só por isso.

Domingo, 12 de Abril de 2009

O valor e a tradição da Páscoa

Ouvir búúúmmm, búúúmmm, búúúmmm me doeu as estranhas. Era um lamento cadenciado, um choro resignado, um acordar para a vida. Sacudiu-me aquele cenário ao fundo da música sacra. Minha admiração respeitosa acompanhava a procissão serpentear as pedras milenares das ruelas de Santiago, com direção à Catedral. Envoltos em roupas medievais e capuzes em forma de cone seguravam velas iluminando a noite âmbar. Conduziam-se compenetrados e, impregnaram-me serenidade.
Mas o maior encanto e deleite foi contemplar uma multidão de religiosos emocionados e na mesma intenção que a minha: enternecer-se ao drama da Paixão e comemorar o Renascimento da fé. Gesto, esforço, entusiasmo coletivo e fraternidade para lembrar nosso Salvador. A parafernália, a decoração, a banda manifestando sentimento junto ao som emitido, nada mais era que segundo plano para pontuar o que em real se fazia valer naquele momento.
O compromisso de vivificar a mensagem de Cristo, a fim de que nunca seja estéril: exercendo a irmandade, entendendo melhor a vida, ajudando uns aos outros, praticando a tolerância, dando sem pedir troca, enfim... Onde quer que operamos e em qual religião seguimos devemos eleger o bem acima de tudo. E para uma bela vida em Jesus, sejamos legítimos irmãos, e as palavras cairão em solo fértil. Estar na Espanha nessa época do ano é uma bênção, essa data tem um rigor especial e é bonito de se ver, mas também renova minha promessa de amor ao próximo. Yo, mi hija Catarina, y las personas en la misma frecuencia, en el mismo orden... Indizível.

Sábado, 11 de Abril de 2009

Porque hoje é sábado...

Dia belo! São 21:05hs, e parece uma bonita tarde nublada daí de Teresina. Lembrou-me um filme romântico francês. Ninguém se atreve a sair nesse frio molhado. Vejo poucos carros passando devagar pela rua e creio que, assim como eu, aproveitam a paisagem. Pela vidraça do 4º andar, desfruto de um silêncio eloquente observando a existência pulsante nas chaminés das casas típicas da Galícia.
Cai uma chuva fina, assemelha-se a farinha em forma de umidade. Esse é o verdadeiro sereno que tantos falamos no Brasil, mas o bom é que posso agora vê-lo e tocá-lo. É tudo tão bonito e poético, tão ameno e singelo: À meu lado esquerdo há um imenso e vigoroso gramado com flores coloridas em volta, à direita uma grande piscina com borda vermelha brilha puro azul, e mais ao lado a verde quadra de jogos demarcada de branco. Tudo esteticamente bem disposto aos meus sentidos.
Ao longe o céu monocromático em total cinza claro me presenteia alegria. Mais adiante a cidade se delineia frente às colinas e vales. Paz, harmonia e vida na luz dos meus olhos que gravam esse momento. E essa chuvinha mansa me beija carinhosamente de amor. Ah, como é bom ficar quietinha debaixo das cobertas com meu olhar debruçado lá fora! Uma infinda felicidade me contagia.

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

da série reflexão...

Um mundo circundado de vida, arredondado, mas que as vezes tenho a péssima e nítida sensação de enxergá-lo quadrado. Lembro algo dito por Nietzche, em que devemos estar prontos para queimar na própria combustão, como se fosse uma catarse. Nesses dias de morada pela Galícia, vazo de esperança para renascer depois do carvão. Ah, Frederick! Minha adorada ave secular: Seria lenimento e compaixão com minhas feridas, o meu doce prêmio de consolação alcançável? As Fadas do bem conversam comigo, ora pois!

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

da constante mudança...

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…" Pois é baby! Geralmente em minhas idéias, acredito nelas. O dircurso se faz afiado na ponta da língua e tento mostrar o ponto alto e baixo de meu parecer. Mas, por outro lado, não tenho problema algum em retroceder sobre um ponto de vista. Na verdade, o caleidoscópio de posibilidades e percepções, deixa-me aberta a renovar meu pensar sem o menor constrangimento ou orgulho, acho-me até mais interessante se mudo de opinião sobre algo. Não, nao é idiossincrasia; é saber aceitar a ponderabilidade, é refletir, é desengessar a mente e, acima de tudo, ter humildade para dizer: equivoquei-me e daí? Hoje gosto de amarelo, amanhã posso gostar de roxo! Nesse momento vejo isso ou aquilo diferente de como via antes. Facilmente relembro em uma outra música de Raul, sua eterna falta de rigidez para tudo: “Se hoje eu te odeio, amanhã lhe tenho amor, lhe tenho horror, lhe faço amor, eu sou um ator…”. Voltar atrás em uma postura é estar franqueado às novidades enxergando a vida com menos subjetividade e mais análise do todo. Alterar uma opinião é crescimento. Coisa para nobres.

Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

... foi eu quem conseguiu ficar e ir embora

... e digo pra mim: Maravilha Viver!!!!

Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Porque nem tudo são rosas...

Eu ouço Cartola sim, e amo! Já disse o sábio poeta que "As rosas não falam". E se essas me falassem? Mas mais ainda se falassem comigo o que exatamente quero ouvir nesse momento? Seria tudo de bom! Fotografando as lindas rosas dos meus 43 anos, sinto-me mais frágil que as próprias: sensível por estar longe, feliz por estar perto, esperançosa das coisas, enfrentando o frio, colando os cacos de mim e os vales da alma. Sou vaso duro de rachar, e se quebro tenho poder de autocolagem. Calcifico facinho, facinho e renasço da desordem. Do caos. Envergo mas não parto-me. Há anos sou assim. Pois... Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá... que a fé tá na mulher... A fé tá - aqui dentro - viva e sã...

Domingo, 29 de Março de 2009

Auto-estradas, autopistas e vias rápidas...

São 23:00hs, e estamos voltando de Porto-Portugal. Enquanto minha filha guia meu genro dorme. Vou fazendo minhas considerações acerca da cidade e prestando atenção no velocímetro que já está em 160km. Dou um grito!, Fernando acorda e Catarina diminui o pé colocando o carro em piloto automático. Meu berro foi pela velocidade e pela impressão que a via ia me causando. Fê - meio atordoado - volta a dormir. E então admirada falo pra Cacá: - O que são essas auto-estradas da Europa, céus! Impressionada observo o cuidado, a manutenção e o respeito para com o motorista, afinal são milhares de vidas que trafegam de um lado à outro. Quando adentramos na Espanha, é nítido, a autopista é admirável e tão bem sinalizada. No asfalto linhas sinalizadoras branquíssimas reluzem aos faróis do carro, e se ultrapassamos as linhas laterais que dá para a saída da estrada, o dispositivo faz barulho para nos lembrar que o pneu tocou ali, como se fosse o “fofacú” daí do Brasil, porém sem balançar o veículo. O acostamento daqui é todo assegurado de um ferro cinza completamente iluminado de amarelo. Luzinhas mágicas clareiam todo o percurso. Há também placas com luzes piscando e mostrando a velocidade, ou com frases explicativas para avisar sobre o que ocorre no momento: o tempo, se tem vento, se vem chuva, se tem óleo mais na frente, se tem neve, se tem carro batido, enfim. Tudo isso para o motorista mais imprudente e desavisado não dar motivo a revezes contingenciais. São diligências e respeito com quem sai de sua casa para o lazer ou o trabalho. A Espanha está entre as rodovias mais bem estruturadas e com uma logística excepcional, no intuito de evitar acidentes, mas principalmente de atender melhor seus viajantes. Se dirigir à noite, o breu do céu se fundirá a tantas e tantas placas luminosas. Nota mil!

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Feliz Aniversário, Celina e Selena ! ! ! !

Irmãs de fé, amigas, camaradas. Que a gente conquiste, aprenda e agregue cada vez mais e melhor. Que ousemos sempre diante da vida, nem que seja - ao menos - em pensamentos, qualquer dia desses eles serão realizados, pois desejar e buscar é positivo. Busquemos o AMOR, e todas as outras coisas boas virão. Um brinde à nossa saúde! Sempre...
glitter-graphics.com

Terça-feira, 24 de Março de 2009

enfim...

Lusco-fusco, Viana do Castelo - PortugalMeu Deus! Espanta-me essas terras. Em estado de graça contemplo a harmonia, a estética que a natureza provoca: poesia nasce. Não dá para acreditar que tal beleza perdure tão pouco, tanto é bonita quanto surreal. Há lugares assim, a gente sai andando livre, leve e solta - e tropeça de pernas para o ar. Da boca do estômago cresce uma vontade louca de engolir a paisagem. Por essas e outras, dou-me conta que tudo nessa vida é milagre. Mas viver é um acontecimento!

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Ah, o Porto ! ! !

Depois de uma viagem de 9hs (com dor no corpo, enjôo e batimentos acelerados por conta de uma sinusite), aterrissamos em Lisboa. Mais 1hr e meia de espera e 15 minutos de interrogatório na alfândega, tomo outro avião para o Porto. A cidade me deseja boas vindas no meio do delicioso abraço apertado de minha filha... outro tempo se inaugura pra mim agora.... e a manhã começa cinzenta, fria, suave e frouxa.

... e no final da tarde explode o rosa no porto pra atracar o sol.

Porque a vida é bela!
Simples assim.

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Navegar é preciso...

Das palavras que nunca dissemos tanta coisa ficou aqui guardada por dizer: sufocadas, abafadas, perdidas, e no entanto, percebi não adiantar esboçar um só hiato; seria perda de tempo. Vou-me para longe por um bom período, mas as minhas culpas não morrem solteiras em mim, existem duas faces da moeda e não um culpado absoluto. Golpes de silêncios ensurdecedores gritaram a sua indiferença, e algo na sucessão desses anos arrasou minha estima. Vou pelas esquinas da vida. Deixe-me ir, por favor! Um stand by para repensar valores desviados e esquecidos. Vou porque é preciso e pelo simples motivo da imparcialidade, pois nenhum de nós dois está acima da razão. Nossas verdades não são a última instância em nada. Ao que me diz respeito, no campo das (in)certezas o argumento é território de todos, e eu tenho os meus firmados pelos acontecimentos. Por isso vou... e porque não ir, se tenho vontade? Vou, porque devo ir! Nada é garantia de nada. E mais uma vez digo-lhe: vou. De nó na garganta. De coração na mão. Com ressaca e tudo mais. Vou... para poder voltar e resgatar o frescor que ao decorrer desses anos – de burra – deixei escapar.

Terça-feira, 17 de Março de 2009

Eu...

... que tanto engoli garrafadas de oxigênio das paragens por onde andei, e do meu olhar - janela do mundo - capital de mim, debruçarei-o novamente no horizonte que me mostrará a direção. Amém...

Segunda-feira, 16 de Março de 2009

das virtudes...

Você que sempre está aqui a me ler, devo minha eterna gratidão. Mas em seu ponto de vista, qual a característica que mais engrandece a natureza humana: a bondade, o otimismo, a consciência, a generosidade, a presença de espírito, a lealdade, a humildade, a compaixão ou o amor? Ora direis - e o respeito, onde se enquadra nessa escala de valores? Elevamos nossos sentimentos para nossa convivência diária, os sapos engolidos, os tigres vencidos, a justiça que praticamos. Quando tratamos da importância nas relações interpessoais vários contextos se misturam, devemos serenidade a nós mesmos e, especialmente, imparcialidade ao outro. O que distingue uma pessoa de outra é a forma como levam a vida, como lidam com as negativas e intempéries emocionais. Exercitar o bom humor é o maior barato, a alegria contagia, eleva a imunidade, melhora a auto-estima e equilibra todos os demais sentimentos intrínsecos aos seres humanos... pela simples razão que sorrir é o melhor remédio.

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

P A R A R E F L E T I R

Dia desses ouvi algo interessante. Se não me engano foi na novela “Caminho das Índias”, na voz de Lima Duarte. Um velho índio contava a seu neto que existe uma luta ferrenha que todos têm que travar dentro de si, é uma batalha árdua, mas que também pode ser simples. Depende qual o caminho que tomamos. Reflexão pura! Uma lâmpada acendeu em minha consciência. Hora de pensar maduramente, Sela! Cá estou eu matutando... atravessando a vida travo vez em quando combate entre meus dois lobos. É a peleja do diabo com o dono do céu, ora sou o lobo bom, ora sou o lobo mau. Que pena! Ao que me consta, o maniqueísmo ainda mora em mim, porém vou dando rasteiras no “mal” em direção ao “bem”. Meu combate interior se destina ao discernimento, e a sensatez será unicamente por mim eleita, porque assim desejo e quero, porque a vida é feita de escolhas.
E o belo ensinamento do índio Cherokee começa assim...
Meu neto, dentro de nós há dois lobos, um deles é mau: a cólera, o ciúme, a amargura, a inveja, o desgosto, a cobiça, o arrependimento, a arrogância, o ressentimento, a lamentação, a inferioridade, a mentira, a vaidade, a soberba, a culpa, o complexo de superioridade e o egoísmo; O outro lobo é bom: a paz, a alegria, o amor, a bondade, a esperança, a humildade, a benevolência, a empatia, a compaixão, a serenidade, a generosidade, a verdade e a confiança.
Seu neto maravilhado ao ouvir aquelas palavras pensou pausadamente e perguntou ao avô:
- Então me diga vovô: qual dos dois lobos vence?
E o velho índio respondeu simplesmente: - Aquele que você alimentar mais.

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Resumo da Ópera...

Não adianta querer justificar o injustificável... não é fácil ser Ana. Eu tenho para mim que se Ana sair o BBB acaba muito chato. Perde o tom, a essência, a ousadia, a cor, a luz.

Ana por afinidade se aproximou de Naiá e foi atingida pelo tsunami de confinados, inclusive por ela, onde esta teve medo de serem sombra uma da outra. Mas quem com porcos se mistura, farelos come. Naná pode até ser assim. Entretanto, Ana não se mistura, não tem medo de falar o que sente. Naná é uma figura enigmática e discutível, talvez por covardia não se rendeu a menina do país das maravilhas, ou por ser uma mulher dura de receber e dar afeto. Mas mais para frente as malas batem, vamos acompanhando e formando nossa opinião consciente.

Ana vai que vai... não se intimida com o rótulo de fútil e gastona, e em sua coragem derruba um a um; sua “estratégia”: ser ela própria. Prova maior é o desenrolar dos dias e a mesma postura de menina cheia de emoção, mas que, desabrocha em uma nova mulher e uma pessoa linda em si!

Ela é a sinceridade a toda prova, é repleta e incompleta, é alegria e tristeza, é a força e a coragem, a ingenuidade e o carisma. Sua maneira de ser produz em mim reflexão sobre erros e acertos e um longo pensar e repensar sobre atitudes, comportamentos interpessoais e resoluções de problemas. Para tudo é intensa, mas na verdade é muito maior que pensa. É mimada, chora se sente vontade, reclama sem medo, mas não varre a sujeira para baixo do tapete.

A franqueza corre em suas veias, mostra-se por inteira, não foge a luta, não se esconde. É humana demais, cheia de defeitos, mas principalmente de virtudes. Porque se entrega total, nua e crua, tem o colhão roxo. Ana sabe muito bem que está plantada num ninho de cobras peçonhentas, mas faz vista grossa, pois ali é a lei da sobrevivência, no entanto, expõe-se linda e loura, e interroga a si mesma - tal qual Alice - qual o caminho que deve seguir? E me desculpem as “loiras”, mas Ana não é burra. Dá a cara à tapa, mas não se vende, nem que seja por 1 milhão de reais.

Não é dúbia, não presenteia ninguém, não se deixa ser hipócrita, não faz média. É perseguida pela casa exatamente por seu caráter. Ana é a diferença do programa e por isso incomoda muito aos demais. Não é boneca de pano nem usa estratagema, não é invejosa nem leva e traz, não é puta e nem santa, não é rancorosa e nem engole a raiva: é gente de carne e osso com o kit avariado de ser inacabadamente humana. Rosto de princesa, olhos de chuva, olhar doce, personalidade de rainha... ela enverga, mas não quebra. Chamem-na de qualquer coisa, menos de SER: simplesmente Ana.

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Strangers In The Night, Frank Sinatra

A pior coisa do ser humano é ficar no “eu devia ter feito”. Feito assim ou assado, isso ou aquilo. Eu mesma me encaixo nesse universo, escorrem dores, alegrias, crises, prantos, atitudes ou a falta delas. Não tem jeito baby, já foi. Para longe... tá lá atrás. Mas vai que um dia - você - assim como eu, deita um tanto blasé na rede da varanda, dorme e sonha, sonha muuuitoo... com um amor ilimitado, inesgotável e na harmonia perfeita. E toda a angústia compartilhada de esperança aparece naquela noite de luar alvo e tranquilo, depois de relaxar o delicioso dormir acontece e então, pá! Fecham-se os olhos, abrem-se as cortinas da ficção e belas e inesquecíveis imagens ainda me deixam hipnotizada! Em meados de 1800, adentro em um baile vestida a caráter e para matar, candelabros de cristal reluziam o salão e os casais a dançar apaixonados trocam olhares.., e o resto? Ah, fica por conta de sua imaginação. Minha vida se faz assim, trago bons sonhos com direito a trilha sonora, mesmo que não combine para a época.

Sábado, 7 de Março de 2009

"Homo Hominis Lupus"

Eu surto, tu surtas, ele mata. Mas por que ele mata? O que há por trás da motivação de privar alguém da vida? Na superficialidade de ser humana - ainda trôpega - rumo ao acerto. Reconheço minha condição pouco lapidada, imperfeita, cheia de culpa, reflexiva, repensando erros, arrependendo-me... Pensando bem, meus questionamentos produzem ecos retumbantes.
Ora bolas! Os animais não são uma ameaça para nós, seu instinto único e exclusivo é o de sobrevivência, violência pela violência no reino animal não existe. Se um dia o mundo for extinto, é culpa do embrutecimento da humanidade, do ódio e do desamor que carregamos: na violência verbal, física e psicológica e em todos os tipos onde qual esta reside. Mas também não se pode esquecer a tirania e o descaso com a natureza... do homem que destrói.
Da cólera, da crueldade, da exclusão, da indiferença, da retaliação, de matar o semelhante... De onde vem esse poder irascível em nós? Somos cordeiros um dia, no outro, lobos. Será que tanta maldade dos seres humanos é intrínseca, somos naturalmente perversos? Por estas e por outras, vale a frase afirmada por Thomas Hobbes: “O homem é o lobo do homem”.

Quarta-feira, 4 de Março de 2009

L O N G A V I D A A N A ! ! !

DISCURSO EMOCIONANTE DE BIAL!!!

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Bial lê os blogues...

O belo dircurso de Pedro Bial pode ter sido inspirado em - Francine boneca de pano, do blog "De Cara Pra Lua". Francine liberta sua Emília e vira gente de carne e osso: fala, sonha, sorri, chora e erra. Valeu as palavras do apresentador para milhões de espectadores no paredão de domingo, FRANCINE X MIRLA. Cada frase dita; uma razão de ser. Questiono a veracidade das peças do xadrês dessa novela da vida real, o desabrochar de cada personagem como um todo: seu existir, seu pensar, sua natureza humana, sua gula. Simples assim.
Abaixo transcrevo a deixa do leitor mais próximo do jogo - Pedro Bial, e a minha observação em negrito ao lado:
"Meninas. Francine, Mirla. O elemento entra no Big Brother: o sujeito tenta ser o que pensa que é, tenta ser o que pensa que os outros pensam que ele é, o que ele pensa que consegue fazer que os outros pensem o que ele é ou quer ser... (para Francine e Mirla). O que pensa parecer, o que parece, o que desaparece... (esta foi uma direta só para Mirla). Nasce boneca, rostinho de porcelana, corpinho de pano. Da boneca o pano vai se esgarçando, rasgando, a porcelana racha, trinca, quebra a cara. Tenta se esconder achando que fuga é proteção... (para Francine que se escondeu na força de Max - o benhê dela). E de repente, cadê a boneca que estava aqui? Fica sem graça ao perceber que não perde a graça trocando porcelana e pano por carne e osso... (lógico que foi para Francine). E aí já é tarde demais... (essa foi na lata para Mirla). Virou gente, então tudo fica mais complexo, as coisas saem de controle... (para Francine e Mirla, pois o público escolhe o que vê!). Aí diz uma coisa, repete. Diz uma coisa, e a gente aqui, vendo outra coisa. Contradição! Confusão!... (Mirla quando pediu para sair da casa por pura covardia). Como cantou o Cazuza: "tuas idéias não correspondem mais aos fatos". Essa confusão grita aos olhos do público... (novamente para Mirla). Quem é você, você sabe? O que você deseja, você sabe? O que faria se você pudesse escolher, você sabe?... (este inquirir foi para Francine e Mirla, algo como um acordar!). O público quer saber, e por isso FRANCINE, VOCÊ FICA!!! Vem pra cá, Mirla!"

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

dos questionamentos...

Estou apoteoticamente calma e com a alegria estável, por enquanto. E nessa alegoria intrínseca, vou dar um "time" por aí... A crise pode ser um sinal positivo, uma lição benéfica. Navegar é preciso; viajar também. Que outros ares se descubram para mim, por favor! Às vezes careço de dar uma limpa no lixo interior, refletir e me auto-analisar sem esquecer a reciclagem. Cada pessoa é renovável em si mesma. Vou ficar longe por um tempo porque assim é bom. As respostas? As encontrerei no silêncio. Faço-me entorpecida de esperança, pois ainda acredito que posso, é fato. Parece obvio, mas não é.

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Há dias assim...

Saudade louca, desarvorada, ensandecida, desorientada, que olha ao longe, transborda e se mistura com o éter. Saudade da época medieval, das pedras largas do castelo espanhol que não morei, da janela que não debrucei, da música sacra que jorrou pelas paredes que não ouvi. Saudade do por-do-sol de Santorini, do banco da praça que nunca sentei, das mãos que não toquei, do sorriso que nunca vi, do olhar que não troquei, da rosa que não recebi, da flor que não beijei. Saudade do tempo jurássico, de não ter visto um pterodátilo réptil com toda sua supremacia voando os céus. Uma saudade de tudo e de nada, que não comporta em mim nem em outro lugar. Saudade do som e do silêncio do espaço sideral. Saudade do passado e do futuro, das galáxias, dos planetas que possam ser habitados, das estrelas e da lua, da poeira cósmica, do fim e do príncipio. Uma saudade de alguém e outra de ninguém. Da pluralidade fronteiriça do meu sentir se espalhando ao vento, mas que não conhece como ser singular. Uma saudade que vaza... ausente, descomunal, louca e irrepreensível. Que é e não é minha. Saudade de ser o que sou e ser diferente no que faço. Dos meus pedaços olvidados por aí, perdidos nos períodos de minha vida. Daquela casinha de palha que deslizei. Da menina colhendo guabirabas naquele dia cor de ouro velho. Saudade larga sem tamanho nem profundidade, híbrida, sem lei natural, dramática, completamente espetaculosa e nonsense. Saudade de não ter conhecido e conversado com o sábio Rei Salomão. Saudade de um momento, de um gôsto, de um cheiro, de um abraço... tão minha... que sofre de insônia, que não sacia e me rasga a pele, no entanto, junta-me, aparta-me e entra novamente em mim. Saudade acoplada, embutida e impiedosa... que é pouca e é tanta.

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

do consumismo... ad eternum

Quem disse que a ditadura acabou?! A verdade é que vivemos sob a ditadura do consumo desenfreado, somos induzidos pela pesada massa do marketing e da propaganda ao convencimento de compra. Comprar e comprar muito, eis a questão! Somos levados a acreditar que seremos os melhores se comprarmos, se prosperarmos e triunfarmos. Queremos casa na cidade, na praia e no campo; queremos roupas, carros, restaurantes, viagens... e a bola de neve vai crescendo e invertendo os essenciais valores que realmente importam. Compramos mais do que precisamos e entulhamos nossas vidas de futilidades, pois além da tentação ser uma arma poderosa e feroz, toda estratégia é para pegar nós mulheres que, de bobocas, embarcamos nessa nave louca. Diga-se de passagem, homens adoram carros, casas etcetera e tal, no entanto, a jogada para atrair a massa de compradores em potencial é para nós, as mulheres. Sim, mulheres detêm o poder de compra... e quando não compram são exímias influenciadoras. Agora meus caros colegas, digam-me uma coisa: qual a causa da maior crise econômica do planeta? Nós mulheres? Não, é claro. Mas o capitalismo selvagem, a ausência do SIMPLES. Afinal de contas, somos o que somos e não o que temos. Onde está essa tênue diferença entre o Ser e o Ter? Pensemos nisso.

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

qual preferes???

Mousse de morango ou sexo??

Mousse de morangooo!!!!!!

Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

dos clássicos...

Uma vez escrevi que sempre gosto de ler primeiro o livro e só então depois ver o filme. Mas confesso, dessa vez foi diferente. Ao assistir o filme nasceu a vontade de ler o livro, pela primeira vez leio Tolstoi: Anna Karenina. O desenvolvimento de cada personagem é interessantíssimo. Seus conflitos, seus estados de espírito, a dinâmica, o bem e o mal, a virtude e o não acabado. O autor consegue colocar muito bem ao leitor, e já vale 10 pelo conjunto da obra. Um belo romance entremeado na aristocrática Rússia czarista - século XIX, onde o próprio vivia. Anna viaja para Moscou a fim de salvar o casamento de seu irmão, mas por ironia do destino se apaixona por um militar, a paixão fala mais alto e Anna deixa marido e filho. Mas como é de certo um dia toda "paixão" fenecer, não sabe lidar com a rejeição e o remorso. Num momento de grande desespero, joga-se na linha do trem. Arrependimento, ciúme, dor, angústia, vingança? Contradições a parte. Anna comete suicídio! O desenrolar permeia pelo pecado original, as crises existenciais, suas aspirações, a complexidade na família, as classes sociais, a passionalidade, enfim... o conflito das histórias que seguem paralelamente. Também aborda o entendimento das relações interpessoais, seus valores morais e religiosos e, igualmente, os políticos. O livro é excelente, bem mais que o filme. Pena que Anna morre.
“Todas as famílias felizes são iguais, as infelizes o são cada uma a sua maneira”

TOLSTOI em ANNA KARENINA

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

da parceria...

A polaridade rebentando o fio da navalha, talvez seja a única oportunidade para olhar uma situação pelo melhor ângulo e com compaixão. Porque sou pequena, sou tudo e nada; aqui, ali, acolá na fração do segundo chamado vida. Vidas nossas a caminharmos lado a lado. Se eu não tentar perceber, virar a cara, não reagir, não estender minha mão, serei detestável. São estes pontapés que me impelem a continuar a peleja, a ajudar quem tanto me ajudou. De certa forma, mesmo com as perdas e os ganhos, sou-lhe grata. Porque estamos juntos nesse barco - por enquanto à deriva, mas acredite, não vou esmorecer. Pode apostar.

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

da série: V O Y E U R

Gozado... mas qualquer coisa da vida do outro sendo devassado pela lente da TV, apetece. Personagens são construídos, mascarados ou desmascarados, atuando ou não, que seja. No Reality Show, encontramos nas pessoas elementos se arquitetando, ambicionam a aceitação dentro e fora da tela. No entanto, mais dia menos dia o stresse do confinamento desenrola os verdadeiros traços de personalidade... a natureza de cada um, a mente de cada um, a condição humana de cada um... cai o pano do grande teatro. Dificilmente alguém sai ileso da bolha... de toda forma, é para eles transformador. E assistir a este desenvolver é interessante por demais... "tipo assim"... Ah, isso vicia foofes!!!

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

M A V I E

Meu olhar coruja se perde apaixonado, assombrado, cala-me a voz... é tua beleza forte, marcante, cheia de charme... é teu conversar cadenciado, eloqüente, em soquinhos. Tu mostras a verdadeira face do núcleo familiar, onde o amor tem ressonância no pulsar das veias. Tu que és uma ilusionista das palavras, que as imprime com perfeição. Tu que és uma principiante da vida... que tens urgência em voar...

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

A M O R M E U

Sabe quando a alegria gira, gira e gira dentro de você? Palavras não me bastam nem decifram o sentimento absoluto. Nenhuma expressão colore as cores do arco-íris das quais me visto de ti... Felicidade, teu nome é Pedro!!! Porque teu amor mata minha sede... porque teu amor mata minha fome... porque teu amor me liberta para poder amar mais e mais...

V I D A M I N H A

De todas as palavras que me vestem, do momento congelado no papel: nenhuma delas podem suprimir o nó na garganta quando olho para esta imagem.
Minha
filhinha Catarina, aos 18 meses, meu piu-piu, minha alegria de viver, meu raiar da manhã, meu tudo!!!
Tempos bons...

Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

e ontem...

A sinusite. O dia péssimo. Os ossos da face com a sensação de quebrados. Vários remédios durante o dia fora os triviais. Antialérgico, antiinflamatório e corticóide. Dormir a tarde toda. Acordar nova. Às dezenove café com leite e pão quentinho. Jornal. Novela. BBB. Aqui e acolá considerações acerca dos confinados. Grito de cá, essa Naná é uma figuura! Minha filha grita de lá - mãe tu é opiniosa mermoo, tá gostando da Naná hein? Zapeio a SKY. Vôo pras músicas. Canal 300. Fico matutando. Sem coragem pra nada. Continuo ouvindo música. Serpenteando no sofá. Decido. Favorito é uma idéia. Tô cansada de casa hoje! Chega de mazela. Um banho pra acordar. Delicio-me com sushi e afins. Converso com minha filha. Fazemos planos. Mais ela do que eu. Ela diz não perder o foco. Asseguro-a firmemente de nunca se esquecer disso. Também tenho planos e principio qualquer coisa. Ela ri, mas diz que posso. Entonces replico. Erasmo, um amigo que vive em Florianópolis, disse-me que acredita muito na força de vontade; ele é prova viva da garra de vencer seus desafios. Caracas! Essa frase vez em quando martela minha cabeça. Conversa vai e vem em mais de duas horas de link despreocupado entre nós. O vento delicioso entre as mesas limpa a madrugada. Cada qual com seu colóquio no seu quadrado. Trocas. Enredos. Vidas pulsando. Uma mãe – na mesa ao lado, atende o celular e brada ao filho que ele não vai sair. A noite divaga. Alguns a olham. Nós também. Verifico a hora. Xiiiii Palloma... vamos vazar!? Garçom? Por favor, a dolorosa. Oh, como tenho compaixão pelos garçons! Mas deixa isso pra outro poste. Já é madrugada... ela veio ninar os notívagos. Cama, ritual and pillows.

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

David Bowie: M A R A V I L H O S O ! ! !

Sim. Viva Bowie! Com uma maneira multifacetada e teatral de se apresentar e uma postura andrógena, já vendeu mais de 136 milhões de álbuns no mundo inteiro. Ele ama, atua, produz, desenha, pinta, escreve e é também escultor nas horas vagas; além de cantar com a alma e tocar nosso coração, é claro. Para mim, esta é uma de suas melhores performances que já assisti, não apenas pela bela canção, mas porque dá gôsto de ver e ouvir este lendário artista. Além do mais, está bem melhor agora e parece mais feliz e mais sábio. De encher os olhos de brilho. Perfeito!!!

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Bendito Seja O Teu Nome...

Mesmo que eu não Te toque, mesmo que eu não Te veja. Porque Tu me abres o olhar e me tiras dessa cegueira, para que eu me estruture, acredite e exercite minha fé. Porque Tu estás no controle da espaçonave Terra, para que eu reflita, seja mais humana e entenda como se deve tripular em nome da ética e do bem para o bem. Mas principalmente que eu o pratique, e enxergue a necessidade do coletivo e o que em verdade têm sentido. A natureza, as coisas simples, o outro. Que eu não seja tão medíocre como sou. Que eu me repreenda a cada passo infalso dado. Que eu Te siga acima de tudo... que eu conjugue o verbo amar na sua essência. Que eu compreenda, aprenda e conheça... e que cada degrau que eu venha a subir nunca derrube o que ficou atrás. E que eu sempre Te sinta em mim, porque é de Ti que preciso em todos os momentos... Amém.

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

apetece-me...

Há dias em que desejo cheirar a grama molhada, outros dias prefiro que o embalar da rede me leve aos meus sonhos, enquanto olho as nuvens se modificando. Há dias como hoje, que a lua parece a grife de um jeans que os deuses vestem. Há dias que acredito que posso me entusiasmar, ousar, pirar, enlouquecer, vencer e usar o bom senso... E há dias em que anseio capturar tudo isso atrás de uma meta. Seja como for e estando como esteja, existem os dias em que quero trocar tudo em prol de um objetivo maior. Todo esse sentir é a arte se apresentando em mim. Porque a criatividade é minha respiração... porque ela doma meu ócio... e eu (a)prendo.

Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

do quereres...

Queria voltar pra casca. Ficar lá. Quieta. Parada. Inerte. No breu. Presa e livre. Queria não ser responsável por nada. Quero liberdade. Queria o verbo intransitivo me completando no avesso e no direito. Quero amar além da medida. Queria morar no sul da Espanha. Queria tragar Roma. Queria falar italiano, francês, espanhol, inglês. Aprender dançar flamenco. Fazer um curso de lingüística. Quero uma nova amizade igual à de infância. Quero emagrecer. Quero que meu cabelo não caia demais. Quero ler e me hipnotizar. Quero falar a palavra oblíqua com certo charme. Quero tanta coisa. Sorrir. Chorar. Abraçar o mundo, o cosmo, a lua. Queria conversar com uma estrela. Queria meus limites ilimitados. Quanta coisa queria. Quanta coisa quero. Quero-me de volta. Queria não querer tanto querer.

Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

da ex pressa das coisas...

Cerveja quente e imediatista das piores, fui. Eu chegava antes mesmo de mim. Uma coisa qualquer de inquietante me revolvia as entranhas numa ansiedade abissal. Quando queria algo tinha de ser para ontem, e aquela sofreguidão me angustiava muito. O verbo esperar não fazia parte de minha conjugação, pois era sinônimo de nunca alcançar. Mas depois das tantas deveras quedas de cara no chão, aprendi a lição: não lutar contra o tempo. Cultivo a paciência e a exercito em meu dia-a-dia. Agora, sorvo os pedaços da espera com um gôsto especial... e é especialmente delicioso mastigar cada momento...

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

da sintonia...

Porque as vezes o olhar que cala, fala...

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Aprendendo a Aprender...

Ponderações. Rascunhos. Excitações. Ensaios. Medos. Alegrias. Desabafos. Observações. Viagens. Traçados. Chegadas. Partidas. Pensares. Registros. Memórias. Fatos. Impressões. Explanações. Interpretações. Particularidades. Controvérsias. Considerações. Bisbilhotices. Flatulências. Idéias. Ideais. Ausências. Citações. Silêncios. Vozes. Ecos...

Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Genuíno...

Ao longo do caminho encontrei demasiadas pedras, pisei calçadas mortas e sob meus pés as ruas vivas. Nessa estrada, tantos os amigos de cada fase em mim habitou. É engraçado ver o tempo passando num raio de luz sem perceber a fração do instante. E eles passam com a voracidade de um leão em cima da presa. O tempo é infalível e implacável. Fica um pouco do vazio de que não o aproveitei da melhor maneira. Quedo-me falível e iludida... arrependo-me. Culpo-me por deixá-lo correr irreversível... mas, enfim... como segurá-lo? Sinto uma saudade frouxa dos momentos mais distantes da minha vida. A infância é desse breve ínterim que está no fundo de mim, pintada com lápis de cor em um colorido fantástico. Em cada esquina do coração recordo um punhado de pessoas queridas que me marcou de alguma forma. Cada encantamento, cada vivência, cada sorriso e expressão de olhar. Parece que foi ontem! Cá - ainda quentinho - em minha mente as coisas inconfessáveis e mágicas me ocupam. Simplicidades que não voltam. Tolices com valor de ouro em pó. Consigo visualizar a linha de minha história, o traço virtual da passagem dos períodos se apresentando e inaugurando um presente novo ou uma perda. Porque viver é perder e ganhar, mas aquela época que tinha um brilho deslumbrante, o prêmio que guardo é incalculável.

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

das coisas simples...

Porque ontem ao final da tarde o vento discursou pela janela, ouvi palavras soltas e tentei entendê-las, mas não, não consegui. Saí de casa fotografando pelo celular como uma louca... o céu, a rua, a tarde rosa embrulhada com celofane chumbo. Ventava forte na promessa dos aplausos da chuva. Como gostei... como gosto! Voltei e a xícara de chá de erva-doce me esperava pacífica, aqueceu-me as mãos. Liguei o som e uma felicidade inexplicável vazou de mim. A música rolou... Tom Waits me aguardava para desfrutá-lo. Sentei-me e saboreei o tempo... a canção preencheu os espaços da casa e de minha solidão amiga que me mantém sã. Comi cada vocábulo como a uma flor, pétala por pétala. Meu Deus! Aquela voz vinha do céu pelo vento, do cosmo trazida por um ovni, de uma estrela colorida, sei lá; mas me encheu: de paz e luz e cheiro de terra molhada...

Sábado, 31 de Janeiro de 2009

A Insustentável Leveza de ESTAR...

Porque não existe nada mais importante e sagrado que a orquestra perfeita da família.

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

das diferenças ímpares...

Sempre que vou ao Rio de Janeiro, afirmo categoricamente que é a cidade mais linda do mundo. Mas olhando outros prismas recuo, percebo tamanha redundância do qual chega a ser inútil tal expressão do meu pensamento fixo. Então se digo: o Rio com suas curvas naturais é a mais bela cidade do mundo, é e ponto, em termos de paisagem exuberante. São muitas e muitas as mais lindas cidades do mundo que não cabem na palma das minhas mãos. Cada uma à sua maneira. Cada uma com seu esplendor e sua singularidade.
Quando me lembro do charme de Belo Horizonte e asseguro que não existe cidade como aquela, sou sincera ao colorido que dou, pois me identifico com o lugar que aprendi a amar, com o desbunde cultural de entretenimento e vanguarda que oferece; uma cartilha de possibilidades entre as montanhas. Há dezenas de lugares consideráveis os mais bonitos para um momento. Depende do olhar, da forma, e de um espírito livre. Por exemplo, Paris, tornou-se a cidade mais magnífica desde que a conheci, a arquitetura genericamente homogênea, a luz lançada sobre os palácios, o rio Sena, as pessoas. Ah!, superou minhas expectativas e sempre irá superar. E o que dizer de Veneza? Ah, meus amigos, esta é inverossímil! Sem palavras pra cuspir. Temos que viver a La Sereníssima. E é tanto, e é pouco...
Outra estética de belo faz jus a Florença, na Itália: lugar de intelectuais e pensadores, cidade de beleza extravagante da qual paira uma atmosfera harmônica irrepreensível. Já Viena detém a reputação de cidade mais magistral da Europa, o que falar disso? Porto a cidade do vinho que mais aprecio, minha filha diz que por ser tão romântica, consegue me encontrar em cada canto. Roma a cidade Eterna, a sentencio incoerentemente como a impenetrável, mas a mais deliciosa de todas, a minha preferida. New York, um lindo arranha-céu demográfico, social e econômico. Ruas planas, noite eletrizante e culturalmente "hors concours", mas sem ardor e sem borogodó.
Lembro-me de um exótico pueblo espanhol, Vejer de La Frontera. Este lugarejo tipicamente árabe parece tirado do filme As Mil e Uma Noites. Casas branquinhas clarificadas de luz solar e uma brisa gélida; um dos mais interessantes e mágicos que conheci. São tantas cidades formosas, tão bem construídas capazes de tirar o fôlego de uma viajante - principiante - como eu. Diga-se de passagem Granada! Fala-se que Napoleão quase a explodiu em 1912, levando abaixo essa jóia rara européia com cara de oriente. Já pensou, nunca poder ter conhecido a capital da Andaluzia? Seria um pecado. Lá repousa a fortaleza Alhambra no alto de uma colina, seus ricos palácios recebem cerca de oito mil visitantes por dia. Coisa de louco! Granada conflui com três rios no sopé da Serra Nevada e a vista é estonteante! São tantas belezas relativas que existem por aí nesse mundão a se somarem em suas particularidades. É o planeta. É o todo. Emoções, instantes e paragens acolhedoras, merecedoras de um valor inestimável... da quantidade de maravilhas que compõem o completo.