sexta-feira, 17 de outubro de 2008

da inevitável condição de amar...

Vossos corações é uma imensa varanda: aberta, acessível, alegre, exagerada e colorida que fica no topo dos sentidos... um paraíso clarificado de luz e despertares, de encontros e desejos, de aprendizado e doação, de consciência e energia, de sabores e odores, com cheiro de vida. O sentimento do belo e o bom do inexorável.
Okay babe! Isto é o AMOR...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

S O N H O S O H N O S

Penso que minha carência está numa categoria elevadíssima. De 0 a 10 devo estar em 9,9. Vejam só! Dia desses sonhei com um amor, aliás, eram dois amores esfuziantes. Um deles era nada mais nada menos que Caetano Veloso, e com aquele ar vadio e sedutor cantava ao meu ouvido dizendo ser o “último romântico”.
O outro amor, de tão plural e imenso, cravou-me feito tatuagem. Era simbiótica nossa troca, mas ao mesmo tempo essa intensidade que transcendia também me confundia em questão de segundos. Eu não compreendia quem era eu ou ele, pois nossos corpos se misturavam em nós. Desse amor, nem às paredes confesso.
Mas para que mesmo dizer os meus intangíveis amores? Eles se vêm e se vão como um delicioso e impalpável sonho. Sonhar é bom sobremaneira!, é onde consigo voar e ser sublime... é onde encontro meu ideal de amor, todos com o perfil do homem adequado em mim, aquele que sabe amar a minha medida. No entanto, a vida real não cumpre os meus roteiros.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Se la vie...

Sabe quando há pessoas certas na vida da gente, mas que entraram no tempo errado?

E assim é a vida...

assim se dá a vida...

assim se faz a vida...

de encontros e desencontros...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Da série: V I V E R ! ! !

Ema, minha prima amada, e eu. Maracanãzinho - RJ
Da vida quero só um pouquinho. Não, não... ou também pode ser um poucão! A Saúde pra enfrentar os desarranjos do corpo. O Trabalho pra me fazer útil. O Dinheiro pra garantir dignidade a meu modesto talento perdulário. O Amor ilimitado e o conquistável. A Paixão pra me lambuzar de mel e vinho. A Harmonia pra equilibrar momentos alegres dos aborrecentes. A Sabedoria pra processar os sins e os nãos que ainda ouvirei. Bem necessariamente nessa ordem.

sábado, 11 de outubro de 2008

Por que elas não secam?

Sanguíneas lágrimas me cospem para me socorrer. Parecem sair de minha própria caixa dágua. Tenho vontade de chorar toda água do mundo. Meus sentimentos se descontrolam e o sistema límbico corresponde, libera-se em minha face num caudaloso rio quente. Mordentes, elas picam minha pele flácida. Torturam-me para desobrigar minh'alma. Meu pranto me defende do medo, da angústia e da indiferença. Estou emocional demais, choro tanto que sinto meu coração não mais agüentar. Dói, dói e dói...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

E haverá aplausos ao final...

O show ainda não acabou.. e tudo continua como deve ser. Mesmo com contratempos e alegrias eu ainda consigo transformar minha existência em um teatro ou em apenas uma película de um filme francês noir. Passam-se as horas, os dias, os anos... mas o tempo não pára. Eita frase sábia! Tento ser a mais pura e simples possível, mas se é isso o que sou, qual outra alternativa? Continuo olhando a vida de frente para fora de uma janela alta, de maneira que, meus olhos se tornam cortinas abertas para receber a luz do mundo. A luz solar. Uma luz divinal como a de ontem no lusco-fusco do qual esquentou-me no fim da tarde. Eu aqui, na casa da minha irmã SOS, em Brasília. Mas, todavia, contudo, entretanto: minha casa me espera tal gato na tapera. Devo ir para os meus, porém também desejo ficar nesse lugar que dá gôsto de estar. E o espetáculo? Ah!, este não pode parar... é a simplicidade de viver... e de vida nova que virá...
Na fotografia acima estão: minha querida sobrinha Luciara, e meu sobrinho(a)... um principezinho ou uma princesinha, a esperar que venha cheio de saúde. Amém...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

PARA LEITÃO O SENTIMENTO É DE DECEPÇÃO

Mesmo vencendo a Tailândia de 3X2, a oportunidade do time lusitano de se classificar para 2° fase do mundial de futsal acabou hoje. Mas meuamiiiigo e leitor!, sabe aquela sensação de correr, buscar, nadar e morrer afogado na praia? Bem por aiií... É assim que sinto pelos irmãos portugueses. Entonces, fui ao dicionário pesquisar a palavra conchavo e olha só o que encontrei:
CONCHAVO => Ato de conchavar; acordo; combinação; ajuste; união; conluio; mancomunação.
Quer dizer que CONCHAVAR é a mesma coisa que acomodar-se às circunstâncias. Há CONCHAVO na política, no comércio, na religião, no casamento, nas organizações, no ESPORTE e no diabo a quatro. Esta vida só existe no que diz respeito ao ganha-ganha vil que, se vende baixo, para gozar da falsa glória de si forçando a inglória de outros; mesmo que seja pelo tão famoso pacto da mentira. A tal da troca. A fraude nas competições se sobrepondo ao encontro das nações de forma honrosa, do jogar limpo, da entrega, da garra, da raça e da PAIXÃO. E, se, me alio a ti, derrubamos eles. Falta ética à humanidade. São os critérios tortuosos para um determinado fim. Falta de caráter. E porque não dizer: o lucro de um bando de filhos da puuuuta!!!!
Resta-me apenas uma única frase: A Itália entregou o jogo pro Paraguai a troco de quê? Ah! Façam-me o favor de arderem todos no fogo do inferno, seus maleditos!!! Va Fan Culo tutti!!!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

BSB

Ontem caiu um pé d'agua aqui em Brasília. Antes da chuva o céu tinha uma luminosidade surreal, algo como raios emitidos por Deus. Nossa Mãe!... que céu maravilhoso! Eu não resisti e saí fotografando a chuva em sua mansidão. Fui então ao 3° e último pavimento da casa - a varanda e, avistei a cidade ao longe com seus prédios, parecia uma paisagem de concreto anuviada pelo tempo fechado, mas a cor estava tão bonita que arrisquei-me ficar debaixo dos raios. Decidi visitar minha querida irmã Socorra antes da minha paragem pelo Rio, eu e Cacá, rumando à cidade maravilhosa. E choveu gostoso aqui em BSB. É que as estações se repetem durante a vida e em nós... Choveu para libertar-me. Choveu pra mim. Choveu por mim. Choveu lá fora...

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

CHICO: GÊNIO! ! !

Sempre estou embriagada repisando os mesmos cantores da adolescência. Caetano, Chico, Djavan, Ivan Lins, Betânia, Elis, Ney, Rita Lee, Tim Maia, Elvis, Lulu Santos e tantos outros que me embalaram em muitos momentos da minha vida. Quantas belas melodias e letras "atemporais" me esmagaram até ficar blasé. E eu gosto de sentir o que a canção fala, gosto que me moa, que me triture... já outras me enchem de alegria, de euforia, de vislumbre, então vôo aonde ela me pede... Umas se revelam a mim, outras me revelam.

Às vezes ouço tanto uma música que me transporto pra dentro dela e flutuo com a vibração, sou arrastada por ela, faço parte de cada fonema, de cada vocábulo, misturo-me à sonoridade numa simbiose acachapante. Rendo-me! Especialmente quando esse gênio é Chico Buarque, na sua poética Trocando em miúdos... e me sujeito a ser "ela", a da canção... e depois salto para ouvir o rolar de Construção. Acompanho-a guturalmente: condoída, ambiciosa, castigada...

Estou lá e cá, fora e dentro, perto e longe, a espiar a estória. Ah!, que esse Chico me encharca!!! Ouço dezenas de vezes, quero alcançar as entrelinhas... penso, repenso, confundo-me, remisturo-me, mas em seguida regresso à mim.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Porque a vida é para frente...

Algo me surpreende no passar das horas. Enquanto os ponteiros do relógio andam implacável, eu tenho a prerrogativa de legitimar minha nova anatomia. Descobri que possuo asas, as quais podem alçar vôos grandes e majestosos. Asas impossíveis de serem removidas. São minhas. São tão vitais quanto o pulsar do meu coração.
E foi com o tic-tac do relógio.., foi com o temido passar do tempo que percebi coisas que antes não percebia. E aguardo tranquilamente os dias seguirem o seu ritmo, entretanto não tenho medo. Com o tempo minhas asas crescerão e aprenderei a voar cada vez mais alto, e quem sabe um dia poder tocar o céu, mas, com os pés - sabidamente - plantados na terra.
Porque dispor de si próprio para ser feliz, gozar do direito de ser livre, ser o sujeito e o protagonista da sua própria história não tem preço.
Palloma,

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

da (des)consciência ambiental

À salvo, a única coisa boa do calor acachapante de Set, Out, Nov e Dez: o fenomenal pôr-do-sol. Somente! Fotografia tirada do meu quintal.Seria o inferno mais quente que a cidade de Teresina nos meses dos Bê-Erre-Ó-Brós? Setembro começou com força total e sem trégua: para endoidecer, cozinhar nossos miolos, abocanhar a saúde e levar o bom humor para muito, muito longe daqui. Ouvi falar que ontem a temperatura chegou aos 38°, mas que a sensação térmica era de 43°. É ou não para minar qualquer alegria?
Reclamamos do calor, do efeito estufa, dos furacões, dos terremotos, das geleiras que se derretem, do buraco negro na camada de ozônio, da natureza que tem mostrado seus sinais de fúria, mas não fazemos nada para mudar esse quadro. Somos nós – a humanidade- os poluidores do ar, do solo, da água, da flora e da fauna. Estamos alterando a ordem natural do universo com nosso desenvolvimento paradoxal.
De modo que, degenerados pela grande massa de comunicação, ou seja, o quarto poder, acatamos a vontade dos poderosos em dominar o universo. PROGRESSO, PROGRESSO, PROGRESSO!!! No entanto, esquecemos de amar o que têm de ser amado, de cuidar do que têm de ser cuidado e, de alguma forma, estimulamos a violência do homem para com o planeta e para si próprio. O caráter está coxo; a personalidade, trôpega; o gênero humano, ignorantemente perdido; a compaixão, desonrada; a vida, banalizada; a natureza, devastada por nós. Tempos apocalípticos. Ainda muitas coisas estão porvir: vai faltar água de beber, doenças voltarão, doenças que nunca ouvimos falar surgirão. O homem que aniquila a natureza. O homem que destrói o homem. Mas quem se importa?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

dos livros que nos fazem pensar...

Manter um diário on-line não é querer perfeição, mas o aperfeiçoamento de si. E é por isso que saio vomitando palavras, sensações, opiniões etc. Pois é. Terminei o livro. O da Maitê. “Uma vida inventada”. De tão confiável deslizei suavemente pela overdose de sensibilidade como solitária itinerante de águas tranquilas. Mas é vero. Este foi um dos tantos grandes livros da minha vida. Há drama? Há. Mas o senso de humor e a poesia que estão imbricados em cada linha, ampara-nos das ciladas do destino que essa mulher atravessou. De toda forma, a "menina" cresceu e virou gente grande.
A vivência da narradora era como minha segunda voz. É isso. Exatamente assim. Parecia que eu que contava pra mim mesma. Sei lá. Misturei-me à história. E, na minha fraude de leitora e narradora me joguei por inteira, fui uma espécie de áudio book - o som da minha voz martelava meus ouvidos. Tal simbiose espantosa, pensei: - estarei eu segura aqui? E não é que, uma voz veio do livro com boca e tudo e me disse: “-Segura?, muito mais que segura, então sustenta a carga mulher, você consegue; se eu consegui!”...
De modo que, a carga de cada um tem o peso que se pode carregar. Sim, é pesada... sinto-me às vezes desprotegida, e ainda assim arranco forças pra arrastar as correntes. A todos os viventes, sua própria carga. Portanto, toda sensação de fardo só me faz ter mais coragem pra tocar a vida pra frente, mesmo sendo ela finita, porque lá adiante é que batem as malas... e ainda resta-me a fé que me veste.
Sim, mas voltando ao livro da Maitê Proença. Caracoles!, é de salivar! A linguagem mesmo em algum momento na terceira pessoa, é clara e direta. Na lata. Para emudecer. Para ensinar. Para acariciar a alma. Para fazer refletir. Para divertir. Para moer. Tantas informações oferecidas de mão beijada ao leitor: um prato cheio para quem nem tanto viajou; uma mistura de romance, ficção e autobiografia. Mas enlaça nosso olhar. Prende-nos com nós invisíveis... e tritura... porque reduziu-me a pó... e saciou-me.
O livro permeia a exuberância da existência e suas atribulações pontuadas por fatalidades, mas que, no entanto, é recheado de tantos outros sentimentos. Paradoxos à parte. A comunicação é tão cheia de cor e experiências com tudo que elas implicam: se boas e se ruins; porém, se a cor que enxergamos esteja em uma página em tons de cinza, mas ao explorarmos a próxima folha, poderá literalmente explodir um arco-íris abissal.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Porque viajar é sentir, mas contá-los então, uma delícia ! ! !

Ah, meus amigos! Que de tanta simetria e formosura bate aquela vontadezinha de não partilhar convosco desse paraíso labiríntico clarificado de cultura. O cenário é pra lá de surreal, mas não vou ser egoísta, não devo, não posso. Pelo simples motivo do que desperta nossos sentidos tem de ser revelado. De toda forma, ainda gostaria que essa terra ficasse lá, quietinha, resguardada pela idade média como em uma pintura a habitar nossos sonhos... e se possível, protegida em um recanto qualquer do planeta, porém, impenetrável. E sobre uma colina misteriosa, as casinhas caiadas de branco, com aura mágica e cheiro de paz, amor e descanso.
Absolutamente, eu não ia ficar nem um pouco chateada se tivesse de me mudar para lá viver: sua paisagem indescritível, a serra, o rio Guadalquivir, o parque natural, seus bosques, as muralhas, a alva arquitetura, seu povo, o flamenco, as festividades, as ruas em ziguezague, o céu azul, a imensidão do mar, a explosão das flores festejando a primavera e o violeta do entardecer; tudo muito bem embrulhado e cheio de charme... Entretanto, a verdade é que ela existe. Pinheiros, palmeiras e buganvílias abraçam os dias dos que lá pertencem, e tão só abraçaram, um dia, o meu.
Situada ao sul da Espanha e província de Cádiz, Vejer de La Frontera, é para ser percorrida sem pressa ou compromisso. Sem se preocupar com nada, senão o de saborear calmamente a bela aldeia árabe, e assim, se enxergar passageiro em um outro momento da história. A sensação que temos é que o tempo congelou, do qual a cada passo alcançamos a fronteira do passado. E não é que tudo está lá!, em rigor, minuciosamente em seu devido lugar de tão exato. Sem nenhuma dissonância aos pormenores. Tudo tão perfeito...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Um sonho realizado ! ! ! !

01/09/2008 - Leitão, jogador do Lobelle - Santiago de Compostela, foi convocado pela seleção portuguesa para o Mundial de Futsal que será realizado no Brasil em outubro deste.

Como é cidadão português, seria a chance de ser escolhido ao Mundial 2008. E não deu outra! No início deste mês, o jogador recebeu a notícia com muita alegria: seu nome estava incluído na lista dos 14 jogadores portugueses que estarão no Mundial de Futsal. Leitão, que foi fundamental na excelente campanha no último Europeu volta a figurar na lista do selecionador Orlando Duarte - técnico da seleção portuguesa, depois de estar ausente das últimas convocatórias por conta de uma lesão no adutor esquerdo, que o afastou das quadras por 3 meses.
Os portugueses têm sua apresentação programada para o dia 15 de setembro, na localidade de Paço de Arcos, onde realizarão treinamentos visando a estréia no Mundial, diante do Paraguai.
- Os 14 eleitos:
Bebe, Gonçalo, Arnaldo, Ricardinho, Pedro Costa (Benfica)
Bibi, Cristiano e João Benedito (Sporting)
Pedro Cary e Jardel (Belenenses)
Leitão (Autos Lobelle)
Israel (Burela Pescados)
Cardinal (Freixeiro)
Marinho (Fundação J. Antunes)

- Perfil do jogador "Leitão"

Nome: Fernando Gomes Leitão

Apelido: "Leitão"

Data de nascimento: 03/01/1981

Local: São Paulo-SP

Idade: 27 anos

Posição: Pivô

Altura: 1,78 cm

Peso: 75 kg

Calçado: 41

Clube atual: Lobelle Santiago - ESP

Vive em: Santiago de Compostela, Espanha

Principal Título: Taça Brasil 2002, atuando pelo Minas/Pax-MG

Um Sonho: Disputar um Mundial

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Cuidemos disso em nós...

A vida não se condiciona a cinza mesmo se estamos gris. Ela deve ser colorida como as nuances de um pôr-do-sol. Mas, se de tudo, não conseguimos conciliar as cores do entardecer em nosso dia, pelo menos o deixemos na tonalidade que remeta a esperança. Pode ser o verde e suas variações refletindo nossa vontade de que episódios chatos passem rápido como uma ventania.

O lar é nosso espaço sagrado. Fugas são desnecessárias, supérfluas e causam uma desordem tremenda. As coisas podem escapar do controle e tomar uma dimensão catastrófica: e isso é péssimo!!! Sejamos sabedores que existe recuo, e recuar é exercitar a humildade, a sabedoria e é principalmente sentir compaixão pelo outro. Ninguém está certo ou errado, há dois pesos e duas medidas e várias possibilidades. Onde erramos? Que sinais enviamos ao outro?

Cabe ao diálogo a fim de descobrir onde está a deficência de nós para o outro e do outro à nós. Subtrair as chateações, desocupar o coração das nódoas, aprender a desculpar, a ouvir, a perdoar, a não bradar e nunca apontar o dedo em riste. De modo que, simplifiquemos a situação sem buracos negros ou abismos psicológicos, pois será bom à uma convivência emocional alegre. Porque temos que caminhar para frente... e em frente... sempre. Porque a união faz a força... e assim deve ser.

Pelo sim, pelo não (con)viver é uma arte, mas, também, pelo grandioso e denso motivo de que uma família funcionando em plena harmonia terá o sabor mais doce do mel. E entre injúrias e prantos, ofensores e ofendidos, insultos e raiva, berros encolerizados para se fazer ouvir, percebo que: em casa onde a gritaria dá plantão, a AUTOESTIMA escorrega pelo ralo... Parece simples. E é.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Acreditar é o "Xis" da questão...

Considero-me uma pessoa otimista, mas não me deixo levar pelo “Se”. Ah!, e Se acontecesse isso ou aquilo!... e Se eu conseguisse um bom emprego!... e Se eu acertasse a mega-sena sozinha!... Chega de tantos "Ses". O que me carrega pra frente é a praticidade. Evidencio para prole daqui de casa que motivação é tudo na vida da gente. Que o ter motivo impulsiona à transpiração e conseqüentemente buscar qualquer objetivo traçado.
Por isso mesmo escrevo em letras garrafais: SOU UMA OTIMISTA INSTITUCIONALIZADA. Creio que as coisas podem melhorar.., e irão. Não me permito pensar negativo. Dessa forma, nada esgarça a minha esperança. E pode apostar: dou uma banana pra Lei de Murphy. Nem tudo que está ruim pode piorar. Negar que a situação vai se equilibrar é andar para trás e eu não sou assim nem de longe. Sou confiante pela própria natureza, minha vontade de acertar o ponto das coisas contagia meus filhos, mas meu marido não se dobra.
Pois é, a fé é uma corrente. Imensa é a minha boa intenção. Apetece-me falar muitas vezes e ouvir a oração - IMENSA É A MINHA FÉ! Preciso exprimir que a minha convicção não tem medida e, ocasionalmente, minha ansiedade goza de boa reputação. De toda maneira, ofereço subsídios ao emocional de meus filhos, então mostro que acreditar é cinqüenta por cento do caminho andado. Eu tenho para mim que toda querência depende da autoconfiança e do alvo desenhado, os outros cinqüenta por cento se dará com a persistência e o comprometimento. Nesse caso, transpire e execute. Serve para todos. Façamos o que têm que ser feito da forma certa.
Deixo para lá e nem ligo se meu marido me interpela quando incentivo os demais. É que ele se enquadra no pessimista disfarçado de realista e pior, dá plantão todos os dias afirmando que sofro influência da lua e que meu otimismo é o eufemismo dos sonhadores: "- Ow mulher.., as coisas não são simples como parecem, desce daí"; ele não alivia. Porém rebato - Ow marido.., não perco a esperança. Se sou lunática, ou inventiva por excelência, ou até o que possa me afigurar, não sei. Pois bem, respondo ao meu caro mio: sou filha da Lua com os pés bem plantados na Terra. No entanto, deixo bem claro ao mancebo que SOMOS do tamanho que nos colocamos diante das possibilidades... e ao que me consta, para quem crê em Deus e em si, “O céu é o limite”...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

R E F L E X Ã O Ã X E L F E R

Todos nós, indivíduos que somos, carecemos ser ouvidos e principalmente ser compreendidos ao menos por uma pessoa que seja. Respeitando essa comunicação direta e sincera partilhamos as sensações com o outro de forma verdadeira. Largamos as máscaras, não representamos papéis e escancaramos nosso EU, tal as cartas do baralho na mesa, mas em algum momento qualquer podemos camuflar algo por medo de nos mostrar de peito aberto. Receamos expor nosso "kit avariado" de carga emocional por pura insegurança, do qual estando na avaliação do outro - talvez - ele não acolha-nos como gostaríamos. Ainda assim, sabemos que para nosso desenvolver precisamos da total entrega: sem entremeios, sem vácuo ou fronteiriças. Todavia, para prosperarmos esta conexão padecemos da sustentabilidade da relação em si. Dessa forma, vamos compondo harmoniosamente a orquestra nos laços de afeto e na interdependência do Eu com o Outro. APERFEIÇOAR-SE é a bola da vez e é o que queremos para nós. De toda maneira, a intimidade se fará valer na dinâmica do dia-a-dia, bem como CO-existir, que é a parte principal do processo...

Entretanto, o que ansiamos é nos tornar pessoas melhores a cada raiar da manhã... desvinculamos de nós os núcleos engessados e nem de longe somos hoje o que fomos há um, cinco, dez ou vinte anos. Aquele de outrora ficou lá para trás e tirou as devidas lições. Caiu... Levantou... Aprendeu... É leviano atribuir juízo de valor ao outro como a mesma pessoa que atua hoje ou que ainda pode vir a SER. Portanto, podemos estar melhores ou piores, depende da opção que escolhermos, considerando que a mudança age em nós como um organismo vivo. E na verdade o que queremos é uma comunicação honesta e dual: sem manobras ou refúgios, sem armadura ou prêmio acariciador do ego, pelo simples motivo que visitar a realidade é recheado de prazeres.

Nascemos SÓS e morremos SÓS, necessitamos crescer SÓS e consequentemente (CON)vivendo com o outro a fim de alcançar o fiel feedback. Se preciso for, pedirei desculpas e desculparei, chorarei e reconciliarei, afinal não estou acima do bem e do mal. E que todos os seres humanos não gastem este tempo fugaz travando o perdão e a própria evolução, pois evoluir é equacionar desacertos para acertos. Enfim... a caminho em direção à maturidade e à compreensão das coisas. Não tem outro atalho que não esse. Porquê viver é precioso demais e é a grandiosa oportunidade para sermos felizes... pois sem demora, a vida se dará como um sopro.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

E viva a terapia do vômito...

Há dias estou a concluir a teoria sobre os blogues que saturam o espaço cibernético, e ainda assim reluto em manter o meu querido “osonodosol” na horizontalidade da tela. Na verdade já me afeiçoei a ele, o que me dá em larga escala a peninha danada de me desligar daqui. Desde criança me identifiquei em contar ao papel minhas emoções. Apetecia-me desenhar minhas sensações, meus momentos, medos e alegrias. E então, sangrar todo sentimento que de mim tomava conta.
Todavia, percebo que muitos que demarcam o espaço na blogosfera não passam de ególatras cheios de si. Dependendo do meu estado de espírito posso de alguma forma me encaixar nesse contexto. Ora bolas, e por que não? A blogosfera é uma contenda incansável de ego grande. Digo isso porque, também, ao me derramar ativo meu botão massageador do culto a mim mesma. Identifico que preenche minha vaidade com mimos e, não raro, censuro-me em seguida, porém, ainda assim, não consigo deixar de carimbar minha marca de: escrever, escrever e escrever; talvez esta seja a forma mais terapêutica de não precisar pagar o analista. Ando durango pra caramba!
Imagino assim. Cada indivíduo delimita sua área própria, o monitor é um grande shopping, as lojas são os textos, os comentários são as prateleiras fervorosas da aprovação dos leitores compradores da ostentação do outro; algo como um grande salão de departamentos para pseudos intelectuais carentes de elogio.
A necessidade de se fazer valer vai de mim ao outro e assim sucessivamente no tocante a quase tudo que se expõe em sua lojinha de auto glorificação. Discorre-se sobre Razão e Ética, o bem e o mal, a esperança e a paz, cores e nomes, celebridades, política, família etc. Explodem saberes acerca de tudo e mais um pouco. Fala-se das películas de sucesso, do clássico noir, criticam-se novelas e livros. Rebuscam com superioridade rigorosa sobre amor e paixão - tema tão simples e sem delongas. E para inflar peitos de pombo: divagam-se sobre os diálogos de Platão; a última sinfonia de Beethoven; o Rei da valsa, Johann Strauss; o romântico Dom Quixote de La Mancha; discutem Dante em sua Divina Comédia e por aí vai as tantas teatralidades virtuais.
No entanto, será que nessa estratégia da multiplicação de visitantes, o blogonauta é, de todo, sincero? Será que esta supervalorização de si mesmo cria valor conseqüente para o leitor? Eu mesma quero saber quantas pessoas me visitam por dia e gosto ainda mais quando me respondem um texto por e-mail. Seduz-me. É bom para o moral. Mas será que atingi meu fiel objetivo?
Cada blogue jorra do estômago a famosa frase: “espelho, espelho meu, qual será outro com o umbigo mais bonito que o meu...?”. E eu cá na minha mercearia pequenina enveredo por essa vertente curiosa e - quiçá também, sou uma “persona non grata” a escrever para eu, para tu e para ele; para poder sair de mim e voltar a mim. E neste despejar “marromeno” de iguarias, me revisito a cada vendagem de palavras aprendendo a apartar-me do ego encapsulado. Que assim seja.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

dos antônimos que se fundem...

A eterna existência do: ante e pró, não e sim, certo e errado, bem e mal. Dualidades. Divergências. Desafinos. Antônimos.
O que há tempos martela na minha cabeça é essa tal de Imparcial e Parcialidade. Como não ser tendenciosa? Tenho opiniões mutantes formadas, princípios, valores que regem minha vida e interesses, que são na verdade como minhas impressões digitais: ÚNICAS E INTRANSFERÍVEIS.
Como me desvencilhar das minhas digitais e necessidades com total isenção sem inclinar-me em favor de mim mesma ou de quem amo? A resposta se parece cristalina como água. Todos somos tendenciosos. Creio que este antônimo da PARCIALIDADE só existe para (co)existi-lo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

E VIVA A ECONOMIA ! ! ! ! !

Meu filho emprestou cinqüenta centavos para um colega de escola e depois me disse que não precisava de pagamento. Afinal são apenas "cinco moedinhas de dez centavos que não servem pra nada", como ele mesmo declarou. Por ser um tema relevante decidi fazê-lo em sua homenagem.
Eu sei que se tratando de dinheiro todo ele juntado cresce, eis o motivo da minha idéia e assim que postei no blog logo, logo o chamei pra ler. - Pedro meu filhote, LEIA! Escrevi especialmente pra você. Pois é... aí está várias pratinhas e dentre elas têm de dez e cinqüenta centavos. As guardei - dia a dia - em um porquinho de barro cor-de-rosa. Interessante esta fotografia, não acha?! Considere isso aqui educação financeira e faça como eu, seja um poupador.
E assim se deu: durante quatro meses, do final de maio a meados de setembro, acumulei a quantia de R$178,00; eram apenas moedinhas, ou porque não dizer, trocos.
Que tal, o que me diz, hein?!

domingo, 17 de agosto de 2008

E N S A I O

Sentia-se apática. Virada do avesso. Adormeceu triste. Sonhou-se a Fênix. Despertou renovada. Deu-se uma nova chance. Tantas quantas fossem preciso. Se (re)inventou. Cheia de esperanças deu a largada. Outra vez...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

dos românticos...

Se eu pudesse ser uma dança queria ser o Tango. Uma das coisas que eu adoraria ter vivenciado como forma de sedução ao meu casamento era ter rodopiado muitas e muitas vezes com meu marido. Dançar é o regenerador de todos os males do cotidiano e dos aborrecimentos e afins.
Tantas vezes a lua encheu minha alcova e me transportou à lugares surreais. Eu e meu marido estivemos em tantos e eu era a brisa transportadora. Via-nos numa dança cálida e sensual com o palco iluminado por uma claridade inverossímil, a mesma que invade sempre minha cama. Devaneios meus, ainda que só meus, simplesmente meus...
A palidez lunar era o elemento que nos vestia sutilmente a pele de prata; o Tango: ah!, o tango!, essa dança incendiária e bandida fluía com sensualidade ímpar aprovando nosso olhar canalha e compenetrado. A melodia quente do protagonista cadenciava nossas almas com a força irreverente dos nossos corpos na conquista dual. Toques levemente abruptos, sons guturais tão nossos, cheiros, gestos inexplicáveis, trocas mútuas; abstraídos do mundo na sensação de unidade e liberdade que incrivelmente fazia parar o tempo. O momento tão nosso, da lua e da dança... ao som do bendito seja o tango a transbordar em nós como em uma cópula.
Tal o charme na película “Perfume de Mulher”, com Al Pacino e a clássica arrepiante cena na música de Carlos Gardel. E, a flutuar no salão, sob “voyeurs” espectadores, eram ele e a moça, além do tango, é claro.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

EVOLUCIONISMO ou CRIACIONISMO

"Em algum lugar, alguma coisa deu terrivelmente errado"
(frase acima)
Você acredita na teoria da Evolução? Ou acredita na Bíblia? Mas dentre essas teorias qual das duas você escolhe para si firmar ao mistério da existência humana? Reflito, filosofo, imagino o inimaginável, mas, alguma coisa forte em mim tende para o lado da CRIAÇÃO.
Conta-me o Livro de Gênesis a perfeita harmonia do criacionismo cujo modelou o universo e que diz mais ou menos assim: no princípio Deus criou os céus e a terra; a terra estava vazia e escura e Deus ordenou que se fizesse a luz; depois veio o dia e a noite; as águas e o firmamento; a aridez do solo; e Ele ordenou que crescessem plantas, sementes, frutas para servir como alimento; então criou o sol e a lua e em seguida as estrelas; os animais das águas, do ar e da terra; e por fim criou homem e mulher à sua imagem e semelhança presenteando-os talentos para administrar a Sua Criação.., e ordenou que frutificassem e multiplicassem a sua espécie com autonomia, responsabilidade e discernimento... E Deus viu que isso era bom... e asssim se fez...
Para mim isso não se dicute! Palavras para que???
Porém, há alguma coisa que falhou na Origem de tudo e que está para além da minha compreensão. Será o Bem e o Mal a raiz de todos os problemas da vida? Por que nunca se soube "de onde viemos e para onde vamos" com a certeza que precisamos saber? Qual o verdadeiro motivo desse enigma tão impenetrável à razão humana?
Não trato aqui de querer misturar religião e ciência, mas de instigá-los ao pensamento: pensar, pensar e pensar... e nesse ponderar dos tantos questionamentos que fundem minha cuca, gostaria imensamente de saber onde repousa a essência dos sentimentos de amor incondicional, ódio, felicidade, paixão, amizade, solidariedade, júbilo e compaixão? É na Ciência ou na Criação?
E como diria Dona Milú da novela Tieta: mistééééééééééerio...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

E DEUS criou a MULHER...

O universo feminino é rico em uma grande sensibilidade quase inalcançável. Considerando-me parte dessa esfera gosto de deambular pelas características multifacetadas do sexo frágil. Ensaio ao máximo meu próprio distanciamento para melhor compreender esse turbilhão hormonal.
Toda mulher tem de fato uma percepção extra-sensorial que está fora de questão. Ponto. Para nós, tudo importa. Ou os dias estão mais rosados, ou o céu está menos azul, ou mais cinza, ou chove lágrima ou pérolas. Somos seres emocionais pela simples natureza, e no entanto, buscamos a sabedoria. Sem onipotência. Longe disso. Mas é incrível! Nós mulheres enxergamos a vida de frente, lado e costas, e, não sei bem o porquê, detemos um poderoso terceiro olho: a intuição.
Mas o mais curioso que possa parecer é a dinâmica de todos os dias sendo feita e refeita com maestria. Damos conta do recado com primor e o mais inexplicável ainda é que, obcecadas por detalhes, percebemos um ínfimo pontinho preto no canto mais insignificante do gesso da sala.
Múltiplas à nossa medida podemos ser ao mesmo tempo: mãe-torista; pai se houver necessidade; administradoras da casa e tudo que ela implica; fortalecedora do emocional de nossos filhos usando a palavra certa; apaziguadora das animosidades entre irmãos; suportadoras do mau humor do marido. Enxergamos o TODO... enfim... E sem esquecer que mil mulheres habitam em nós, ainda fabricamos tempo para submergir à nossa individual companhia.
Se sofridas, choramos. Se contentes, choramos; mas somos alegres. Lutamos pela essência da vida e viemos afloradas para amar, amar e amar... Desenvolvemos métodos para transformar o complexo em simples, o pouco tempo em tempo de qualidade, a severidade atrelada de um manso sorriso e o santo puxão de orelha. Somos duais.... plurais... mulheres... mães... Somos ninja! Arranjamos solução para tudo, porém não somos tolas.
Temos a capacidade de pensar e planejar variadas coisas ao mesmo tempo sem nenhuma confusão mental. E o mais compensador de tudo isso é que com tantos afazeres domésticos e a psicologia sendo exercitada à quem guardamos sob nossa asa, ainda assim, queremos cuidar desses amores com rigor sem par.
Somos a comunicação viva, o diálogo equilibrado para a felicidade geral da instituição chamada FAMÍLIA. Em vista disso, carecemos do nosso “time” para refletir e reorganizar o caos cotidiano em seu devido lugar. E então, ressurgir como a fênix, novinha em folha... em cada amanhecer.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

R E P E T I R (S E)

Nunca trilho o mesmo caminho duas vezes, há sempre um novo debruçar, uma nova possibilidade... Um passeio bucólico, um até logo, o percorrer cotidiano pelas avenidas, as conversas de todos os dias, os sorrisos de todos os dias, os abraços de todos os dias, as tantas pegadas na sala de casa, ou uma cidade que já fui várias vezes.
Percebo que quando estou a fazer caminhada me deparo com o mesmo rio Poty, que é incrivelmente outro; suas águas a escorregarem suavemente não são as mesmas… E eu a caminhar ao lado do rio e a pensar e pensar.., ah!, sou inexplicavelmente outra; a cada dia uma mulher se (re)inventa em mim, retemperada e cheia de emoção - subjetiva eu sei -, mas com o estado de espírito aberto à renovação. Renovar: Recomeçar. Substituir por coisa nova ou melhor. Dar aspecto de novo. Conta-me meu fiel escudeiro dicionário Priberam online.
Eu, tu, ele... em cada momento vivido nossa singularidade percepcional testemunha a maneira de como enxergamos o mesmo mundo, diferente. A principiar repetidas vezes a própria vida, no entanto, com novos olhos gentis.

Eu

Simplesmente Selena