Ora, ora.. veja só! Tenho verdadeira curiosidade de saber como as muçulmanas percebem o mundo para além do que vivem e de como se vestem. Gostaria de poder conversar com elas e entender sua realidade: se caminham em cima das regras, se são realmente oprimidas pelo islã como são mostradas à nós pela televisão, se têm menos regalias e direitos que os homens, como são consideradas perante a sociedade, se são afetuosas, se beijam a boca de seus maridos, se gritam ou são contidas, se discutem as relações, se trabalham fora de casa, e como funcionam dentro da família nuclear? Nas minhas viagens, vira e mexe, me deparo por todos os cantos com várias delas debaixo de toda essa parafernália, sua vestimenta e pior, não paro de observá-las, chamam minha atenção também pelo modo de olhar, harmonizam os olhos por entre o lenço a fim de alcançar o mundo. É interessante demais! E por falar em olhos.., que olhar! Brilhante, invoca minha atenção, vou de encontro a ele e fixo tentando compreendê-lo: é tão profundo como distante; cada olhar conta uma história, mas pena que não consigo decifrar.quarta-feira, 30 de abril de 2008
M I S T E R I O S A S
Ora, ora.. veja só! Tenho verdadeira curiosidade de saber como as muçulmanas percebem o mundo para além do que vivem e de como se vestem. Gostaria de poder conversar com elas e entender sua realidade: se caminham em cima das regras, se são realmente oprimidas pelo islã como são mostradas à nós pela televisão, se têm menos regalias e direitos que os homens, como são consideradas perante a sociedade, se são afetuosas, se beijam a boca de seus maridos, se gritam ou são contidas, se discutem as relações, se trabalham fora de casa, e como funcionam dentro da família nuclear? Nas minhas viagens, vira e mexe, me deparo por todos os cantos com várias delas debaixo de toda essa parafernália, sua vestimenta e pior, não paro de observá-las, chamam minha atenção também pelo modo de olhar, harmonizam os olhos por entre o lenço a fim de alcançar o mundo. É interessante demais! E por falar em olhos.., que olhar! Brilhante, invoca minha atenção, vou de encontro a ele e fixo tentando compreendê-lo: é tão profundo como distante; cada olhar conta uma história, mas pena que não consigo decifrar.segunda-feira, 28 de abril de 2008
A biografia de uma vida vazia
Era sábado. Que coisa louca meu Deus!, eu estava mais dormindo que cochilando e do nada abri os olhos, a voz que me balançou vinha do programa “Altas Horas” e dizia assim:“Pensando em fazer, pensando em fazer, se passaram 20 anos... Não consegui, não consegui, se passaram 20 anos... Ai, por que não fiz?, ai, por que não fiz?, se passaram 20 anos... Assim, se passaram 60 anos... Essa é a biografia de uma vida vazia.”
Rapidamente digitei tal mensagem em meu celular. E então daí refleti: conscientemente sinto-me assim, um sentimento íntimo me avisa o que se passa comigo, é que estou quase da maneira que fala o provérbio tibetano. As palavras de Lama Michel Rinpoche abriu meu olho mental a fim de cutucar minha consciência, e creio que conseguiu. Mesmo que eu esteja dormindo meu inconsciente está alerta, ele nunca me trai; vive em pé de guerra com minha frágil consciência. Depois de um tempo pensando, discretamente percebi que o sábio e simples ensinamento do monge não só me incomodou, mas pontiagudo martelou-me o juízo. E doeu os ouvidos da razão, doeu muito.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Piano em chamas
Destaco aqui no blog a fim de fazer as pessoas pensarem. Um famoso pianista de jazz lá do Japão, "presenteou" tal espetáculo para quinhentas pessoas em uma praia tendo como pano de fundo o mar e o pôr-do-sol. Creio eu, que os elementos da natureza não viram graça alguma. Mas qual a graça desse acontecimento mesmo, há poesia nisso? Segundo o dono do instrumento era a de se despedir, pois não mais usava-o e assim demonstrar sua "paixão ardente". É, cada doido com suas manias. Por que então não o doou? Já pensou se para toda paixão ardente nos despedíssemos ateando fogo!, xiii.. era carvão de gente pra todo lado. Mas vale tudo quando a questão é aparecer, né!segunda-feira, 21 de abril de 2008
Uh la lá... Paris.. Bon voyage..
Paris. Era nossa derradeira noite naquela beleza de cidade. Mais ou menos vinte e uma horas e o perfume do jantar povoava o apartamento do quarto andar. O vinho dançando na taça me fazia salivar. Sentamos à mesa e saboreamos o especial 'Peru ao curry' que nossos anfitriões ofereceram. Brindamos o momento que se espalhava em nossa volta dizendo em coro ao casal de amigos: "Caramba, que delícia!, vocês cozinham muito bem!". Eles agradeceram, deram um leve sorriso e suspiraram. E em companhia agradável comi, conversei e sorri. Comentávamos entre um gole e outro acerca dos lugares marcantes da cidade luz. Cada um com sua subjetividade sobre os pontos altos e baixos, mas todos de alguma forma satisfeitos, afinal era a charmosa Paris dos poetas e do amor. A noite estava muito fria e mesmo assim não resisti, abri a porta de vidro que dava para a sacada e um vento cortante me transpassou. Naquela ocasião não me importei com os dez graus Celsius, espreitei-me na mureta a me abstrair e "parisiar" pela última vez. Segurei a noite guardando a paisagem como em um quadro gigante: a arquitetura deslumbrante, a iluminação difusa, os carros, os pouquíssimos transeuntes, as folhas secas no chão da rua e os jardins banhados de laranja. Enfim pensei: a felicidade me dá medo.domingo, 20 de abril de 2008
O QUE ESTA IMAGEM TE DIZ?
Ontem e hoje eu passei o dia com a macaca! Aliás, esses últimos quinze dias. Só vejo palhaçada, teatro, show pirotécnico e exibicionismo nesta TV de merda. A casa caiu, mas não entendo o fato do casal “coisa ruim” ainda não estarem no xilindró. Ao que tudo indica eles mataram a pequena Isabella Nardoni, e com requintes de crueldade. Tento caucular a dor e a agonia de quem perde um filho, e pior ainda quando o motivo é torpe e desumano. Imagino também como deve ser horrível passar por uma circunstância de rapto ou assalto a mão armada. A verdade é que vivemos em um mundo preenchido pelo mal. Ponto. Entretanto a única coisa que tenho certeza é que nada será igual para nenhuma dessas famílias, nunca mais, por mais que o tempo passe, ou teimosamente queira e tente. Não se pode mudar o que houve, nem a dor do presente que será passado e depois futuro, nem a eternidade... Uma úlcera difícil de cicatrizar para além dos anos, sucessivamente... na sola do sapato, a cada pisar uma lembrança, o silêncio dos sapatos martelando a vida de quem os carrega, a falta de quem se foi e vários corações rachados que deixou. O fato desses assassinos não estarem presos coloca o dedo na maior ferida: o Sistema falho. Diz-se que o testemunho é a prostituta das provas, nesse caso então a polícia que trate logo de minar os dois emocionalmente ao ponto de se entregarem. Eu tenho para mim que a Justiça de tão cega não se deixa ver os olhos. Cadê!? A deusa que segura uma balança representando a igualdade para todos, sendo eles pobres ou ricos?! Será mesmo que rico vai preso no nosso país? Não se pode negar o óbvio, Alexandre e Ana Jatobá estão apavorados em perder o direito de ir e vir, mas incoerentes tiraram o livre arbítrio de uma criança vivê-lo; pai e madrasta decidiram o destino da linda pequena de apenas cinco anos. Gozado não? Então o que me dizem? Não quis acreditar que pudesse ter sido eles, pois tamanha aberração da natureza foge a nossa compreensão. Isto é, toda uma anomalia que vêm acontecendo no mundo, toda uma fenda podre de uma sociedade precária, sem valores, sem amor, sem fé, sem DEUS, sem nada. Chega, chega de ver tanta maldade no mundo e não tentar frear. Basta! O Brasil exige uma resposta. E a voz do povo é a voz de Deus.quinta-feira, 17 de abril de 2008
branco e preto
Penso que escrever me torna mais atenta às descobertas. Observo melhor as coisas miúdas que antes passaria totalmente despercebida. Se eu já era desde sempre obcecada por detalhes, agora então nem se fala, meu campo de visão draga tudo que há na minha frente: uma flor, um gesto, um sorriso colorindo o dia, uma frase, uma canção, uma tela vazia, a chuva, o sol, a rua, a nossa efemeridade... Não é onipotência nem presunção, tampouco soberba, ao contrário, é que me apetece perceber a vida acontecendo, e a vida são as pessoas, o Todo. Tudo que cruza meu caminho em frente e verso e difuso, tenho bondosos olhos espiões. Se enxergo, eu vejo. Nada a mim se apaga ou escapa. Uma soma de possibilidades que vou pintando em uma série de palavras, com o intuito de refrigerar meu espírito, e do mesmo modo o de quem lê. Nasce por vezes tão espontaneamente que o monitor me sorrir. Meus dedos robustos tomam conta de mim, eles parem caracteres e não me obedecem mesmo se eu estiver apática. A inspiração me vence. Não tenho como recusar o que meus dedos pedem. Como este texto de agora, por exemplo: surgiu de um momento, um papear sobre a simplicidade de existir e o mistério que é Deus, do qual muitas vezes cegamos diante das maravilhas que Ele faz, e ainda assim não aprendemos a agradecer. Alguns escritos surgem de coisas banais e logo publico, já outros com teor mais eloqüente e mais elaborado que considero até bons são entocados na gaveta. Tem intensidade maior, mas ficam lá encostados; entretanto humildes, esperam ser solicitados. Suponho que a gaveta assegura o decantar da escrita e o tempo que passa se encarrega de depurar qualquer exagero. Possivelmente eu sinta mais segurança se guardados estão. Quem sabe um dia quando desejar publicá-los se tornem mais interessantes. A verdade é que nem eu mesma sei por que escolho um texto ao outro. Vai entender!terça-feira, 15 de abril de 2008
das coisas comezinhas...
Teresina, ontem de madrugada, muita chuva, friozinho. Noite boa. Lembranças. De fondue de chocolate com frutas. De queijo, presunto, pão italiano, tomate seco, vinho do Porto. O sangue. Doce. O cristal. A mão. Vermelho-vivo. A troca. A paixão. A pele clara. O batom escarlate. O olhar negro. Delineado. A sedução. O rosto rijo. As promessas. O amor. A dança. A amizade. Um bom restaurante em Beagá. Mesa posta. Colorida. O prazer. A cumplicidade. A alegria. De viver. O momento. Comer com os olhos, engolir o aroma, apreciar com a língua. Saudade. Da serra. Da música. Daquele cheiro. Do lugar que aprendi a amar. Das linhas gerais. Das Minas. São tantas. Vontade. De rever. Amigos da faculdade. Gostaria. Agora. Poder. Viajar. Passear. Palavrear. Com direito a cafezinho e pão de queijo. E brindar. Tin tin. domingo, 13 de abril de 2008
dos pecados e das virtudes..
PECADOS E VIRTUDES, palavras antagônicas, porém intrínsecas ao ser humano. Somos pecadores ambulantes, caminhamos eternamente com essa dualidade virtuosa e pecaminosa, vez ou outra lutando internamente para o bem contrapor o mal. Tais conflitos latentes inerentes a nossa existência e que nos faz decidir o que queremos seguir.
Assistindo ao filme ''O caçador de Pipas'', vi um sábio homem dizer para um rapaz a seguinte frase: ''Meu jovem, no mundo apenas existe um pecado: o roubo, todos os outros são derivados deste. Como: quem mata alguém rouba-lhe a vida e o direito de ser mãe, pai, filho, esposa... Quem mente rouba de alguém a verdade...''. Neste momento pausei o filme e refleti sobre isto. Afinal, todos nós roubamos algo ou alguém de alguma maneira? Eu sou uma fraude? Você também? Somos predadores em potenciais da nossa própria sorte? E por aí segui tarde adentro voltando-me como a uma fita que se rebobina, e, com o filme em pausa e tantos questionamentos sobre a frase daquele senhor, me permeti fazer muitas ponderações.
No entanto, após um momento de introspecção eu me trouxe de volta à realidade, deixando meus pensamentos imersos lá no lugar deles, e então falei em voz alta: uai!, mas pecado vêm atrelado ao perdão, não é mesmo? Decerto, é a mais pura verdade, cujo perdão é pai da transgressão e de alguma forma estão acorrentados um ao outro. Todo pecado necessita do perdão; para todo perdão ocorreu um pecado. Se o dolo sai de dentro de nós, pecamos só pelo fato de sermos imperfeitos, porém se arrependidos nos tornamos, lutamos pela conquista do tão ansiado perdão.
Primeiro nossa consciência faz juízo de nós mesmos, e em punição acende dentro das nossas cabeças a lâmpada do remorso. Examinamos nosso eu por si mesmo. E dói. Como ferida aberta. É a assinatura do nosso arrependimento. Daí recorremos a infinita misericórdia de Deus, que perdoa se há verdade no sentimento. Esta é a Lei Perfeita que aprendi, todavia que ainda hoje acredito.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Curioso..
Quando estou lendo um livro e deixo-o no criado mudo para retomar meus afazeres, tenho a nítida impressão que a história está lá acontecendo, mas ao mesmo tempo todo aquele universo espera por mim. Sei lá, sinto que faço parte de alguma forma, que adentro as páginas e observo o desenrolar da ficção, porém despercebida. Considero a escrita e o livro as maiores invenções do ser humano. Poder ler, imaginar e se transportar ao cenário é viajar sem precisar ir ao lugar. São os livros que me livram do cativeiro. Preciso deles para manter minha sanidade mental. Eles curam-me. Salvam-me. Do mundo. De mim.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
MOSAICO DO CRIME; Imprensa e TV atrapalham
Penso que a imprensa está exagerando acerca do caso Isabella Nardoni. Foi uma tragédia para todo o país, um crime brutal, coisa para bárbaros, foi sim. Mas não cabe sofismas, este episódio sinistro deve ser criteriosamente levado em conta várias possibilidades, inclusive a de que os principais suspeitos possam ser inocentes, também. Se realmente forem os culpados, que paguem sua dívida. Todavia a opinião nacional não é lei e nem é profeta. Sendo então de total responsabilidade da polícia e da justiça. Não se pode fabricar "culpados", deve haver um maior detalhamento pericial, sigiloso e absoluto, sem fazer desse infortúnio, um SHOW. Posso estar enganada e ser até leviana, mas tenho percebido pirotecnia em alguns programas de TV, aproveitam tal barbaridade como gancho para subir no IBOPE, e isto é falta de ética. Chega a ser imoral! Usam imagens da mãe da menina, a bombardeiam de perguntas, a seguem na missa de sétimo dia da filha, valorizam a presença dos curiosos na porta de sua casa: a negam a dignidade de sofrer e chorar o seu luto. Tantos flashes para Ana Carolina, entretanto, ela precisa ficar só, ver a ficha cair, exprimir sua tristeza, sentir raiva, saudade, lavar a alma, enfim.. Tanto é que a vi dizendo que a filha não gostaria que ela sofresse. Talvez fuja desse sentimento por medo de encarar de frente a lesão que a dor causou, do qual não seria salutar. O ser humano carece de momentos seus, de se moer se houver necessidade, de questionar a maldade do mundo e das pessoas, de gritar, de sangrar. Mas mesmo que ela se permitisse ficar sozinha nesse momento, não poderia; roubamos-lhe o direito. E de tanto assistir ao espetáculo em cima do coracão partido dessa mãe, nasce em mim a vontade de bradar um: PÁRA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER! E que fique bem claro, Ana Carolina não é uma celebridade.
sábado, 5 de abril de 2008
PRETA GIL: faça-me o favorrrr!!!!
Será o benedito? O que ocorre com a televisão brasileira? Dia desses zapeando pela TV aberta tive um encontro para lá de burlesco, fiquei de frente com Preta Gil fazendo parte do elenco em uma novela da Record, e me assustei com sua tosca interpretação. É risível: atua mal, a fala não convence, o gesto é fake, até o olhar é canastrão. Principalmente o olhar; não diz nem conta nada. Esta moça é o quê mesmo: atriz, cantora, cantriz, apresentadora ou apenas a filha de Gilberto Gil? Faça-me o favorrr! Pelo menos a coragem para dar a cara pra bater não lhe falta. Tem que ter culhão roxo para fazer ridículo na TV. Xiii., me enganei!, ela não possui "culhões". Ah!, mesmo assim.. deixaparaláaa.. senti vergonha por ela. Cruuzes!sexta-feira, 4 de abril de 2008
da dor devastadora..
Comoção em todo o país. Quem matou Isabella Nardoni? A polícia junta as peças do quebra-cabeças a fim de desvendar o mistério do cruel assassinato. O pai e a madrasta, principais suspeitos, estão "reclusos" sob investigação sigilosa da polícia. E se ainda existe justiça, que se faça urgente! De toda essa história me vem o pensamento de que o pai e a madrasta não estão presos, mas sim quem está realmente PRESA é Isabella e Ana Carolina: filha e mãe. A criança que teve sua vida chupada violentamente; e a mãe, que, aos pedaços, resta-lhe o coração com a dor da cólica. Quem perde então? Filha e mãe. São arrancadas uma da outra e da vida, roubam-lhes o direito de desfrutarem os cinco sentidos humanos: audição, tato, olfato, paladar e visão. A menina com apenas cinco anos, antes de ser morta sofreu e sentiu pavor sem o direito da escolha. A mãe, agora sequelada, carregará pelo resto de sua sorte uma saudade que nunca terá fim., e se perguntará todos os dias: porquê, meu Deus, porquê? Eis a carga mais terrível e impossível de suportar.quinta-feira, 3 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
"Rompi tratados, traí os ritos"
O que Ney Matogrosso tem em comum com a Gyselle do bbb8? O Olhar da Esfinge: "Decifra-me ou Devoro-te". Ele misteriosamente devora com seu olhar direto e franco, com suas músicas lindas e precursoras. Ney olha para além, acompanha a vida com um olhar quente, olha dentro do coração, parece vê o fundo de nós. Foi então que lá pelos anos 70 rebelou-se, mostrou seu sangue latino, se desnudou, se pintou, requebrou, ousou, transgrediu, rompeu convenções, não cumpriu as regras nem etiquetas impostas; foi ele mesmo. Gritou, cativou, gemeu, escandalizou a época, mas disse a que veio. E imprimiu sua marca. Quanta personalidade! Ney a mais pura MPB. Ney performático. Ney carismático. Ney estiloso demais. O showman em toda sua arte Maior.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Próprio de nós..
Estreamos ao mundo com tantas etapas à explorar. A infância representa a castidade, o desprendimento, a candura, a ingenuidade, a alegria. Depois vem um outro ciclo que implica comportamentos diversos: imaturidade, rebeldia, irreverência, instabilidade, orgulho e onipotência. No decorrer do tempo vamos aprendendo a lição e reagindo de acordo a cada momento ou a cada fase. Em tudo que experenciamos há uma escala de valores e sentimentos embrulhados: afetividade, ambição, solidariedade, cumplicidade, identificação, ciúme, partilha, honestidade, justiça, aprovação, intolerância, estratagema, afirmação, lealdade, competição, ingratidão, desconsideração, compaixão, admiração, bondade, indiferença, serenidade, liberdade, respeito, amor etc. Um carrossel de encanto e desilusões nos impelindo ao conhecimento. De modo que, personagens brutos e mensageiros da nossa narrativa sofremos lapidadações. Tão próprio de nós, o empirismo de ser humano. Como nos estabelecer diante de cada obstáculo que a vida impõe? Afinal de contas viver é escolher, um verdadeiro perder e ganhar contínuo, acreditar no que o coração diz, mas na hora de agir fazer uso da razão. Cada situação exige uma escolha, um trade-off nos forçando a eleger o que será coerente à ocasião. Por vezes erramos tentando acertar, pisamos a mão, somos cruéis. Decepcionamos o outro sem ressaca; o outro nos decepciona também. Entregamos-nos por inteiro, mas depois mandamos a conta. Damos importância ao que o outro pensa, precisamos parecer bem na fotografia, e este agradar é trazê-lo a nós. Somos indivíduos inseguros a maior parte da nossa subsistência. Porém escondemos nossas fraquezas por puro medo de não ser aceito com nosso pacote de defeitos. Aprendemos a dissimular desde cedo. E em alguma época até nos colocamos como a azeitona da empada. Contraditório, não?! É. Faz parte da nossa história. São estes períodos que nos faz gente grande. E em verdade esse desenvolver(se) gera dor. É fato. Mas bem mais para frente se abre um clarão e do outro lado o xis da questão: percebemos que perdemos bastante tempo com tolices, e que toda aquela troca de manipulações diárias não tem a menor valia. Daí, do nada, acordamos diferentes, suavisados. Concluímos que a melhor etapa é a que vivemos quando a maturidade se faz presente. Então, a porta que dá ao Equilíbrio se abre diante de nós e resolvemos atravessá-la, pensamos ser amor à primeira vista, mas não, não. Esteve todo o tempo ali do nosso lado, porém nossa cegueira o camuflou dos nossos olhos. E embora estivesse nos assistindo, velando nosso ir e vir, a nossa catarse diária; calmamente aguardava ser utilizado. Em seguida, enxergamos tal justa medida e naturalmente compreendemos que não estamos em débito com ninguém; a não ser com nós mesmos. Cada indivíduo tem seu próprio tempo ao aperfeiçoamento. E isso não tem preço! Não obstante o preço de SER. Completo quarenta e dois anos recheados de sombras e luzes. E nesta minha nova vivência mais intuitiva e de aceitação dos meus defeitos e virtudes, o que faço, penso ou digo só importa a mim mesma. Simples assim. domingo, 30 de março de 2008
Resquícios do BBB..
A notícia acima que repasso abaixo -Ipsis Literis- é do dia 29/3/2008, Jornal o Globo, Segundo Caderno, página 8, Coluna: Controle Remoto - por Patrícia Kogut. "Ainda sobre o BBB8, Rafinha teve a maioria dos votos de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Gyselle, do Rio, Espírito Santo, Minas e Paraná. E o Pauí só teve vinte mil votantes". Tirem suas conclusões. É isso.
sábado, 29 de março de 2008
Das coisas do Escitalopram?
Dia desses tive um sonho estranho. Caminhava por uma plantação de papoulas, parecia uma pintura impressionista, daquelas de uma beleza esmagadora. Ventava forte. O jardim campestre ondulava um mar cor de fogo que, de tão vivas, pareciam conversar umas com as outras. A paisagem da qual minha vista não alcançava, me engolia. Deslizei as mãos na delicada imensidão das flores, a textura me deixava sem fôlego, me enchia o peito de alegria. Corria, corria sem parar e desarvorada me permitia aquele momento. E quanto mais corria e me perdia mais eu me sentia segura. Havia paz por todos os lados, uma liberdade cortante. Não tinha medo de me embrenhar, me jogava pelas hastes das plantas que, mesmo frágeis, me amparavam como um macio lençol de cetim. Era boa a sensação de tocar o viço dos galhos e das pétalas e me enveredei no contraste das cores. Percorri quase voando o tapete seda até conseguir transpor todo aquele oceano rubro, onde me deparei com um abismo medonho. olhei para baixo e avistei uma profunda escuridão. Me arrepiei dos pés à cabeça. Lancei meus olhos adiante e vi do outro lado do penhasco um velho de barba grisalha falando algo que não compreendi. Olhava como um raio X cada átomo do meu ser. Imediatamente fiquei paralisada. Gelei. Acreditei estar encrencada e pensei: estou liquidada, ele vai me matar! Ora bolas.., de tanto passear pelo paraíso deparei-me em seguida com um despenhadeiro e do outro lado um velho sentado numa pedra brilhante. Meus olhos congelaram. Ele falava amenidades com voz calma e compassada, mas eu não conseguia decifrar uma só palavra. Afigurava-se a um eremita. Chamou-me pelo nome e o medo se foi, subitamente como na fantasia. Não mais que de repente, consegui decodificar e entender claramente o que me dizia: “Selena, que se dane a margem que dá para o abismo. Seu corpo dói, seus pés doem, então voe, solte-os, descole-se do chão. Coragem! Atreva-se. Salte, salte mulher!”. Depois que o ancião me impeliu a saltar, uma força me arremessou no vácuo. Naquele momento acordei. Que pena!, nem conversei com ele, perguntei coisas ou toquei sua mão.quarta-feira, 26 de março de 2008
terça-feira, 25 de março de 2008
QUE DECEPÇÃO!!!!!
TV GLOBO, me engana que eu gosto!!!!!
Mar-me-la-da !!!!!!!!!!!!!!!!!
Diferença de Rafinha para Gyselle de 0,15%
MENTIRA DESLAVADA!!!!!!!!!!!!!
Estou de luto!!!!!!
Vamos votar gente, ainda há tempo!!!!!!!!!!
Vote no site oficial!!!
Vote pelo telefone!!!
Vote por mensagem de texto!!!
Vote para Gyselle ganhar!!!
Vamos votar!!!
segunda-feira, 24 de março de 2008
Apenas agradecer..
domingo, 23 de março de 2008
A Vida e suas decepções..
Gyselle, este é meu 3° poste do dia. É com grande pesar que posto aqui no blogue, mas hoje parece ser o fim da linha para você. E mesmo ficando um misto de raiva, ranso e frustração; não importa, são vivências como esta que nos faz gente grande. Estamos todos tristes, é que o tal do Boninho não quer você seja a vencedora, fazer o quê?! Não há o que fazer. O poder nos prega peças.
Gyselle: não se preocupe
Aí tem! O buraco é mais embaixo, é profundo.
O Boninho não quer mais a Gy na mansão, ora bolas. A poderosa bota presidente, destrona presidente, faz fama, faz o escambal. Fabrica uma ganhadora em potencial do BBB, depois puxa seu tapete. Trocando em miúdos: ela é a Rede Globo. Será que manda no país? Entonces.., ou comunga com a Plin-Plin ou se ferra geral! E o pirulito das nossas bocas que antes era doce, se torna em menos de uma semana mais amargo que fel misturado com sangue podre!!!
O Boninho não quer mais a Gy na mansão, ora bolas. A poderosa bota presidente, destrona presidente, faz fama, faz o escambal. Fabrica uma ganhadora em potencial do BBB, depois puxa seu tapete. Trocando em miúdos: ela é a Rede Globo. Será que manda no país? Entonces.., ou comunga com a Plin-Plin ou se ferra geral! E o pirulito das nossas bocas que antes era doce, se torna em menos de uma semana mais amargo que fel misturado com sangue podre!!!Gyselle, não esquenta não!, você vai fazer esse milhão daqui uns dois anos. É só ter boa cabeça e saber usá-la.
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