segunda-feira, 31 de agosto de 2009

I n s t i n t i v o

Há dias que meu olhar é puro desencanto, palavras são dolentes e sem sabedoria. Há dias que meus olhos são como vitrais, enxergo o céu em belos desenhos coloridos. É o sol que deita e explode, é meu peito que infla feroz - de amor. Há dias em que o sol também é opaco. Há dias, dias muito brilhantes... suspendo o caminho da angústia e desvio-me para brilhância da seda. É onde meu SER mais profundo grita: VIDA! Assim dou-lhe voz.

sábado, 29 de agosto de 2009

EPITÁFIO para MICHAEL JACKSON

O mundo me retratou como o bizarro que não aceitou envelhecer. Sentir-me Peter Pan, fez parte de meu aforismo não segredado, da minha vontade arrebatada que a humanidade ainda dê certo. Um lugar mais bonito em que as crianças sejam amadas e respeitadas como realmente precisam...
Virar gente grande para quê? Se dizem que precisava de ajuda: por que não me socorreram?! Ao contrário; açoitaram-me a alma, devastaram-me as emoções. Solitário e esquisito? Talvez. Todavia, nunca fiz mal a uma criança. Eu as amei de todo meu coração...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Onde falhei?

Minha vida anda meio nonsense. Preocupações novas, peito aflito, angústia subindo pela garganta. Tudo é uma questão de saber lidar com os problemas. É uma questão de observação e equilíbrio emocional. Jogo de cintura! É isso. Pessoas me são caras, especialmente as que saíram de minhas entranhas. Comportamentos, conduta, decepções na estrada. A emoção me consome. Avalio a vida... as coisas que ainda virão. Não esperava isso. Esperava mais que isso. Coisas boas. Minha cabeça ferve. Nossa relação fica arranhada. Resta o tempo. A espreita da espera. Torcer e acreditar que tudo dê certo. Estou me esforçando. Estou assustada. Estou apavorada. Estou entorpecida. Estou dormindo. Estou confiante. Estou esperançosa. Estou no colo de Deus. Tanta coisa estou... e sou! Sou um olho no gato o outro no peixe. Não abandonarei o barco diante do mar. Jamais. E como dizia o grande Vinícius, o poeta só é grande se sofrer. Nesse momento sou poesia, dor e amor... é que o sangue corre nas veias: filhos criados trabalho dobrado.

domingo, 23 de agosto de 2009

da irascibilidade...

A natureza humana está cada dia mais violenta, as pessoas embrutecem em sua fúria dilacerante. Acessos de loucura e palavras de faca são lançadas ao deus dará, basta que se sintam contrariados na sua impetuosidade antivalor. Dedos em riste atiram-se raivosos diante do outro, cuspos respingam as caras. O próximo não é tão próximo assim: Fodam-se todos! Pessoas matam pessoas por um par de tênis, por cinco reais, por nada. A humanidade não é tão benfazeja como aprendemos na infância... Piedaaaade, piedaaade, piedaaade Senhor; Piedaade, piedaade, piedaaade de nós? Dia deita, dia levanta e a escória do mundo devora corações. Vidas se tornam banais. É, esse lugar que já foi tão bom não dá mais criar gente não. Compaixão não existe mais nesse planeta. Diz a Bíblia: "Tudo aqui debaixo desse céu e desse sol é vaidade e vento que passa"... Pena!!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

das recordações.

Ow marido, eu tô com tanta saudade de nós dois! Do começo, da construção, dos sonhos... Cadê tudo? Foi-se?! Tá lá atrás, espectral? Era bom na medida do possível, houve plenitude, altos e baixos, alegria. Tenho tanta lembrança das crianças, do apartamento em Beagá, da homeostasia dos muitos momentos difíceis. Do cotidiano delicioso que passeava por meus cabelos, do meu seio alimentador, do bebê colocando o dedinho nos meus lábios... doação... troca... Saudade da papinha que sujava meus amores, das mamadeiras, das noites que não dormi velando o sono de nossos pequenos. Saudade da aura que serpenteava pelos objetos da casa, posso ouvir e sentir o cheiro do nosso lar, enxergar o sol entrando no quarto, posso ouvir o som doce da respiração das crianças dormindo. Saudade! Até do frio que nos deixava mais próximos...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

ESCREVER a V I D A

Escrever me ilumina o espírito; poetar me faz viva, inspira-me os agravos e desagravos, o que inflama e suaviza, o que conjectura e disseca... o que brota... da raiz de mim. Poesia é elevação de idéias. Poesia é soma de afetos. É a revelação da minha caverna que quer vazar. É vida em comum das letras que se juntam. É compreender que cada palavra faz acordo uma à outra, até mais para além de onde posso enxergar... virar-me várias vezes, revirar-me, do avesso ao direito, das coisas ocultas, desde sempre, desde o abrigo do leite materno, desde o ventre divino, que vibra e dobra a alma, que assusta o susto e encrespa o calafrio do corpo. É o despertar da melancolia, da angústia, da dor, da alegria, da paixão... E enquanto palavras comovem e castigam o ponto exato, não competem com nada, nem com leigos ou cultos, nem com o gênero romanesco; mas a poesia está lá e aqui, em ti e em nós, revelando-se, revelando-me, sem conhecer a união das vogais e consoantes. É como o sol se espalhando em um manto de topázio envolvendo a noite; tal a cor da madrugada branda, daquele dia do qual voltei do aeroporto, onde a rua, solitária, comigo, ao volante do carro. Silêncio... nada mais.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

V I V A !!!!!!!!!!!!!!!!!!

F E L I Z

18 A N O S,

S A B R I N A

sábado, 25 de julho de 2009

D O M E D O

Só pra variar - outro assalto lá em casa devastou a paz. Bandidos são aves de rapina com asas grandes, negras e velozes. Manifestam-se vampiros vindos das profundezas do breu e caem em nossa frente feito aparição satânica. Foi violento deixar minhas irmãs na varanda. Doeu como ferida aberta, e num milésimo de tempo não enxerguei outra escolha: tranquei-me com sete pessoas - filhos e sobrinhos - dentro de casa. Sei lá o que houve comigo naquela fração de instante? A irracionalidade do meu instinto de sobrevivência segurou minhas mãos as arrastando e trancando a porta. Duro, muito duro ter que fechar a porta! Tive muito medo que algo grave ocorresse com minhas irmãs, mas eu as deixei fora de casa com aqueles demônios. Estava impotente, um nada. Não, eu não soube como agir. Não fui inteligente, ou fui; sabe-se lá... imaginei horrores acontecendo com todos. E a noite seguiu longa e péssima! Senti-me culpada, suja, um lixo humano a perguntar pra minha consciência: porque agi assim meu Deus? E ali me reconheci onomatopéica: ploft!!!!... Este foi o som d'eu batendo no fundo do poço.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Auto Crítica...

Nem sei como falar da mediocridade alheia, senão da minha. Mas afinal, regorgito minha mediocridade, pois a mesma não me cai bem ao estômago. Não sou conservadora, porém me vejo conservadora. Que diabos é isso!? Sigo fazendo fita e escrevendo pra encher linguiça que, na verdade, não há grande feito pra humanidade. Portanto, pouca merda sou. Vivo querendo formar opinião e tempos depois enxergo tão equivocada aquela vã filosofia que - me dá nos nervos... putz... É fato: pintando a tela vou lavando minha sujeira e aparando as arestas. Administro minhas crises na fluidez dos meus vômitos. É!, tenho sangrado a palavra e minhas "bobices" vão as "homeostasiando". Isso pode até não fazer sentido. Então tá...

sábado, 18 de julho de 2009

Vida boa...

Castelo de Alcázar - Segóvia, Espanha

Gosto de observar as nuvens e imaginar centenas de formatos diferentes. Adoro frases com duplo sentido, mas não gosto das entrelinhas medíocres. Gosto das tempestades, especialmente raios azuis e chuva de cavalo beber em pé. Adoro arco-íris nos prados, a lua em meu quintal, as estrelas explodindo em meu olhar e o mar num fim de tarde púrpura. Eu não gosto do vulgar, mas sim do inesperado, especialmente se este for bom. Gosto de chupar o brigadeiro da colher, do cheiro da lavanda na estrada. Gosto de viajar de carro. Adoro os pormenores mesmo se insignificantes. De alguma forma significam algo. Gosto de nostalgia, melancolia e de recordar memórias. Gosto de castelos, príncipes, princesas, fadas, anjos, unicórnios e pôneis voadores. Faço-me criança às vezes. Amo o silêncio, mas não os desconfortáveis e desconcertantes e, no entanto, eles estão fartos de significados. Jogo-me nas histórias de amor improvável, mas não quer dizer que sejam impossíveis, essas histórias movem o eixo da terra. Gosto da perpetuação das canções de cada momento. Gosto de roubar sorrisos e suspiros. Mais uma coisa eu gosto tanto!, das estações ferroviárias de todos os lugares por onde passei: mundos se cruzam, vidas perpassam em cada direção... Gosto das avenidas ladeadas por sândalos. Gosto das pontes e das pinguelas. Apetece-me pôr nome nas coisas e as simplificar. Gosto de escutar o vazio. Gosto de desbravar locais despercebidos e ruas antigas, mas acima de tudo... gosto também de glamourizar o simples... e tem sido bom... Arebaba!!!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

penso...

Ainda tenho muitos pesos e muitas medidas e uma saudade danada de escrever pra aliviar, mas por enquanto tô sem internet. Conta-se um mês, e eu sem vir aqui. Por esses dias escrevo em partitura de pensamentos, em folhas brancas e em meus calcanhares, pois enquanto piso o chão, o vento limpa tudo com a força que varre também a mim. Não é ruim nem bom. Apenas é.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

da consciência íntima...

Nem mesmo o que sinto consegue decifrar os sentimentos dos quais me visto...

Nem mesmo meu olhar diferente pode.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

De regressar...

Contagem regressiva. Volto para meu pequeno lugar, mas grande, grande, grande; ao menos a mim. É tempo de retornar e matar as saudades que não são poucas. É o colo do meu país na vicissitude de minha terrinha. Quanto às paragens que passei já estão quase longe das vistas. Há em mim tanta novidade, novas interpretações, outras visões, mas de uma coisa sei: As Espanhas - que são muitas - a gente não se esquece. Todavia não há nada melhor como a nossa casa. Fecha-se um ciclo de quase três meses em terras estrangeiras. Experiências, dores, alegrias, vivências, lições... ESPERANÇA! Da viagem ainda restam coisas a contar... Decerto, a forma como vejo as coisas e o mundo não será mais a mesma, alterou-se. Volto com um enxergar mais largo e mais profundo. Foi momentos meus, crescente rente aos cogumelos. Pensamentos e mergulhos em mim. Um reparo na carenagem e, sinto-me mais forte e renovada... coisas assim...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

¡ ¡ Palloma hija, feliz cumpleaños ! !

E então você ficou mais velha hein, querida! Bem... nada mal. Ainda tá novinha em folha, estralando. Meu amor, vida minha, quero que saiba que dentre a torcida à seu favor: sou eu a número um.

Ria sempre! Rir é importante e o melhor remédio para tudo.

Seja alegre! Escolha a alegria como uma opção de vida.

Saúde... salud... salute... santé... health... gesundheit... здраве... gezondheid... helse... egészség... saħħa... terveys... здоровье... zdravlje... υγεία... zdraví... स्वास्थ्य... 健康

Fé e esperança... sempre adiante... enfim, que venha mais um ciclo...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A La Bandeira...

Vou-me embora pra Passárgada...

Lá sou amiga do rei, aqui não fui tão feliz...

Lá tenho meu véio, meus filhos que me precisam, minha cama quente...

Em Passárgada tem de tudo...

Pobreza, seca, calor, mormaço, chuva e até rã em meu banheiro...

Têm as plantas do jardim e minha vida escrita lá...

Em Passárgada tem a ponte a observar meu olhar sobre o rio...

Vou-me embora pra Passárgada...

Perambular pela casa...

Retomar minha rotina...

Tomar banho no quintal com palmeiras dançando a luz da lua...

Tirar uma siesta depois de degustar galinha caipira com pirão...

Vou-me embora pra Passárgada...

Ouvir cds um dia inteiro deitada na rede da varanda...

Matar a saudade do pôr-do-sol...

Conversar com minhas irmãs e sorrir das palhaçadas da Beth...

Vou-me embora pra Passárgada...

Ser apenas eu...

É lá o meu lugar...

sábado, 23 de maio de 2009

Feliz aniversário filha minha ! ! !

É inevitável não te olhar. Teu rosto delicado, teu sorriso doce, tua fala mansa. Vêm-me as lembranças das belas memórias de ti...
Tu vieste de presente pra mim, tanto chorei de contentamento e susto, ainda assim, eu estava serena quando te dei a luz...
Vi teus primeiros passos e tuas primeiras palavras, era minha felicidade fazendo companhia no mundo que tu começavas a conhecer... beijei-te, repreendi-te, amei-te sem condições.
Escoltei teu crescimento... fui firme, severa, acalentei-te. Contemplei os teus sonhos e te leguei valores.
Desde o primeiro instante em que entraste em meu corpo, encheu-me de alegria e medo, mas o Verbo se fez vivo, e contigo também nasceu a esperança...
E mesmo não compreendendo o que é doação incondicional, ela existe. Tu viverás esse sentimento de entrega que faz rir, chorar e acreditar em um mundo melhor.
Tu ainda terás todos os sentidos despertos ao tocares a pele de teu filho pela primeira vez... e com uma imensa ternura nos lhos dirá: a minha mãe tinha razão.
E enxergarás que entre abraços, perdas e ganhos as pedras do caminho faz de nós a cada sol que se deita, a cada claridade da manhã, parte da mesma essência.Porque é um amor que assombra a alma, enche o coração de graça e os olhos de lágrimas. Por isso entendemos que não precisamos temer nada, apenas bendizê-lo... Catarina, tu refrescaste meus dias, acalmaste meu caráter e me fizeste mais paciente. Gracias hija!, por ter me ensinado a viver. Abençoado seja os teus vinte e cinco anos! Saúde... discernimento... longa vida... paz... fé... Que assim seja. Amém.

domingo, 17 de maio de 2009

Que tal...

... sair pela chuva e se jogar, lavar a alma da tristeza, vê-la escorrer dos cabelos aos pés até morrer no chão?

"Por seres tão inventivo, e pareceres contínuo... tempo tempo tempo tempo... és um dos deuses mais lindos. Tempo tempo tempo... (..) de modo que o meu espírito, ganhe um brilho definido. Tempo tempo tempo tempo, e eu espalhe benefícios. Tempo tempo tempo tempo..." Caê

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ow Jorge, casa comigo, casa ! ! !

Adoro Caetano, Chico, Djavan, Ivan Lins, Oswaldo Montenegro... São divindades da prosa e poesia brasileira. São nossos divos! Pintam letras falando de amor... Ah, o amor!, essa linguagem universal maravilhosa. Gosto de tantos e tantos cantores estrangeiros também... Gosto muito de Jorge Palma, este artista é um gênio, considerado um poeta urbano e um trovador errante, é ele: um deus da paixão e seus conflitos. Um presente que apresento à vocês neste espaço. A música é para ouvir, mas muito mais para senti-la entrar e sair de nós como uma leve brisa, ou até como uma caudalosa chuva que banha a alma. As teclas do piano de Jorge falam o que seu timbre reluz; um som irrefutável que vaza o sentimento. Não dá para ficar indiferente a sua melodia e sua voz cheia de sensualidade. Isso é música clássica contemporânea, é para ser tragada em cada fonema. Isso é musica de qualidade que me rasga por dentro. Isso é para golpear minha alma sofrida. Para quem vive o amor. Para quem espera um amor. Para quem tem trinta mil cavalos a galopar no peito... Sensacional!!!

domingo, 10 de maio de 2009

Feliz dia das Mães ! ! !

Conversas homéricas ocorrem lá em casa sobre tudo. Digo à meus filhos que meus argumentos são fundamentados na minha experiência, por isso preciso passar-lhes valores. Aquela história incansável de mãe, sabe. Eles são seres especiais e meu cuidado é apoteótico! Gosto de observá-los quietos em si quando pensativos. Silenciosa e atenta, espreito-os. Cuido deles com o mesmo desvelo que o Pequeno Príncipe cuidava de sua rosa, afinal os amo com um amor incondicional e delicioso de sentir. Chego a babar de prazer ao olhar suas diferenças, reconhecer seus cheiros, ouvir suas vozes e, penso: O mundo os aguarda, mas o amor é meu.

Às vezes me pego questionando cada besteira sem motivo de ser, e em seguida percebo que eles também têm razão. Então tá, vejamos! É uma característica da natureza humana - mais feminina que humana, mais de mãe - nesse caso: sobre humana. Estou nos meus quarenta e três anos, e ainda consigo me dar por insatisfeita, sempre desejo algo mais à meus rebentos: que cresçam como pessoas, que não sofram tanto, que tenham sucesso, que se amem, que pratiquem o bem, que tenham muita saúde, que amem ao próximo, que sejam prudentes, amigos além de irmãos, que se ajudem caso precisarem. Por horas desfio reflexões e orações: Será que serão felizes em suas escolhas? Será o que os espera? Será que me amam como eu os amo? Ora bolas, o que importa essa pergunta! Vez em quando baixa uma identificaçãozinha com Ana Cristina Cesar, C.F.Abreu, Florbela Espanca; gera uma insegurança, uma dor lá no fuundo. Tolice materna, talvez a síndrome do ninho vazio se achegando, sei lá.

Claro! Tenho meus rompantes gerais. Brigo, xingo, valorizo, ensino, repreendo-os... Mostro-os o caminho certo, todavia a opção é de cada um, mas minha sede maior cobra deles, talvez até mais do que possam oferecer. No entanto, recuo. Vaza a necessidade de dar afeto com melhor qualidade. Beijar, elogiar, consumir esse amor que de tanto só sabe amar... Abraço-os apertado até sufocá-los. Há em mim uma avidez soberba e ansiosa pela infinitude, queria quiçá chegar a uns 99 anos, por aí, e poder usufruir ao máximo dessa ligação. Porque ser mãe é soltar os filhos e logo novamente querer agarrá-los, é ter que largar o prato ainda estando com fome, é nunca cansar de roer o osso sob quaisquer condições. Contanto que seja ao lado deles, perto deles, resgatando momentos e vivendo outros. Passam-se maios(Catarina e Palloma) e novembros(Pedro), anos e anos sagrados em mim... e ainda sinto o corte do cordão umbilical e as dores do parto.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

percepções...

Fotografia: Viana do Castelo, Portugal
O dia a dia e minha observação. O mundo e minha perplexidade. A vida e minha sensibilidade. O avesso do meu silêncio na escrita. O poesia que ultrapassa a não dor do poeta. O olhar e a mensagem. A beleza da sutil estética. A música e meu encantamento. Os sentidos e as sensações. Um pouco de tudo. De mim. De ti. Muito de muitos...

domingo, 3 de maio de 2009

Complexidade se resume ao - SIMPLES

Ser humano, ser complexo, ser plural, ser sensório... E os sentidos são 5 – olfato, paladar, tato, visão, audição. SER COMPOSTO! E por que me limitar? Por que não mil e um sentidos em mim? Ser dançante, ser viajante, ser amante, ser inteira... Isso vai além dos meus 5 sentidos. Vai além do que cabe em mim... Eu sou ser aqui e estar. Sou ser agora e sempre, sou até o que nem sei expressar, e sou ser simples, ser simplismente VIVENTE.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ele me ama; e eu a ele...

Curioso. É gostosa essa sensação de quando estou absorta, paciente, sem pressa para nada. E pensativa, compreendo o incompreensível. E sorrio. E me alegro. Espero em meus desejos menor ímpeto. Percebo o que realmente conta e vale a pena. Olho para frente e um sorriso se escancara à mim: amoroso, franco, saboreado, esperançoso, cauteloso. Feliz retribuo. São os sabores de viver. São as recompensas diárias da consciência. Aparentemente pequenos nadas; ainda que, grandes. Vida: feita de coisas simples.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ó adúltero! Tu queimarás no mármore do inferno!

Queremos o que é melhor para nosso amado: carinho, afeto, sucesso, felicidade e unicamente nós. Mas porque não conseguimos colocar no mesmo saco a lealdade e a infidelidade? Não se trata do bem e do mal, ou da claridade e da escuridão. Não se trata de maniqueísmo. Não, não é isso. É esta obrigatoriedade sôfrega que inibe nossos instintos com o fim de negar nossa natureza. Repudiamos nossos desejos intrínsecos, embora reconhecemos que o temos e que é natural. O ponto chave é: saber como lidar com eles e não sentir ressaca. Deste ponto de vista nos deparamos com a ética. Mas aí vai se aprofundar o assunto e eu não sou filósofa. Teve um bom período no qual acreditei que, ao amar, deveria oferecer minha vida e liberdade ao objeto desse amor. Hoje enxergo com olhos límpidos. É uma aberração na palavra AMOR - tão pura e ao mesmo tempo tão sofisticada, ser propriedade privada senão pertencente a nós próprios. É o meu namorado, o meu marido, o meu amante, ele é meu dono e eu dele; desta forma, só podemos desfrutar um do outro e "ce fini".

A possessividade é o grande exterminador da relação e advém do ciúme: o letal inimigo do amor. E sendo extremado, torna-se terrivelmente perigoso para a integridade da pessoa, da convivência do casal, conduz à humilhação, gera perseguição e até mesmo a uma piora da autoestima. A inveja decorre dessa falta de autoconfiança, agimos como se o outro fosse “nossa propriedade" tendo as garras direcionadas só à ele. Muita energia vital gasta produz exaustão. Ficamos na lona literalmente! Talvez, por este motivo, o homem se diverte com alguém que não considere “sua” e então, ele se salva da lealdade à sua amada. E na maioria das vezes não sentem culpa alguma, o que lhes é uma característica cultural. As mulheres intencionam e cobram exclusividade do seu parceiro, mas os varões agem sem correias, desfrutam mais, não sofrem, satisfazem suas necesidades primitivas, seu instinto predador e seu ego falocêntrico. As mulheres quando enamoradas não sentem necessidade de gastar tempo com outro, mas sim com seu par. No entanto, também têm seus desejos de fêmea, estes que por via de regra são inconfessáveis, porém existem.

Homens e mulheres experimentam seu lado sensorial e percebem o externo e o que lhes atraem quanto ao novo. Restam-lhes a escolha, ressaltando outra vez a ética, que são outros quinhentos. Tudo é fruto de opção, se não há culpabilidade e arrependimento. Os seres humanos tal como os animais variam e gostam, qual o problema? Portanto, a aspiração para fornecer tempo integral a uma única pessoa, dou-lhe um único nome: FANATISMO. Partilhamos momentos com os amigos, conhecemos pessoas, desfrutamos de companhia diversificada. Ser fiel, ao longo do tempo, torna-se inalcançável e risível. Temos impulsos sexuais e atração para os outros, mas a pretensão de desprezar essa verdade caminha do nosso lado. Sexo com atração física e sexo com amor: distinguem-se. Cabe entender tal diferença. Sexo casual é pura diversão, mas o mais difícil é eliminar os conceitos adquiridos da infância: adultério é pecado e transgride aos preceitos religiosos; preconceitos cristãos e o misticismo se valendo à perpetuar uma mentira que ocorre desde o começo dos tempos. Egoísmo, puro e simples.

sábado, 25 de abril de 2009

Eu bem sei...

Quem se atreve a fazer um blog se deixa na mira do outro. Sim, é verdade. Esponho-me muito e, às vezes, a franqueza é incômoda. Explicitar sentimentos é para quem tem coragem de dar a cara a tapa, gera juízo de valor e pior, eu não me importo nada com isso. Dou-lhes a outra face, mas por favor, bata devagar, pois meu lado bom é muito bom, mas meu lado ruim, esse é péssimo. Deliberadamente, apetece-me trabalhar com as palavras sobre fatos e coisas. Preocupar-me com meus escritos por causa da exposição suprimirá alguma carência e sinceridade, aí não rola. Mas contrapondo “tanta” exposição, sou das reservas; não gosto de balbúrdia, pitis para "causar", boates, fumaça de maria joana, raves, gente xiliquenta e escrotice pra se mostrar simpático.
Gosto de sorrisos largos e cheios de emoção. E nada é tão gostoso quando estamos em comunhão com a natureza, a família, o cosmo. Tudo funciona em harmonia e a pleno vapor. Nasce a inspiração e me derramo feito sangria. Só consigo engatinhar neste espaço se for com transparência e honestidade, caso contrário, hasta luego baby! Cheguei a uma maturidade de minha vida que enxergo mais, entendo mais, compreendo mais, é tudo simples e claro. Se para alguns me escancaro além da medida; a medida eu a faço. Aos que não digerem essa ânsia que tenho de me lançar fora de mim: paciência. Não quero embotar de vez nem perder minha essência, minhas convicções, minha energia vital, minha doçura.
Nesse caso, cada qual no seu quadrado e com seus conceitos entorpecidos, todavia, satisfaço-me com essas teclas, elas movem-me as mãos. Sou realista, otimista, um olho no gato outro no peixe, e não faço tipo. Não finjo se está bom se não está, não digo que amo sem amar, não me faço boazinha sem ser, não gozo com o pau dos outros. E quer saber? Chega desse papo furado pra encher lingüiça. Meu muitíssimo obrigada aos 36 acessos de um pleno sábado. Até agora 04h01min da madrugada aqui na Espanha, e 23h01min aí em Teresina-Brasil. Putz... radicalizei... texto grande né?! Entonces, abstraiam-me pessoas, hoje fiquei putiada da vida. (rs)
E parabéns Kit Lis linda!!! Levarei o chocolate suíço que me pediu.
Besos... besos... besos...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Passando a vida a limpo

"Navegar é preciso; Viver não é preciso". Essa frase célebre de Fernando Pessoa, leva-me a pensar em lugares por meus olhos nunca vistos e por mim jamais explorados. Serve-me à via de reflexão: sobreviver sem viver não paga a pena. Fato este acontecido em minha história há um bom tempo, no entanto, hoje, quero mais que somente coexistir, anseio aproveitar dessa viagem intensamente, especialmente as quais são para dentro. Careço de ir mais além, conhecer os vales de mim, redescobrir-me adulta com jeito criança, moleca, criativa, sem nóias. Quero compreender os porquês da vida e alcançar o entendimento, questionar-me em cada nova fronteira de alguma paragem e poder me surpreender cada vez mais. O cotidiano pode ser rico e posso me contagiar com os detalhes mesmo com tantas renúncias. Digo-me: "Não leve a vida tão a sério Sela, ela pode ser gloriosa, oportunize o momento. A borboleta necessita sair do casulo, a liberdade a aguarda e é tão breve! Voe longe ou perto, enfim... voe... Suas asas parecem frágeis, mas são tão mais belas hoje!"... Assim como as borboletas me transformo... em algo melhor. Esperança é o antídoto certo para qualquer tristeza que se achegue, exige o esforço da entrega até que se encaixem os trilhos. Licenciar-se para renovar, ao menos uns tempos fora de casa: tudo tem seu preço. Mas eu nunca disse que viver seria fácil!

Eu

Simplesmente Selena