Vou-me embora pra Passárgada...
Lá sou amiga do rei, aqui não fui tão feliz...
Lá tenho meu véio, meus filhos que me precisam, minha cama quente...
Em Passárgada tem de tudo...
Pobreza, seca, calor, mormaço, chuva e até rã em meu banheiro...
Têm as plantas do jardim e minha vida escrita lá...
Em Passárgada tem a ponte a observar meu olhar sobre o rio...
Vou-me embora pra Passárgada...
Perambular pela casa...
Retomar minha rotina...
Tomar banho no quintal com palmeiras dançando a luz da lua...
Tirar uma siesta depois de degustar galinha caipira com pirão...
Vou-me embora pra Passárgada...
Ouvir cds um dia inteiro deitada na rede da varanda...
Matar a saudade do pôr-do-sol...
Conversar com minhas irmãs e sorrir das palhaçadas da Beth...
Vou-me embora pra Passárgada...
Ser apenas eu...
É lá o meu lugar...
segunda-feira, 25 de maio de 2009
A La Bandeira...
sábado, 23 de maio de 2009
Feliz aniversário filha minha ! ! !
domingo, 17 de maio de 2009
Que tal...
... sair pela chuva e se jogar, lavar a alma da tristeza, vê-la escorrer dos cabelos aos pés até morrer no chão?
"Por seres tão inventivo, e pareceres contínuo... tempo tempo tempo tempo... és um dos deuses mais lindos. Tempo tempo tempo... (..) de modo que o meu espírito, ganhe um brilho definido. Tempo tempo tempo tempo, e eu espalhe benefícios. Tempo tempo tempo tempo..." Caê
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Ow Jorge, casa comigo, casa ! ! !
Adoro Caetano, Chico, Djavan, Ivan Lins, Oswaldo Montenegro... São divindades da prosa e poesia brasileira. São nossos divos! Pintam letras falando de amor... Ah, o amor!, essa linguagem universal maravilhosa. Gosto de tantos e tantos cantores estrangeiros também... Gosto muito de Jorge Palma, este artista é um gênio, considerado um poeta urbano e um trovador errante, é ele: um deus da paixão e seus conflitos. Um presente que apresento à vocês neste espaço. A música é para ouvir, mas muito mais para senti-la entrar e sair de nós como uma leve brisa, ou até como uma caudalosa chuva que banha a alma. As teclas do piano de Jorge falam o que seu timbre reluz; um som irrefutável que vaza o sentimento. Não dá para ficar indiferente a sua melodia e sua voz cheia de sensualidade. Isso é música clássica contemporânea, é para ser tragada em cada fonema. Isso é musica de qualidade que me rasga por dentro. Isso é para golpear minha alma sofrida. Para quem vive o amor. Para quem espera um amor. Para quem tem trinta mil cavalos a galopar no peito... Sensacional!!!
domingo, 10 de maio de 2009
Feliz dia das Mães ! ! !
Às vezes me pego questionando cada besteira sem motivo de ser, e em seguida percebo que eles também têm razão. Então tá, vejamos! É uma característica da natureza humana - mais feminina que humana, mais de mãe - nesse caso: sobre humana. Estou nos meus quarenta e três anos, e ainda consigo me dar por insatisfeita, sempre desejo algo mais à meus rebentos: que cresçam como pessoas, que não sofram tanto, que tenham sucesso, que se amem, que pratiquem o bem, que tenham muita saúde, que amem ao próximo, que sejam prudentes, amigos além de irmãos, que se ajudem caso precisarem. Por horas desfio reflexões e orações: Será que serão felizes em suas escolhas? Será o que os espera? Será que me amam como eu os amo? Ora bolas, o que importa essa pergunta! Vez em quando baixa uma identificaçãozinha com Ana Cristina Cesar, C.F.Abreu, Florbela Espanca; gera uma insegurança, uma dor lá no fuundo. Tolice materna, talvez a síndrome do ninho vazio se achegando, sei lá.
Claro! Tenho meus rompantes gerais. Brigo, xingo, valorizo, ensino, repreendo-os... Mostro-os o caminho certo, todavia a opção é de cada um, mas minha sede maior cobra deles, talvez até mais do que possam oferecer. No entanto, recuo. Vaza a necessidade de dar afeto com melhor qualidade. Beijar, elogiar, consumir esse amor que de tanto só sabe amar... Abraço-os apertado até sufocá-los. Há em mim uma avidez soberba e ansiosa pela infinitude, queria quiçá chegar a uns 99 anos, por aí, e poder usufruir ao máximo dessa ligação. Porque ser mãe é soltar os filhos e logo novamente querer agarrá-los, é ter que largar o prato ainda estando com fome, é nunca cansar de roer o osso sob quaisquer condições. Contanto que seja ao lado deles, perto deles, resgatando momentos e vivendo outros. Passam-se maios(Catarina e Palloma) e novembros(Pedro), anos e anos sagrados em mim... e ainda sinto o corte do cordão umbilical e as dores do parto.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
percepções...
Fotografia: Viana do Castelo, Portugal
domingo, 3 de maio de 2009
Complexidade se resume ao - SIMPLES
Assinar:
Postagens (Atom)