Fotografia by Catarina Nery
Ando lendo muito Ana Cristina César. Ela era absurdamente paranóica, mas é assim que eu às vezes estou a me sentir... quase seca, quase plena, quase sofrendo, quase satisfeita, quase triste, quase completa, quase ausente, quase serena, quase aflita, quase sangrando, quase equilíbrio, quase odiando, quase amando, quase feliz, quase brotando... quase gozando.... tudo misturando e remisturando-se em minha sã melancolia, em minha santa alegria.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
NOSSAS FLORES DE PLÁSTICO
preparam-se guloseimas. celebram o peru. trocam presentes. explodem as luzes. tocam o sino. vestem fina estampa. abafam os quintais. afogam tristezas. mastigam ressentimentos. dançam a ilusão. dissimulam alegria. o olhar vê e não enxerga... mas esperançosos esperam. e... esquecem-se do verdadeiro espírito do natal. a fraternidade entre todos. o amor... Fotografia by Catarinaquinta-feira, 17 de dezembro de 2009
O passado adormece sépia...
Fotografia by Catarina Nery
Anos setenta. Copa do mundo. O passado pode ser como uma película de imagens descoradas e som apagado, mas ainda assim recordo o cheiro, as vozes, o hino, a luminosidade e a textura daquela escolinha. Chamava-se Anexo. Uma casa alugada pela Prefeitura, enquanto finalizava a obra do Cecém Oliveira, meu primeiro colégio, palco das minhas primeiras descobertas. Amizades, promessas, simplicidade e, a merenda que chamávamos de bug: uma espécie de sopa de arroz que vinha dos Estados Unidos aos países pobres. Quanto tempo passou!, os desejos tão puros que se dissiparam ao sabor do vento. De todos os colegas restou-me a Élida, da qual também sumiu de minha vida. Cadê você amiga, por onde tropeça, como está, o que têm feito? Sinto uma saudade funda da infância, apetece-me contar fatos por aqui. Pois sim... voltando à coleguinha de sala e também minha vizinha de rua, nunca esquecerei o dia em que Éda, chateada, saiu da sala e bateu a porta com força. Dio mio! Achei o máximo. Depois daquele episódio fiquei temerosa, mas encantada com seu "jeitão não levo desaforo pra casa"(risos). Cada pessoa é única, e Élida era despachada literalmente, sangue quente. Já eu, uma cagona de décima quinta grandeza; ah, meus amigos, eu batia os dentes de medo de taca! Bom relembrar as coisas da meninice. Ali era o meu lugar preferido. Quanto comprometimento havia de mim para aquela escola. Adorava estudar, conversar, correr, desenhar, aprender... foi a melhor época da minha vida! Felicidade, alegria, paz, sonhos... tudo tão harmonicamente juntos.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
F A S C I N A N T E ! !
Fotografia by Catarina Nery
Estou repleta de temas para escrever, mas esta observação calhou-me bem. Curioso. Das relações humanas que construí e convivo, o que mais me seduz é observar que para cada indivíduo tenho uma postura, um carinho. Sou diferente para cada outro que atua diante de mim. Cada relação é singular e isso é encantador. É importante saber que cada pessoa também me enxerga de forma diferente. Percepções, visões, trocas, linguagens, expectativas... Nossa! Eu adorava ir ao cinema com uma amiga na época da adolescência; com outra, para as baladas; com outra, passar o domingo; com outra, dividir meu mais segredado estado de espírito. Com outra, minhas vivências, minhas neuras e o cotidiano. É, abasteço este blogue com minha filosofia de botequim. Mas que é interessante é. Então... saúde plena aos iluminados que fazem ou fizeram parte da minha vida. Obrigada mil!!
Estou repleta de temas para escrever, mas esta observação calhou-me bem. Curioso. Das relações humanas que construí e convivo, o que mais me seduz é observar que para cada indivíduo tenho uma postura, um carinho. Sou diferente para cada outro que atua diante de mim. Cada relação é singular e isso é encantador. É importante saber que cada pessoa também me enxerga de forma diferente. Percepções, visões, trocas, linguagens, expectativas... Nossa! Eu adorava ir ao cinema com uma amiga na época da adolescência; com outra, para as baladas; com outra, passar o domingo; com outra, dividir meu mais segredado estado de espírito. Com outra, minhas vivências, minhas neuras e o cotidiano. É, abasteço este blogue com minha filosofia de botequim. Mas que é interessante é. Então... saúde plena aos iluminados que fazem ou fizeram parte da minha vida. Obrigada mil!! segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Ranço...
Eu tenho medo do clima quente e cada vez mais seco do Piauí. Tenho medo da violência que assusta Teresina. Tenho medo da ausência de chuva no Piauí. Tenho medo de perder o entardecer neon de Teresina. Tenho medo dessa antipatia habitual de alguns tantos pelo Piauí. Tenho medo, muito medo do preconceito imbecil por minha Teresina, por meu Piauí. Tenho medo do bairrismo de outros estados contra o meu. Porque se é esse conceito - de nada - que meu país tem do meu estado, eu tenho medo é do meu país.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Nosso arco-da-aliança...
Fotografia: Sela e Cacá, Segóvia - Espanha
Pensando melhor, foi um final de inverno fabuloso. Houve desgaste, cobrança, momentos alegres, outros tensos, mas muita recomposição sentimental. Sorrimos, padecemos, choramos. Lavamos um monte de roupa suja e deixamos no capricho. Zeramos o cronômetro do ressentimento, da raiva, da intolerância. Não podíamos considerar outra opção que não fosse a homeostasia, o aconchego depois de tanta surra de palavras e ânimos alterados.
A aura daquele lugar era cheia de espiritualidade e humanismo, uma apoteose vazando fé por todos os cantos. Gente do mundo inteiro. Em todos os sentidos que olhava a cidade, pairava uma espécie de sobrenaturalidade, bons sentimentos aflorando na vontade ser melhor. Era o que eu sentia. E creio que assim era. Havia uma claridade esmagadora sobre meus olhos que chegava a doer, talvez sentisse o olhar embaçar, e foi assim onde me percebi mais humana e mais compreensiva. Foi lá - naqueles três meses - que enxerguei que sofrer podia ser bom. Seria meu fogo-fátuo e a minha catarse.
Santiago de Compostela, seu ladrilhos milenares, sua luz âmbar, sua história santa, sua hospitalidade... Impressionante que mesmo pequena e com seus noventa mil habitantes possui um ar cosmopolita, de vanguarda e de festividade de todos os gêneros. De lá partimos em nossas andanças pelo mundo... Cacá, eu e as viagens nas estradas da Espanha e Portugal, éramos cada vez mais frequentes. Três mosqueteiras. Sim, as viagens se tornaram dali em diante também o sujeito, nossa companheira fiel. Um dia em Porto, a admirar suas belezas esperando o disco flamejante se apagar nas águas do atlântico; outro a tocar as ondas geladas de La Coruña; outro a apreciar o mar azul de Vigo, e depois fazer umas comprinhas; outro atravessando os vales dourados se eclipsando aos tons violeta da região do El Bierzo; outro serpenteando as montanhas cobertas de neve... cores, cheiros, sensações...
Respirávamos poesia em cada poro. Desde que me entendo por gente sou uma viajante em potencial. Das primeiras paragens eu nunca esqueci. União no interior do Piauí foi a mais marcante de toda minha vida. Seria o início de muitas que ainda viriam, pois meus pensamentos já me transportavam continuamente aonde eu desejasse ir. Provavelmente por responsabilidade de Júlio Verne, e alguns livros infantis que povoaram meu terreno fértil e anódino. Eu era como uma mensageira de mim e dos meus devaneios pueris: planos, esperança, aventura, combustível... Imaginava a terra, o céu, a chuva, o pôr-do-sol, a luz da manhã... Idealizei muitas vezes a Espanha, a África, os EUA; como seria seu povo, sua cultura, sua língua? O fato de eu ser "durango kid" não minava minha convicção, ao contrário, só crescia. E eu acreditava... pensava e pensava: ainda vou desbravar tantos lugares, respirar o oxigênio mais longínquo que exista; não me importo com o dia e nem quando, eu irei!
As cidades se apresentaram a mim pelas novelas e pela minha coleção de selos. Hipnotizada eu adentrava na tela da tevê e naquela minúscula figurinha, eu me divertia. Além de sentir o lugar, parecia que o lugar também me sentia. Foram tantos os meus castelos de areia que o vento não levou. Todas as miragens e fábulas que percorri na infância, minha filha Catarina tem me proporcionado com muito carinho, e minha gratidão é sem tamanho. Cacá tem me feito feliz. Deu-me a realidade em vez do sonho. Recordo sua alegria ao me receber pela primeira vez em Madri, tinha as pupilas líquidas, chorava e me abraçava, e eu matava a saudade. Minha filha, cidadã do mundo. Confesso, ela me dá um orgulho danado! E nesse ir e vir fizemos parte da variada fauna de cada pueblo que esbarramos. E de uma coisa não esquecerei jamais: sonhos são realizáveis, basta mentalizá-los. Abriram-se em meu ser como úlcera na boca do estômago. Há remédio para isso? Sim. VIAJAR... Já disse Saramago que, o fim de uma viagem é apenas o começo de outra...
Pensando melhor, foi um final de inverno fabuloso. Houve desgaste, cobrança, momentos alegres, outros tensos, mas muita recomposição sentimental. Sorrimos, padecemos, choramos. Lavamos um monte de roupa suja e deixamos no capricho. Zeramos o cronômetro do ressentimento, da raiva, da intolerância. Não podíamos considerar outra opção que não fosse a homeostasia, o aconchego depois de tanta surra de palavras e ânimos alterados.
A aura daquele lugar era cheia de espiritualidade e humanismo, uma apoteose vazando fé por todos os cantos. Gente do mundo inteiro. Em todos os sentidos que olhava a cidade, pairava uma espécie de sobrenaturalidade, bons sentimentos aflorando na vontade ser melhor. Era o que eu sentia. E creio que assim era. Havia uma claridade esmagadora sobre meus olhos que chegava a doer, talvez sentisse o olhar embaçar, e foi assim onde me percebi mais humana e mais compreensiva. Foi lá - naqueles três meses - que enxerguei que sofrer podia ser bom. Seria meu fogo-fátuo e a minha catarse.
Santiago de Compostela, seu ladrilhos milenares, sua luz âmbar, sua história santa, sua hospitalidade... Impressionante que mesmo pequena e com seus noventa mil habitantes possui um ar cosmopolita, de vanguarda e de festividade de todos os gêneros. De lá partimos em nossas andanças pelo mundo... Cacá, eu e as viagens nas estradas da Espanha e Portugal, éramos cada vez mais frequentes. Três mosqueteiras. Sim, as viagens se tornaram dali em diante também o sujeito, nossa companheira fiel. Um dia em Porto, a admirar suas belezas esperando o disco flamejante se apagar nas águas do atlântico; outro a tocar as ondas geladas de La Coruña; outro a apreciar o mar azul de Vigo, e depois fazer umas comprinhas; outro atravessando os vales dourados se eclipsando aos tons violeta da região do El Bierzo; outro serpenteando as montanhas cobertas de neve... cores, cheiros, sensações...
Respirávamos poesia em cada poro. Desde que me entendo por gente sou uma viajante em potencial. Das primeiras paragens eu nunca esqueci. União no interior do Piauí foi a mais marcante de toda minha vida. Seria o início de muitas que ainda viriam, pois meus pensamentos já me transportavam continuamente aonde eu desejasse ir. Provavelmente por responsabilidade de Júlio Verne, e alguns livros infantis que povoaram meu terreno fértil e anódino. Eu era como uma mensageira de mim e dos meus devaneios pueris: planos, esperança, aventura, combustível... Imaginava a terra, o céu, a chuva, o pôr-do-sol, a luz da manhã... Idealizei muitas vezes a Espanha, a África, os EUA; como seria seu povo, sua cultura, sua língua? O fato de eu ser "durango kid" não minava minha convicção, ao contrário, só crescia. E eu acreditava... pensava e pensava: ainda vou desbravar tantos lugares, respirar o oxigênio mais longínquo que exista; não me importo com o dia e nem quando, eu irei!
As cidades se apresentaram a mim pelas novelas e pela minha coleção de selos. Hipnotizada eu adentrava na tela da tevê e naquela minúscula figurinha, eu me divertia. Além de sentir o lugar, parecia que o lugar também me sentia. Foram tantos os meus castelos de areia que o vento não levou. Todas as miragens e fábulas que percorri na infância, minha filha Catarina tem me proporcionado com muito carinho, e minha gratidão é sem tamanho. Cacá tem me feito feliz. Deu-me a realidade em vez do sonho. Recordo sua alegria ao me receber pela primeira vez em Madri, tinha as pupilas líquidas, chorava e me abraçava, e eu matava a saudade. Minha filha, cidadã do mundo. Confesso, ela me dá um orgulho danado! E nesse ir e vir fizemos parte da variada fauna de cada pueblo que esbarramos. E de uma coisa não esquecerei jamais: sonhos são realizáveis, basta mentalizá-los. Abriram-se em meu ser como úlcera na boca do estômago. Há remédio para isso? Sim. VIAJAR... Já disse Saramago que, o fim de uma viagem é apenas o começo de outra...quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Do Amor...
My God!, eu amo o Amor. Amo as pieguices e as insanidades do amor. O amor é meu remédio e meu alimento. Amo a falta de lógica do amor. Amo os ciúmes retrospectivos do amor. Amo as retóricas do amor. Amo as confidências e a estupidez do amor. Amo a emoção, a doação e as sensações do amor. Amo a leveza e a complicação do amor. O frio na boca do estômago, as mãos geladas, a respiração curta e rápida. Amo os insultos e as bobagens do amor. Amo o fetiche do amor... os olhares, a boca úmida, o engolir, o cheirar, o beber. Amo a idealização e a insensatez do amor. Amo os sussurros, os murmúrios, as palavras, os desejos, os planos, os sonhos, o caos. Amo o amaldiçoar, a raiva, a devoção do amor... Amo o soar do eu te amo... Amo, amo, amo: o AMOR. quinta-feira, 26 de novembro de 2009
AVE MARIA...
Enquanto teclo, ouço Ave Maria de Bach-Gounod. Não sei o que seria dos meus ouvidos se não pudessem viajar nessa obra primorosa, penso que eu seria uma pessoa pior. Hoje os meus sentimentos estão misturados, confusos, estou chateada. Absorvo muita coisa da minha casa, estou farta. Todos agem como se não precisassem da minha mão; mas que nada! Nesse momento sem meu apoio isso aqui virava uma bagunça literal. Sei que minha presença é crucial para a moral, os bons costumes e o emocional do núcleo. Mas quem tá descontente sou eu. Responsabilidade sobrecarrega. Gerir pessoas adoece. Sancta Maria... Sancta Maria... Mariiia...
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Numa tarde dessas...
A casa parece desabitada. Laly na faculdade, Mibibi ao sono dos justos, Doctor no batente, Chtiely viajando, Meury Popins ao médico. Duas percussionistas com saias vibrantes e lábios carnudos cor de urucum, viaaaajam... Meu olhar pousa - delicademente - no móvel que descansa a foto do casal a sorrirem um ao outro; estão defronte ao Grande Canal, em Veneza. Mais ao lado em outra foto, a matriarca em um momento só seu. Nossa!, o relógio me avisa que estou atrasada, mas abstraio o tic-tac enfadonho. Deste ângulo avisto a varanda, e logo depois dela, tons verdes das plantas harmonizam-se ao vermelho da alegre exória. O céu tece nuvens neon, o sol flameja no amerelo muro avivando o bailar azul da piscina. Ao fundo, uma senhora de olhar honesto pendura roupas no varal, ela parece ser tão bondosa! As roupas dançam.., é lindo! Aprecio o vento a embalar tanta poesia... Catatônica, dou-me conta do lusco-fusco; é quase noite, hora de ir pra casa. quinta-feira, 12 de novembro de 2009
P I A F, maravilhosa ! ! ! !
Sabe o que preciso? De um companheiro para assistir filmes de drama, comédia e romance que emocionam. Pode ser daqueles bem lacrimogênios com nó na garganta, recebendo cafuné acompanhado de um olhar doce enquanto o lenço macio seca minhas lágrimas. Cumplicidade... é isso. Nada mais que isso. Uma xícara de chá de erva-doce na temperatura das mãos e um ombro em doação a me amparar.quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A P A G Ã O
Meusamiiigos... vocês acreditam nessas loucuras que as autoridades estão nos fazendo descer goela abaixo sobre o APAGÃO de ontem? Pois eu nã nã ni nã nãnnnn... não mesmo. Para mim, foi SABOTAGEM! Seriam de Hackers? Ou de Terroristas? Ou dos próprios Poderosos? Ou de Alienígenas? Será que viajei? Só o tempo dirá.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Profundidade ou textura?
domingo, 8 de novembro de 2009
¡Una fotografia de mi hija para la alegria de mi domingo!
Devo confessar algo: detesto o domingo. Caramba!, que dia chato. Eu o mastigo na presa como uma vampira tentando sugar as horas. O domingo "chá de bosta" é pré-requisito pra blogar, assistir filme e conversar com minha princesa no msn. Ai, que saudade da Cacá... tá doendo fundo. Dói muito mais aos domingos.quarta-feira, 4 de novembro de 2009
"Saber amar é saber deixar alguém te amar..."
Há somente um grande motivo para viver: amar e ser amado. O AMOR é a única razão da nossa existência. Eis um dos meus três amores. Minha primogênita. Minha pequena grande estudante de fotografia. Te amo filhota!!!! Saúde e sucesso querida. Vivo e morro de saudade... Gostei muito dessa foto. PARABÉNS!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Híbrido...
É seu moço, algum leitor me acompanha, e é bom saber. Coisas ditas aqui, rasgadas, sangradas, esparramadas. Algumas vezes lidas. Tantas não lidas. Outras lidas e relidas. Por mim principalmente. Gosto de ler minhas linhas. Percebo depois coisas a ter evitado e muitas que faltaram. Meu consultório, minha terapia social. Viciei nesse lugar, mas está tão encalhado, caramba! Desabafar, escrever, lidar com as emoções. Sei que um lugar que pode ser lido por muito gente não pode ser encarado como privativo. E não é mesmo. São as nossas redes sociais imbricadas pelo mundo, nossas redes sociais que nos liberta de nós. E eu de mim...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
De Madrid à Galícia...
Fotografia: Selena; Segóvia - Espanha. Junho de 2009
Enquanto eu e Cacá viajamos "pelas Espanhas", ouvimos música e sentimos os cheiros. Puta que pariu, mas eu adoro os cheiros. Da chuva, da rua molhada, do mar, de mato, da brisa da manhã, da estrada, da noite fresquinha... e até dessa cor maravilhosa que evocou os meus sentidos. Ah!, as AMAPOLAS! Protagonizam qualquer paisagem... Sentir... Sonhar... Viver... Simples assim...terça-feira, 13 de outubro de 2009
D R A M A M A R D
Deus, ouça-me? Não deixe que meus gandes desejos se desfaçam pela indolência. Procrastino todos os meus sonhos mais aspirados. Pretendo coisas, emagrecer por exemplo é o mais cobiçado, porém não busco resultados e me torno árvore. Falta-me motivação. Não é fácil. Não está sendo fácil.
sábado, 10 de outubro de 2009
Carta na manga...
Como é que a gente faz pra amolecer um coração e alcançar uma mente que nunca se mostra?
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
M A R I D O
Nada que eu argumente finca bandeira em teu território árido. Por isso penso ser perda de tempo e fico aperreada demais. Vez em quando tenho vontade de dar marcha ré. Mas reflito: colocar - positivamente - as coisas que enxergo com maior amplitude é de ultra importância, ou deixará nosso núcleo descontente.
Honestamente não entendo! Qualquer pergunta, suposição, resposta, exposição ou idéia que eu tenha, será considerada não razoável e fora do senso comum, ou até pior: uma afronta pessoal. Há vinte anos, um dos lados autorizou e lavrou - arbitrariamente -, a ter razão. Sempre. Em todo tempo. Acaso ouviste falar sobre a alternância democrática das relações? Teu coração esteve fechado ao meu sentimento, e isso me bloqueou. Culpa tua? Culpa minha? Talvez. Mas daí penso... analiso o simples e o todo. E para mim, viver sem expectativas, sem emoção, sem pensar grande, sem acreditar, sem ousar, temendo frustrações: é o maior jeito de passar a vida em branco. Não sou daquelas que teme quebrar a cara. Muito pelo contrário. Tenho medo vasto é de não tentar e tentar... muitas vezes...
sábado, 3 de outubro de 2009
V I B R A N T E
A lua nasce em meu quintal. E nasceu. Como a luz dum farol. Linda, branca, familiar. Parece ter sido lavada com água e sabão... tal alvura a furar nosso zinco - já disse Caê. Perto de mim e espalhada no chão. Parada, voando, radiante, seguindo-me. O clarão vaza as árvores. Nasce esperança... meu coração canta. Bebo de ti - Óh clara, clara, clara - todos os amores e amantes de todos os tempos...
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
do bom humor...
Hoje eu tava morrendo de raiva desse calor dos inferrnooo quando a campainha toca. Minha amiga Bete desceu do busão - o digníssimo circular - e caminhou mais dez minutos até chegar em my house. É, eu moro aonde o vento faz a curva. Má rapais... Betinha entra na sala queimada do sol em plena 1 hora da tarde, cantando e dançando numa alegria sem fim: "Vida de pooobe é difícir é difícir cumo quê, vida de pobe é difícir é difícir cumo quê...". Taí, meu humor que tava a zero pulou para escala mil. Tem que saber viver a vida... Dá-lhe Bete miau véi!quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Música para nossos corações...
Cresci ouvindo tudo quanto foi tipo de música, de Elis a Golden Boys, de Caetano a Gonzagão, de Roberto Carlos a Vinícius, de Elvis a Beatles, de Carmina Burana a Orquestra Caravelli, de Sinatra a Albert Greene - este -, cantor de soul. Tantos e tantos outros vieram como uma avalanche de prazeres. Na idade mais tenra fui apresentada a um apetite melodioso onde eu jamais haveria de me divorciar, seria casamento indissolúvel. Na casa do vovô Oliveiros, pairava uma aura vibrante que subia pelas paredes, jorrava pelas janelas, corria o corredor e por todos os cantos. A musicalidade reinava, e eu era uma deveras menina cantarolante. Saltitava, dançava, pulava... Tirávamos som até das bacias da cozinha, lugar de reunião, cantoria, alegria e petiscos. Canções ao luar, palmas, violão e nós - o som subindo aos céus. Era mágico. Parecíamos uma grande família napolitana. De minha meninice para frente foi um caminho sem volta. Conheci Chico Buarque com os vinis das minhas tias; um Chico tão maravilhosamente brilhante em suas composições, mas ao mesmo tempo melancólico no olhar. Apaixonei-me por ele perdidamente! Não tinha outra saída para meus devaneios pueris, senão adentrar suas contas transparentes. Sim, eu me via refletida na retina de Chico - em minha sagaz imaginação, é claro. E eu pensava e pensava e pensava... em praias douradas, em ondas quebrando, em romance, em um amor para além da medida... Férias em União, interior do Piauí, casa da querida vovó Neném, momentos singelos e das maiores felicidades de minha existência. Adorava organizar as centenas de bolachões. Limpava, tirava o pó, mimava-os e ouvia, ouvia e viajava... Ah!, um lugarzinho bucólico e belo. Lá atrás. Tão longe no tempo; na minha memória, tão vivo.sábado, 19 de setembro de 2009
Em nossas vidas...
Há sempre uma música, um cheiro, uma palavra, um lugar, uma película que marca algum momento. Quantos filmes assisti desde a infância, quantas viagens fui capaz de fazer pela tela do cinema, pela janela do ônibus, pelo sentimento a arder como fogo lento... Quantos filmes me ensinaram alguma coisa. Quantas melodias - instantaneamente - fizeram surgir lágrimas em meus olhos. Pois é, acordei completamente persuadida pela música e comecei bem o dia. Dediquei-me ao Aznavour e a Rita Lee: estilos diferentes, línguas distintas, histórias diversificadas, mas amo cada um em sua essência, afinal quando se fala da música a reputação é de universalidade. Absorvo a sensibilidade da canção, o significado que ela traduz, a poesia e consigo invadi-la como uma penetra invade um show na hora dos "miseráveis". Esse foi meu show particular, Charles Aznavour cantou só para mim; Rita também. E viva a verdadeira música de qualidade! Grande manhã a minha.
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