La Coruña, Espanha - 2008
A ESPERA torna áspera a derme, o aguardo exacerba o dom, mas a paciência torna-se dádiva em mim. Esperar é ter esperança mesmo que o tempo pese ao passar. Pesa, despreza. Desesperança é perda, é falta; desespero é destempero, é colera. A espera é minha divina tolerância. Perseverança reina sóbria sobre o tempo da esperança que - não se conjuga - nem com o pesar das horas, nem com o passar dos anos. A esperança é em si palavra bruta. Não deriva. Não desiste. Nem que passe o tempo. Nem que pese por muito tempo.

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