quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Descobri que gosto dos clichês

Bem, dou-lhe uma... deleite é lembrar das coisas gostosas que passamos, também das lições que aprendemos... se bom ou ruim de alguma maneira marcaram fundo. O primeiro jardim, a infância, o primário, o ginásio, os colegas, os amigos, as decepções, os medos, os beijos, enfim... a faculdade, nem que esta tenho sido prestada apenas dois semestres, ainda assim assinalou pra mim uma etapa deliciosa. Na verdade, dou importância valorativa para momentos que foram bons, e eles são fugazes, volatilizam com o sopro do vento. Não consigo segurar. Ah, que raiva! Queria prendê-lo na mão. Dá uma saudade danada, bolas sou assim. Gosto disso. De recordar prazeres. As paragens em cada recôndito de uma cidade qualquer desse mundão de meu Deus. As viagens interiores: aquelas em qual entrei e me enxerguei com o poder de um raio xis. Xiii... eu me vi. É, eu me vi. De ponta a ponta. Inteira e aos pedaços. Mas sou eu. Aprendiz do tempo. E mudando de pato pra ganso, o ano se inicia veloz... estou com o maior gás. A sensação é que o tempo tem tempo. Tenho que me agarrar ao que acredito. Entonces, há de chegar o tempo que espero, e que venha para sempre o que não é eterno, mas que seja com graça, fé e razão de viver.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Nada melhor...

O luar hoje, de uma alvura singular, noite linda de segunda-feira, início da semana, banhou a cidade... democraticamente. E foi exatamente o que senti... felicidade! É que uma borboleta voou em meu estômago. Finalmente pra mim agora o ano começou.

domingo, 11 de janeiro de 2009

com toda força...

Choveu!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Música é Vida Interior...

Gentêe! Ouvir música pra mim é quase uma religião, uma das maiores fontes de liberdade... perfuma o dia, o sol, a noite, a mente e o espírito. Fala-se que quando cantamos chegamos perto de Deus. No entanto, só o fato de me embalar na sonoridade me sinto mais próxima d'Ele, não apenas pela variedade musical, mas especialmente por me invadirem o coração. Hoje é um daqueles tantos dias em que letras e sons melodiosos me ocupam de uma forma indescritível. A voz que encanta e fala, o som que me transporta e calo. Então reflito e me afundo... fico impressionada com o poder que a vibração me devora, comprime e mói, especialmente quando toca absoluto e me consome como a fumaça do cigarro que se dissipa entre os dedos... a música me provoca e esmaga, mas ao mesmo tempo me pare de mim. Saio das minhas entranhas e renasço... para a LUZ... Existem coisas em minha vida com a sutileza da metafísica. Coisas que não sei explicar... -----------------------------------------------------------------------Basta um clique no play para ouvir James Last & Gheorghe Zamfir - The Lonely Shepherd ----------------------------------------------------"Música é vida interior; e quem tem vida interior, jamais padecerá de solidão"... Artur da Távola

domingo, 4 de janeiro de 2009

SEM PALAVRAS

eternamente Maysa... eternamente intensa ! ! !

sábado, 3 de janeiro de 2009

de ser feliz

Não desistirei, nunca mesmo, de ser afortunada de alegria. Vejo a humanidade atrelada aos prazeres do dinheiro e da carne e esquecem realmente o que traz a verdadeira felicidade. Dia desses li em algum lugar que a felicidade nada mais é que sabedoria. Refletindo sobre sabedoria e felicidade, percebo que um valor calha ao outro. Bendigo os sábios, pois são felizes! Porém nem todos nós avaliamos a felicidade a uma qualidade de espírito; um momento se está feliz, noutro se está triste. Para mim, a verdade é que, posso estar triste mas ainda assim ser feliz. O estado de contentamento não deve ser associado a coisas externas - ou seja, a objetos, ao status, ao dinheiro, ou as pessoas que nos cercam. Felicidade não é uma ilusão, é algo mais simples do que se pensa, e um bem alcançável. É a ventura de conquistar o sucesso pessoal: sucede do trabalho interior e de uma decisão subjetiva e intransferível. Sou abençoada... sou feliz por minha única e irrevogável opção.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

de escrever...

Escrevo por necessidade, por falta dela, porque desejo chegar em algum lugar ou a lugar algum. Escrevo porque meus dedos nervosos sangram e cospem o que sinto... da alegria ao aborrecimento, do ensaio e do erro, da experiência e um pouco de tudo. Escrevo porque existo! Porque não estou presa nem refugiada. Porque sou livre pra deixar voar meu sentimento na horizontalidade da tela. Escrevo especialmente para mim, mas também para o outro que pode vir a ler minhas tentativas de acertos. Escrevo para observar minha insensatez, minha lógica e as coisas que mudam de lugar aqui dentro. Tenho sede das palavras. Sede da vida que se consome veloz. Sede da saudade... da menina que me habitou um dia. Da pessoa melhor que sou, que posso vir a ser... Tenho sede... de beber vocábulos em uma taça generosa de vinho rubro, e em cada gole ter o dom de decifrar sua linguagem. Tenho sede da efemeridade da escrita; e esta, já foi. Um brinde! Até a próxima.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

desejar o bom e agradecer o bem... e nada mais além...

A meus filhos,

meu marido,

e minha grande família

Pq senti que Deus mandaria vocês para mim...

Pq tenho seus sorrisos na curva das minhas mãos...

Pq tenho suas vozes amplificadas, perdidas e achadas aqui dentro...

Pq olhar pra vocês me alarga a vida...

Pq tocar vocês me enche de esperança...

Pq vocês bebem minhas lágrimas...

Pq é por vocês que consegui enxergar minha cegueira...

Pq eu sou só saudade e nada mais...

Pq também eu sou bem-querer e tudo mais...

Pq ficarei por aqui na mesma diferente caminhada...

Pq hoje minha calma transpassa meu coração...

Pq minhas urgências são desnecessárias...

Pq essa sensação de finitude tem uma linha sutil...

Pq 2009 promete recomeço e acertos...

Pq todas as palavras que ainda me prendem, eu as devoro...

Pq a fé não será minha contramão...

Pq a esperança e a confiança serão a minha direção...

Pq nossos laços jamais se afrouxam...

Pq essa completude vem do cosmo...

Pq o que é cósmico foge a nossa compreensão...

Pq basta viver...

Pq eu não tenho medo de gritar o verbo...

AMO todos voces...

eu amo...
eu amo...
eu amo...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Boas Festas...

O Natal é por um lado uma celebração religiosa, mas também a época do ano em que deixo um pouco de lado as preocupações do dia a dia... pra reavivar meu espírito de solidariedade, pra reorganizar meu caos interior, pra sorrir ao outro, pra renascer minhas boas ações, pra ser mais compreensiva, pra entender mais e melhor que essa data precisa ser exercitada no decorrer do ano que se renova... Na afetividade aos meus familiares e meu semelhante... pra fazer chegar a todos que amo, os meus melhores desejos.
Feliz Natal

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

expressando emoções...

Quando me lanço em um texto, agrada-me construir figuras de linguagem, sinto que a escrita enriquece e se torna leve e afetiva. Deslizo no papel contando algo a partir de representações que desenho com palavras. Gosto muito de trabalhar com o sentido figurado das coisas. Dou forma ao eu lírico do qual posso exprimir na simples frase: O brilho da vida às vezes se encobre nos pormenores... (a frase é minha). A mesma calha ao que desejo imprimir, ao esplendor e a alegria esfuziante de viver, mas, também, aos contratempos e desenganos. Sentidos contraditórios que envolvem ser e estar e suas implicações. De um lado a luz; do outro a opacidade. Mas o mais interessante é que, além de usar na escrita essa forma de empregar a linguagem, não raro a uso na comunicação coloquial, a falada em meu cotidiano. Sempre me pego metaforizando e criando imagens. Acho elegante. Valoriza o que escrevo ou digo, embora tenha todo um charme essas ditas cujas. Faz parte de mim.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Modelo de amor ou fruto da imaginação?

Romeu e Julieta, o sentimento sublime do amor maior não concretizado em sua última instância: casar, constituir família, ter filhos, netos e envelhecer juntos. Por esse motivo tal amor esteja substantivado em nossa memória há séculos sem fim como perfeito. Eles morreram sem passar pelos perrengues, não tiveram tempo de vivenciar o prazer, ou se amargurar das desilusões do relacionamento a dois. Nem Romeu nem Julieta se estressaram ou deixaram a desejar um com o outro. Também não foram infiéis e nem administraram a relação. Não cuidaram de filhos doentes, nem passaram noites em claro a esperar um dos amados. Também não cortaram dobrados com filhos aborrecentes. Romeu nunca ficou de frente pra TV, assistindo futebol e fazendo “alterocopismo”. Julieta não teve tempo de engordar e perder a bela forma física. Esse foi e será para sempre o amor surreal que nunca tirou as devidas lições. Não tiveram tempo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

S A L G A D A S

Lágrimas pulam em meu rosto feito brasas. Do direito postulado de vazar minha dor.
Lágrimas caem de mim em doces beijos. Da alegria que me aquieta e me define.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

a poesia da vida...

Ah! Apetece-me vaguear, contemplar a cortina violeta do céu que cora, que conduz o lusco-fusco da tarde, onde acendem as luzes da cidade e as de Natal. Crianças brincam na rua, os transeuntes visitam as praças, os solitários vagueiam, os apaixonados se afogam de vinho, os aflitos dobram os joelhos ao fim do dia, as igrejas pregam a verdade, os restaurantes se preparam para receber os clientes, a noite recomeça... À hora em que pessoas voltam do trabalho para suas casas, em que o habitual regressa, onde todos se encontram para o jantar. Aconchego e calor. Lar. Família. Filhos. Valores. Cuidar dessa instituição. Dividir para somar. Dialogar... contar o dia ao outro... encontro e abraço. Do cotidiano. Vulgar. Repetidas vezes, mas nunca iguais... da imprevisibilidade e da esperança... da afetividade fecunda no riso santificado. Das bênçãos. Da manifestação genuína do amor em busca de consciência e liberdade de cada um. Do respeito às diferenças. Do bem para o bem... é simples... e é tanto...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A maior humilhação da Criação

Em qual dimensão compartilhamos nosso olhar do olhar de quem sabe o pouco tempo que tem? Espaço? Momentos? Destino? Talvez não exista a distância, mas apenas o silêncio. Emudecidos e solitários os olhares se cruzam. Um que atravessará o túnel; outro que entornará.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

V I E S T E

Meus sentidos ficaram espertos porque chegaste. E como quem não quer nada, deste teu recado. Faltou energia, a casa ficou do jeitinho que eu gosto: escura e envolvida pelo azul elétrico. Vieste calada e a fórceps. Pausada e avassaladora. Sorrindo com o vento e cantando pra mim. Daquela mesma maneira sequiosa que tanto te esperei quando menina, e que o dia seguinte tinha cor de limpeza. Vieste brava e alegre. A pisar o telhado, a invadir a janela e me cuspir a cara. Vieste porque tanto gritei por ti. Porque tudo tem tempo e hora. Vieste. Com a explosão e a força da natureza que me faz viva. E então... Imperativa. Cheirosa. Caudalosa. Renovada... Vieste.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

S E I V A

a paixão. louca. a boca. escarlate. sedenta. no falo.

sábado, 22 de novembro de 2008

do amor ao ódio; da resignação à LUZ...

No princípio quem sempre aplaudiu foi eu. Fui alegre e triste e depois fui de novo alegre e triste. Doação sem condições. Dor? Das mais cortantes. Saudade? Moeu os ossos da alma, das coisas vividas e das não vividas. Afeto? Dos afetos sou, afetuosa me refaço.
Já chorei tanto que queimou a pele do meu rosto. Ridiculamente possessiva um dia fui. Intensamente lasciva, também fui. Fui paixão tirana e vaporizei meu eu. Escancarei gargalhada de faltar o fôlego dentro da boca dele. Também já beirei o precipício e fui tragada anti-o-vácuo.
O verbo bradei aos quatro cantos a explodir meus pulmões que de amor não me cabia IMENSO... Imediatismo era minha vã filosofia, dei com os burros n'água e o Caos me harmonizou. Hoje sou feita da paciência. Da espera. Do sereno.
Quem sempre fez festa pra ele e por ironia do destino a derradeira, a saber, fui eu. Fui rumo, desvio e cólera. Fui âncora, choro e ritmo. Fui a bendita e a desdita. A santa e a puta. Fui personagens dos livros que li. Dos filmes e novelas que assisti. De tudo que observei. De tudo que vivi. De tudo que ri.
Fui a explosão da escrita, da voz e do silêncio. Da traição que sangrou, e do perdão que coagulou. Ora sensibilidade, ora pedra. Sangria e homeostasia. Padecimento e prazer. De tudo um pouco. Do sentimento requentado e absolvido. Revelado a si.... revela-se. E esta que vos fala, com dor e analgesia, ora perdida, ora encontrada, ainda sou eu...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O Amor está no AR ! ! ! ! ! ! ! !

John Paul Yong - Love Is In The Air Bateu-me hoje aquela vontadezinha de cantar aos quatro ventos essa música...

O poder das mãos...

Fotografia: Praia do Espinho, Porto - PortugalDas mãos que: observam-se, preparam-se, comprometem-se, unem-se, confessam-se, perdoam-se, libertam-se, contemplam-se, consagram-se... Escrevem o amor...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Seu Santo Nome está gravado na palma de tuas mãos

Porque todas as vezes que juntas as mãos é para abençoar as coisas que Deus te presenteou: a vida, a saúde, a luz, a fé, a família, a natureza, a gratidão...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Meu filho Pedro...

Que tem o coração do tamanho do universo
Que alegra a casa
Que faz a diferença em minha vida
Que faz do meu mundo poesia
Que planta uma árvore e nunca esquece de regar
Que me faz viva
Que me eleva para perto de Deus
Que aconchego em meus braços, mas cresce a cada instante
Que ontem foi meu bebê, hoje é um rapazinho, mas ainda é o mesmo
Que desliza entre meus dedos e recua em seguida
Que me liberta, me aprisiona, mas renasce em mim
Que mostro o caminho do bem
Que me amadurece setenta vezes
Que me torna uma pessoa melhor
Que me ensina a ser tudo
Que nunca me faz desistir

Que daqui uns dias será dos braços do mundo
Que há quatorze anos me dá a sensação indescritível de ouvir a palavra: Mãe.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Que baixe em mim a Samantha ! ! !

Sexta-feira. Dia de faxina braba. É o que minha casa precisa há um punhado de dias. Daquelas de aspirar o pó da parede e espremer o assoalho, com água, sabão e alvejante. Bem, eu poderia mentir aqui pra vocês se dissesse que adoro dançar com a fregona no chão da casa, ora pois, não animo não; porém, se for ouvindo uma boa música até que dá pra enfrentar a labuta.
Quando se trata do cheirinho de limpeza se espalhando pelo ar, aí sim, desce a ínfima coragem de encarar a sujeira de frente. Mas, também, é nesse momento que me lembro da Feiticeira, uma das minhas prediletas da infância. Ela era educada, linda, elegante e bondosa. Tinha super-poderes, um casamento perfeito, filhos perfeitos, mas ainda assim tocava a vida como uma reles mortal. Claro, que Endora - sua mãe, fazia as tantas bruxarias para minar seu casamento, mas neste campo o amor sempre falou mais alto.
Eu adorava imitá-la quando torcia o nariz para desfazer algum feitiço ruim de sua aloprada mãe. Ah, meus amigos!, quando menina, juro que tentei aprender aquele charmoso gesto a qualquer custo. Imaginem! Em questões de segundos, torcer a boca e o nariz e consertar algumas coisas das nossas vidas: as mal feitas, as não feitas e as feitas da forma errada. No entanto, nenhum feitiço é melhor que o tempo rei. E os clichês? Servirão para colorir o feitiço que é viver.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

das sombras...

Logo nos primeiros anos, descobri nele algo em que eu não conseguia alcançar, uma certa reserva, uma alma fechada à mim. Sua bolha silenciosa me dizia: "Só até esta linha, meu amor, não mais. Aqui, sou só eu, não cabe você...

Eu

Simplesmente Selena