Bem, dou-lhe uma... deleite é lembrar das coisas gostosas que passamos, também das lições que aprendemos... se bom ou ruim de alguma maneira marcaram fundo. O primeiro jardim, a infância, o primário, o ginásio, os colegas, os amigos, as decepções, os medos, os beijos, enfim... a faculdade, nem que esta tenho sido prestada apenas dois semestres, ainda assim assinalou pra mim uma etapa deliciosa. Na verdade, dou importância valorativa para momentos que foram bons, e eles são fugazes, volatilizam com o sopro do vento. Não consigo segurar. Ah, que raiva! Queria prendê-lo na mão. Dá uma saudade danada, bolas sou assim. Gosto disso. De recordar prazeres. As paragens em cada recôndito de uma cidade qualquer desse mundão de meu Deus. As viagens interiores: aquelas em qual entrei e me enxerguei com o poder de um raio xis. Xiii... eu me vi. É, eu me vi. De ponta a ponta. Inteira e aos pedaços. Mas sou eu. Aprendiz do tempo. E mudando de pato pra ganso, o ano se inicia veloz... estou com o maior gás. A sensação é que o tempo tem tempo. Tenho que me agarrar ao que acredito. Entonces, há de chegar o tempo que espero, e que venha para sempre o que não é eterno, mas que seja com graça, fé e razão de viver. quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Descobri que gosto dos clichês
Bem, dou-lhe uma... deleite é lembrar das coisas gostosas que passamos, também das lições que aprendemos... se bom ou ruim de alguma maneira marcaram fundo. O primeiro jardim, a infância, o primário, o ginásio, os colegas, os amigos, as decepções, os medos, os beijos, enfim... a faculdade, nem que esta tenho sido prestada apenas dois semestres, ainda assim assinalou pra mim uma etapa deliciosa. Na verdade, dou importância valorativa para momentos que foram bons, e eles são fugazes, volatilizam com o sopro do vento. Não consigo segurar. Ah, que raiva! Queria prendê-lo na mão. Dá uma saudade danada, bolas sou assim. Gosto disso. De recordar prazeres. As paragens em cada recôndito de uma cidade qualquer desse mundão de meu Deus. As viagens interiores: aquelas em qual entrei e me enxerguei com o poder de um raio xis. Xiii... eu me vi. É, eu me vi. De ponta a ponta. Inteira e aos pedaços. Mas sou eu. Aprendiz do tempo. E mudando de pato pra ganso, o ano se inicia veloz... estou com o maior gás. A sensação é que o tempo tem tempo. Tenho que me agarrar ao que acredito. Entonces, há de chegar o tempo que espero, e que venha para sempre o que não é eterno, mas que seja com graça, fé e razão de viver. segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
Música é Vida Interior...
domingo, 4 de janeiro de 2009
sábado, 3 de janeiro de 2009
de ser feliz
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
de escrever...
Escrevo por necessidade, por falta dela, porque desejo chegar em algum lugar ou a lugar algum. Escrevo porque meus dedos nervosos sangram e cospem o que sinto... da alegria ao aborrecimento, do ensaio e do erro, da experiência e um pouco de tudo. Escrevo porque existo! Porque não estou presa nem refugiada. Porque sou livre pra deixar voar meu sentimento na horizontalidade da tela. Escrevo especialmente para mim, mas também para o outro que pode vir a ler minhas tentativas de acertos. Escrevo para observar minha insensatez, minha lógica e as coisas que mudam de lugar aqui dentro. Tenho sede das palavras. Sede da vida que se consome veloz. Sede da saudade... da menina que me habitou um dia. Da pessoa melhor que sou, que posso vir a ser... Tenho sede... de beber vocábulos em uma taça generosa de vinho rubro, e em cada gole ter o dom de decifrar sua linguagem. Tenho sede da efemeridade da escrita; e esta, já foi. Um brinde! Até a próxima.quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
desejar o bom e agradecer o bem... e nada mais além...
A meus filhos,
meu marido,
e minha grande família
Pq senti que Deus mandaria vocês para mim...
Pq tenho seus sorrisos na curva das minhas mãos...
Pq tenho suas vozes amplificadas, perdidas e achadas aqui dentro...
Pq olhar pra vocês me alarga a vida...
Pq tocar vocês me enche de esperança...
Pq vocês bebem minhas lágrimas...
Pq é por vocês que consegui enxergar minha cegueira...
Pq eu sou só saudade e nada mais...
Pq também eu sou bem-querer e tudo mais...
Pq ficarei por aqui na mesma diferente caminhada...
Pq hoje minha calma transpassa meu coração...
Pq minhas urgências são desnecessárias...
Pq essa sensação de finitude tem uma linha sutil...
Pq 2009 promete recomeço e acertos...
Pq todas as palavras que ainda me prendem, eu as devoro...
Pq a fé não será minha contramão...
Pq a esperança e a confiança serão a minha direção...
Pq nossos laços jamais se afrouxam...
Pq essa completude vem do cosmo...
Pq o que é cósmico foge a nossa compreensão...
Pq basta viver...
Pq eu não tenho medo de gritar o verbo...
AMO todos voces...
eu amo...segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Boas Festas...
O Natal é por um lado uma celebração religiosa, mas também a época do ano em que deixo um pouco de lado as preocupações do dia a dia... pra reavivar meu espírito de solidariedade, pra reorganizar meu caos interior, pra sorrir ao outro, pra renascer minhas boas ações, pra ser mais compreensiva, pra entender mais e melhor que essa data precisa ser exercitada no decorrer do ano que se renova... Na afetividade aos meus familiares e meu semelhante... pra fazer chegar a todos que amo, os meus melhores desejos. Feliz Natalterça-feira, 16 de dezembro de 2008
expressando emoções...
Quando me lanço em um texto, agrada-me construir figuras de linguagem, sinto que a escrita enriquece e se torna leve e afetiva. Deslizo no papel contando algo a partir de representações que desenho com palavras. Gosto muito de trabalhar com o sentido figurado das coisas. Dou forma ao eu lírico do qual posso exprimir na simples frase: O brilho da vida às vezes se encobre nos pormenores... (a frase é minha). A mesma calha ao que desejo imprimir, ao esplendor e a alegria esfuziante de viver, mas, também, aos contratempos e desenganos. Sentidos contraditórios que envolvem ser e estar e suas implicações. De um lado a luz; do outro a opacidade. Mas o mais interessante é que, além de usar na escrita essa forma de empregar a linguagem, não raro a uso na comunicação coloquial, a falada em meu cotidiano. Sempre me pego metaforizando e criando imagens. Acho elegante. Valoriza o que escrevo ou digo, embora tenha todo um charme essas ditas cujas. Faz parte de mim.sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Modelo de amor ou fruto da imaginação?
Romeu e Julieta, o sentimento sublime do amor maior não concretizado em sua última instância: casar, constituir família, ter filhos, netos e envelhecer juntos. Por esse motivo tal amor esteja substantivado em nossa memória há séculos sem fim como perfeito. Eles morreram sem passar pelos perrengues, não tiveram tempo de vivenciar o prazer, ou se amargurar das desilusões do relacionamento a dois. Nem Romeu nem Julieta se estressaram ou deixaram a desejar um com o outro. Também não foram infiéis e nem administraram a relação. Não cuidaram de filhos doentes, nem passaram noites em claro a esperar um dos amados. Também não cortaram dobrados com filhos aborrecentes. Romeu nunca ficou de frente pra TV, assistindo futebol e fazendo “alterocopismo”. Julieta não teve tempo de engordar e perder a bela forma física. Esse foi e será para sempre o amor surreal que nunca tirou as devidas lições. Não tiveram tempo. quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
S A L G A D A S
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
a poesia da vida...
Ah! Apetece-me vaguear, contemplar a cortina violeta do céu que cora, que conduz o lusco-fusco da tarde, onde acendem as luzes da cidade e as de Natal. Crianças brincam na rua, os transeuntes visitam as praças, os solitários vagueiam, os apaixonados se afogam de vinho, os aflitos dobram os joelhos ao fim do dia, as igrejas pregam a verdade, os restaurantes se preparam para receber os clientes, a noite recomeça... À hora em que pessoas voltam do trabalho para suas casas, em que o habitual regressa, onde todos se encontram para o jantar. Aconchego e calor. Lar. Família. Filhos. Valores. Cuidar dessa instituição. Dividir para somar. Dialogar... contar o dia ao outro... encontro e abraço. Do cotidiano. Vulgar. Repetidas vezes, mas nunca iguais... da imprevisibilidade e da esperança... da afetividade fecunda no riso santificado. Das bênçãos. Da manifestação genuína do amor em busca de consciência e liberdade de cada um. Do respeito às diferenças. Do bem para o bem... é simples... e é tanto... quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
V I E S T E
Meus sentidos ficaram espertos porque chegaste. E como quem não quer nada, deste teu recado. Faltou energia, a casa ficou do jeitinho que eu gosto: escura e envolvida pelo azul elétrico. Vieste calada e a fórceps. Pausada e avassaladora. Sorrindo com o vento e cantando pra mim. Daquela mesma maneira sequiosa que tanto te esperei quando menina, e que o dia seguinte tinha cor de limpeza. Vieste brava e alegre. A pisar o telhado, a invadir a janela e me cuspir a cara. Vieste porque tanto gritei por ti. Porque tudo tem tempo e hora. Vieste. Com a explosão e a força da natureza que me faz viva. E então... Imperativa. Cheirosa. Caudalosa. Renovada... Vieste.segunda-feira, 24 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
do amor ao ódio; da resignação à LUZ...
No princípio quem sempre aplaudiu foi eu. Fui alegre e triste e depois fui de novo alegre e triste. Doação sem condições. Dor? Das mais cortantes. Saudade? Moeu os ossos da alma, das coisas vividas e das não vividas. Afeto? Dos afetos sou, afetuosa me refaço. Já chorei tanto que queimou a pele do meu rosto. Ridiculamente possessiva um dia fui. Intensamente lasciva, também fui. Fui paixão tirana e vaporizei meu eu. Escancarei gargalhada de faltar o fôlego dentro da boca dele. Também já beirei o precipício e fui tragada anti-o-vácuo. O verbo bradei aos quatro cantos a explodir meus pulmões que de amor não me cabia IMENSO... Imediatismo era minha vã filosofia, dei com os burros n'água e o Caos me harmonizou. Hoje sou feita da paciência. Da espera. Do sereno. Quem sempre fez festa pra ele e por ironia do destino a derradeira, a saber, fui eu. Fui rumo, desvio e cólera. Fui âncora, choro e ritmo. Fui a bendita e a desdita. A santa e a puta. Fui personagens dos livros que li. Dos filmes e novelas que assisti. De tudo que observei. De tudo que vivi. De tudo que ri. Fui a explosão da escrita, da voz e do silêncio. Da traição que sangrou, e do perdão que coagulou. Ora sensibilidade, ora pedra. Sangria e homeostasia. Padecimento e prazer. De tudo um pouco. Do sentimento requentado e absolvido. Revelado a si.... revela-se. E esta que vos fala, com dor e analgesia, ora perdida, ora encontrada, ainda sou eu... quinta-feira, 20 de novembro de 2008
O Amor está no AR ! ! ! ! ! ! ! !
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Seu Santo Nome está gravado na palma de tuas mãos
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Meu filho Pedro...
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Que baixe em mim a Samantha ! ! !
Sexta-feira. Dia de faxina braba. É o que minha casa precisa há um punhado de dias. Daquelas de aspirar o pó da parede e espremer o assoalho, com água, sabão e alvejante. Bem, eu poderia mentir aqui pra vocês se dissesse que adoro dançar com a fregona no chão da casa, ora pois, não animo não; porém, se for ouvindo uma boa música até que dá pra enfrentar a labuta. Quando se trata do cheirinho de limpeza se espalhando pelo ar, aí sim, desce a ínfima coragem de encarar a sujeira de frente. Mas, também, é nesse momento que me lembro da Feiticeira, uma das minhas prediletas da infância. Ela era educada, linda, elegante e bondosa. Tinha super-poderes, um casamento perfeito, filhos perfeitos, mas ainda assim tocava a vida como uma reles mortal. Claro, que Endora - sua mãe, fazia as tantas bruxarias para minar seu casamento, mas neste campo o amor sempre falou mais alto. Eu adorava imitá-la quando torcia o nariz para desfazer algum feitiço ruim de sua aloprada mãe. Ah, meus amigos!, quando menina, juro que tentei aprender aquele charmoso gesto a qualquer custo. Imaginem! Em questões de segundos, torcer a boca e o nariz e consertar algumas coisas das nossas vidas: as mal feitas, as não feitas e as feitas da forma errada. No entanto, nenhum feitiço é melhor que o tempo rei. E os clichês? Servirão para colorir o feitiço que é viver. 









