sábado, 25 de abril de 2009

Eu bem sei...

Quem se atreve a fazer um blog se deixa na mira do outro. Sim, é verdade. Esponho-me muito e, às vezes, a franqueza é incômoda. Explicitar sentimentos é para quem tem coragem de dar a cara a tapa, gera juízo de valor e pior, eu não me importo nada com isso. Dou-lhes a outra face, mas por favor, bata devagar, pois meu lado bom é muito bom, mas meu lado ruim, esse é péssimo. Deliberadamente, apetece-me trabalhar com as palavras sobre fatos e coisas. Preocupar-me com meus escritos por causa da exposição suprimirá alguma carência e sinceridade, aí não rola. Mas contrapondo “tanta” exposição, sou das reservas; não gosto de balbúrdia, pitis para "causar", boates, fumaça de maria joana, raves, gente xiliquenta e escrotice pra se mostrar simpático.
Gosto de sorrisos largos e cheios de emoção. E nada é tão gostoso quando estamos em comunhão com a natureza, a família, o cosmo. Tudo funciona em harmonia e a pleno vapor. Nasce a inspiração e me derramo feito sangria. Só consigo engatinhar neste espaço se for com transparência e honestidade, caso contrário, hasta luego baby! Cheguei a uma maturidade de minha vida que enxergo mais, entendo mais, compreendo mais, é tudo simples e claro. Se para alguns me escancaro além da medida; a medida eu a faço. Aos que não digerem essa ânsia que tenho de me lançar fora de mim: paciência. Não quero embotar de vez nem perder minha essência, minhas convicções, minha energia vital, minha doçura.
Nesse caso, cada qual no seu quadrado e com seus conceitos entorpecidos, todavia, satisfaço-me com essas teclas, elas movem-me as mãos. Sou realista, otimista, um olho no gato outro no peixe, e não faço tipo. Não finjo se está bom se não está, não digo que amo sem amar, não me faço boazinha sem ser, não gozo com o pau dos outros. E quer saber? Chega desse papo furado pra encher lingüiça. Meu muitíssimo obrigada aos 36 acessos de um pleno sábado. Até agora 04h01min da madrugada aqui na Espanha, e 23h01min aí em Teresina-Brasil. Putz... radicalizei... texto grande né?! Entonces, abstraiam-me pessoas, hoje fiquei putiada da vida. (rs)
E parabéns Kit Lis linda!!! Levarei o chocolate suíço que me pediu.
Besos... besos... besos...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Passando a vida a limpo

"Navegar é preciso; Viver não é preciso". Essa frase célebre de Fernando Pessoa, leva-me a pensar em lugares por meus olhos nunca vistos e por mim jamais explorados. Serve-me à via de reflexão: sobreviver sem viver não paga a pena. Fato este acontecido em minha história há um bom tempo, no entanto, hoje, quero mais que somente coexistir, anseio aproveitar dessa viagem intensamente, especialmente as quais são para dentro. Careço de ir mais além, conhecer os vales de mim, redescobrir-me adulta com jeito criança, moleca, criativa, sem nóias. Quero compreender os porquês da vida e alcançar o entendimento, questionar-me em cada nova fronteira de alguma paragem e poder me surpreender cada vez mais. O cotidiano pode ser rico e posso me contagiar com os detalhes mesmo com tantas renúncias. Digo-me: "Não leve a vida tão a sério Sela, ela pode ser gloriosa, oportunize o momento. A borboleta necessita sair do casulo, a liberdade a aguarda e é tão breve! Voe longe ou perto, enfim... voe... Suas asas parecem frágeis, mas são tão mais belas hoje!"... Assim como as borboletas me transformo... em algo melhor. Esperança é o antídoto certo para qualquer tristeza que se achegue, exige o esforço da entrega até que se encaixem os trilhos. Licenciar-se para renovar, ao menos uns tempos fora de casa: tudo tem seu preço. Mas eu nunca disse que viver seria fácil!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

da complementaridade...

"Eu tô dando tudo de mim; juro que tô!"... "Não Exageeera hein!" Um errinho de nada pode deixar um par de olhos mais brilhantes que são? Pode ué, pois deixou! Chico "causa"! Até errando é todo lirismo, charme, tesão e apaixonante. Ó céus, que lindo olhar! Oblíquo, sedutor, pidão de garoto travesso. E Caetano então, com essa voz açucarada e melodiosa nesse jogo de palavras, my God! Que letra! Que música! Que poetas! Porque Chico Buarque é único e sem par, mas Caetano pra mim é gênio! As duas metades da laranja. Sensacional! Mil!!!

terça-feira, 14 de abril de 2009

dos escafandros de nós...

Dia desses, minha irmã escreveu na frase do MSN a palavra “Escafandrista”. Soou-me feia e estranha. Mais tarde, por acaso, ouvindo meu Chiquito, o Buarque, ouço novamente a danada da palavra. Fui pro dicionário on-line descobrir o significado: Mergulhador que usa escafandro; armadura de borracha e ferro usada para trabalho em grande profundidade aquática.
Lá vou eu com minha mania de reflexão e logo pensei: É, somos naturalmente escafandristas. Vestimos uma carapaça por pura autopreservação, temos medo de ser golpeados e de sentir qualquer tipo de dor, já que a dor vem atrelada de sofrimento. E continuei matutando... Sou uma “puta” escafandrista da vida e perco muito mais do que ganho. Esse ficar alheio é fuga perdida no tempo, permanecer dentro do casulo não me permite conhecer, me jogar, ousar, entender, encarar os fatos de frente... Evito o que me é caro e imprescindível, tanto ao prazer quanto aos obstáculos. Satisfação sem liberdade há? Digo que não. Liberdade sempre! Mesmo que a duras penas.
Os seres humanos são mais ou menos assim, escafandristas eventuais, criam um programa mental e seguem o dia-a-dia presos em suas próprias armaduras. Mas mais adiante ficamos secos, superficiais e sem emoções. Todavia é para nossa segurança e o pior, a capa protetora pesa na ausência dos sentimentos e das sensações. Porque sovrevivência com grandes renúncias é como chupar balinha com papel. E o passar dos dias se transforma tinta guache misturada em todas suas cores: cinza feio, sujo e gelado. Viver fica sem gôsto, sem graça, sem borogodó... Vidinha chata... vaziiia.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Felicidade é poder contemplar uma explosão de cores...

Gosto de relembrar o passado e perceber a geografia do caminho que percorri. Busco encontrar o ponto crucial, preciso, em que larguei de mim e segui em frente. É como se eu conseguisse enxergar muito atrás o lugar exato, onde tudo mudou e eu fiquei vendo a banda passar. O que me motiva agora, é entender que sei exatamente onde estão as falhas e os acertos, coisas assim… e compreender que tudo se transforma com o tempo. Para esse momento de minha vida, percebo que sou mais ousada que antes, mais segura que antes, mais corajosa que antes, mais feliz que antes. Entendo a felicidade como uma opção para levar a vida. Escolhi ser feliz: Felicidade é isso, está dentro do peito, dos orgãos, da célula e da vontade de SER. Deixo então escorrer os medos e “ses”, desprendo-os e ponto final. Querer segurança em tudo que faço ou pretendo fazer fica sem graça e perde o brilho. Mudança é palavra mágica e ameaçadora, mas cheia de charme. Vou mudando aqui e acolá… para melhorar. E é isso, é só por isso.

domingo, 12 de abril de 2009

O valor e a tradição da Páscoa

Ouvir búúúmmm, búúúmmm, búúúmmm me doeu as estranhas. Era um lamento cadenciado, um choro resignado, um acordar para a vida. Sacudiu-me aquele cenário ao fundo da música sacra. Minha admiração respeitosa acompanhava a procissão serpentear as pedras milenares das ruelas de Santiago, com direção à Catedral. Envoltos em roupas medievais e capuzes em forma de cone seguravam velas iluminando a noite âmbar. Conduziam-se compenetrados e, impregnaram-me serenidade.
Mas o maior encanto e deleite foi contemplar uma multidão de religiosos emocionados e na mesma intenção que a minha: enternecer-se ao drama da Paixão e comemorar o Renascimento da fé. Gesto, esforço, entusiasmo coletivo e fraternidade para lembrar nosso Salvador. A parafernália, a decoração, a banda manifestando sentimento junto ao som emitido, nada mais era que segundo plano para pontuar o que em real se fazia valer naquele momento.
O compromisso de vivificar a mensagem de Cristo, a fim de que nunca seja estéril: exercendo a irmandade, entendendo melhor a vida, ajudando uns aos outros, praticando a tolerância, dando sem pedir troca, enfim... Onde quer que operamos e em qual religião seguimos devemos eleger o bem acima de tudo. E para uma bela vida em Jesus, sejamos legítimos irmãos, e as palavras cairão em solo fértil. Estar na Espanha nessa época do ano é uma bênção, essa data tem um rigor especial e é bonito de se ver, mas também renova minha promessa de amor ao próximo. Yo, mi hija Catarina, y las personas en la misma frecuencia, en el mismo orden... Indizível.

sábado, 11 de abril de 2009

Porque hoje é sábado...

Dia belo! São 21:05hs, e parece uma bonita tarde nublada daí de Teresina. Lembrou-me um filme romântico francês. Ninguém se atreve a sair nesse frio molhado. Vejo poucos carros passando devagar pela rua e creio que, assim como eu, aproveitam a paisagem. Pela vidraça do 4º andar, desfruto de um silêncio eloquente observando a existência pulsante nas chaminés das casas típicas da Galícia.
Cai uma chuva fina, assemelha-se a farinha em forma de umidade. Esse é o verdadeiro sereno que tantos falamos no Brasil, mas o bom é que posso agora vê-lo e tocá-lo. É tudo tão bonito e poético, tão ameno e singelo: À meu lado esquerdo há um imenso e vigoroso gramado com flores coloridas em volta, à direita uma grande piscina com borda vermelha brilha puro azul, e mais ao lado a verde quadra de jogos demarcada de branco. Tudo esteticamente bem disposto aos meus sentidos.
Ao longe o céu monocromático em total cinza claro me presenteia alegria. Mais adiante a cidade se delineia frente às colinas e vales. Paz, harmonia e vida na luz dos meus olhos que gravam esse momento. E essa chuvinha mansa me beija carinhosamente de amor. Ah, como é bom ficar quietinha debaixo das cobertas com meu olhar debruçado lá fora! Uma infinda felicidade me contagia.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

da série reflexão...

Um mundo circundado de vida, arredondado, mas que as vezes tenho a péssima e nítida sensação de enxergá-lo quadrado. Lembro algo dito por Nietzche, em que devemos estar prontos para queimar na própria combustão, como se fosse uma catarse. Nesses dias de morada pela Galícia, vazo de esperança para renascer depois do carvão. Ah, Frederick! Minha adorada ave secular: Seria lenimento e compaixão com minhas feridas, o meu doce prêmio de consolação alcançável? As Fadas do bem conversam comigo, ora pois!

terça-feira, 7 de abril de 2009

da constante mudança...

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…" Pois é baby! Geralmente em minhas idéias, acredito nelas. O dircurso se faz afiado na ponta da língua e tento mostrar o ponto alto e baixo de meu parecer. Mas, por outro lado, não tenho problema algum em retroceder sobre um ponto de vista. Na verdade, o caleidoscópio de posibilidades e percepções, deixa-me aberta a renovar meu pensar sem o menor constrangimento ou orgulho, acho-me até mais interessante se mudo de opinião sobre algo. Não, nao é idiossincrasia; é saber aceitar a ponderabilidade, é refletir, é desengessar a mente e, acima de tudo, ter humildade para dizer: equivoquei-me e daí? Hoje gosto de amarelo, amanhã posso gostar de roxo! Nesse momento vejo isso ou aquilo diferente de como via antes. Facilmente relembro em uma outra música de Raul, sua eterna falta de rigidez para tudo: “Se hoje eu te odeio, amanhã lhe tenho amor, lhe tenho horror, lhe faço amor, eu sou um ator…”. Voltar atrás em uma postura é estar franqueado às novidades enxergando a vida com menos subjetividade e mais análise do todo. Alterar uma opinião é crescimento. Coisa para nobres.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

... foi eu quem conseguiu ficar e ir embora

... e digo pra mim: Maravilha Viver!!!!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Porque nem tudo são rosas...

Eu ouço Cartola sim, e amo! Já disse o sábio poeta que "As rosas não falam". E se essas me falassem? Mas mais ainda se falassem comigo o que exatamente quero ouvir nesse momento? Seria tudo de bom! Fotografando as lindas rosas dos meus 43 anos, sinto-me mais frágil que as próprias: sensível por estar longe, feliz por estar perto, esperançosa das coisas, enfrentando o frio, colando os cacos de mim e os vales da alma. Sou vaso duro de rachar, e se quebro tenho poder de autocolagem. Calcifico facinho, facinho e renasço da desordem. Do caos. Envergo mas não parto-me. Há anos sou assim. Pois... Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá... que a fé tá na mulher... A fé tá - aqui dentro - viva e sã...

domingo, 29 de março de 2009

Auto-estradas, autopistas e vias rápidas...

São 23:00hs, e estamos voltando de Porto-Portugal. Enquanto minha filha guia meu genro dorme. Vou fazendo minhas considerações acerca da cidade e prestando atenção no velocímetro que já está em 160km. Dou um grito!, Fernando acorda e Catarina diminui o pé colocando o carro em piloto automático. Meu berro foi pela velocidade e pela impressão que a via ia me causando. Fê - meio atordoado - volta a dormir. E então admirada falo pra Cacá: - O que são essas auto-estradas da Europa, céus! Impressionada observo o cuidado, a manutenção e o respeito para com o motorista, afinal são milhares de vidas que trafegam de um lado à outro. Quando adentramos na Espanha, é nítido, a autopista é admirável e tão bem sinalizada. No asfalto linhas sinalizadoras branquíssimas reluzem aos faróis do carro, e se ultrapassamos as linhas laterais que dá para a saída da estrada, o dispositivo faz barulho para nos lembrar que o pneu tocou ali, como se fosse o “fofacú” daí do Brasil, porém sem balançar o veículo. O acostamento daqui é todo assegurado de um ferro cinza completamente iluminado de amarelo. Luzinhas mágicas clareiam todo o percurso. Há também placas com luzes piscando e mostrando a velocidade, ou com frases explicativas para avisar sobre o que ocorre no momento: o tempo, se tem vento, se vem chuva, se tem óleo mais na frente, se tem neve, se tem carro batido, enfim. Tudo isso para o motorista mais imprudente e desavisado não dar motivo a revezes contingenciais. São diligências e respeito com quem sai de sua casa para o lazer ou o trabalho. A Espanha está entre as rodovias mais bem estruturadas e com uma logística excepcional, no intuito de evitar acidentes, mas principalmente de atender melhor seus viajantes. Se dirigir à noite, o breu do céu se fundirá a tantas e tantas placas luminosas. Nota mil!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Feliz Aniversário, Celina e Selena ! ! ! !

Irmãs de fé, amigas, camaradas. Que a gente conquiste, aprenda e agregue cada vez mais e melhor. Que ousemos sempre diante da vida, nem que seja - ao menos - em pensamentos, qualquer dia desses eles serão realizados, pois desejar e buscar é positivo. Busquemos o AMOR, e todas as outras coisas boas virão. Um brinde à nossa saúde! Sempre...
glitter-graphics.com

terça-feira, 24 de março de 2009

enfim...

Lusco-fusco, Viana do Castelo - PortugalMeu Deus! Espanta-me essas terras. Em estado de graça contemplo a harmonia, a estética que a natureza provoca: poesia nasce. Não dá para acreditar que tal beleza perdure tão pouco, tanto é bonita quanto surreal. Há lugares assim, a gente sai andando livre, leve e solta - e tropeça de pernas para o ar. Da boca do estômago cresce uma vontade louca de engolir a paisagem. Por essas e outras, dou-me conta que tudo nessa vida é milagre. Mas viver é um acontecimento!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ah, o Porto ! ! !

Depois de uma viagem de 9hs (com dor no corpo, enjôo e batimentos acelerados por conta de uma sinusite), aterrissamos em Lisboa. Mais 1hr e meia de espera e 15 minutos de interrogatório na alfândega, tomo outro avião para o Porto. A cidade me deseja boas vindas no meio do delicioso abraço apertado de minha filha... outro tempo se inaugura pra mim agora.... e a manhã começa cinzenta, fria, suave e frouxa.

... e no final da tarde explode o rosa no porto pra atracar o sol.

Porque a vida é bela!
Simples assim.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Navegar é preciso...

Das palavras que nunca dissemos tanta coisa ficou aqui guardada por dizer: sufocadas, abafadas, perdidas, e no entanto, percebi não adiantar esboçar um só hiato; seria perda de tempo. Vou-me para longe por um bom período, mas as minhas culpas não morrem solteiras em mim, existem duas faces da moeda e não um culpado absoluto. Golpes de silêncios ensurdecedores gritaram a sua indiferença, e algo na sucessão desses anos arrasou minha estima. Vou pelas esquinas da vida. Deixe-me ir, por favor! Um stand by para repensar valores desviados e esquecidos. Vou porque é preciso e pelo simples motivo da imparcialidade, pois nenhum de nós dois está acima da razão. Nossas verdades não são a última instância em nada. Ao que me diz respeito, no campo das (in)certezas o argumento é território de todos, e eu tenho os meus firmados pelos acontecimentos. Por isso vou... e porque não ir, se tenho vontade? Vou, porque devo ir! Nada é garantia de nada. E mais uma vez digo-lhe: vou. De nó na garganta. De coração na mão. Com ressaca e tudo mais. Vou... para poder voltar e resgatar o frescor que ao decorrer desses anos – de burra – deixei escapar.

terça-feira, 17 de março de 2009

Eu...

... que tanto engoli garrafadas de oxigênio das paragens por onde andei, e do meu olhar - janela do mundo - capital de mim, debruçarei-o novamente no horizonte que me mostrará a direção. Amém...

segunda-feira, 16 de março de 2009

das virtudes...

Você que sempre está aqui a me ler, devo minha eterna gratidão. Mas em seu ponto de vista, qual a característica que mais engrandece a natureza humana: a bondade, o otimismo, a consciência, a generosidade, a presença de espírito, a lealdade, a humildade, a compaixão ou o amor? Ora direis - e o respeito, onde se enquadra nessa escala de valores? Elevamos nossos sentimentos para nossa convivência diária, os sapos engolidos, os tigres vencidos, a justiça que praticamos. Quando tratamos da importância nas relações interpessoais vários contextos se misturam, devemos serenidade a nós mesmos e, especialmente, imparcialidade ao outro. O que distingue uma pessoa de outra é a forma como levam a vida, como lidam com as negativas e intempéries emocionais. Exercitar o bom humor é o maior barato, a alegria contagia, eleva a imunidade, melhora a auto-estima e equilibra todos os demais sentimentos intrínsecos aos seres humanos... pela simples razão que sorrir é o melhor remédio.

quinta-feira, 12 de março de 2009

P A R A R E F L E T I R

Dia desses ouvi algo interessante. Se não me engano foi na novela “Caminho das Índias”, na voz de Lima Duarte. Um velho índio contava a seu neto que existe uma luta ferrenha que todos têm que travar dentro de si, é uma batalha árdua, mas que também pode ser simples. Depende qual o caminho que tomamos. Reflexão pura! Uma lâmpada acendeu em minha consciência. Hora de pensar maduramente, Sela! Cá estou eu matutando... atravessando a vida travo vez em quando combate entre meus dois lobos. É a peleja do diabo com o dono do céu, ora sou o lobo bom, ora sou o lobo mau. Que pena! Ao que me consta, o maniqueísmo ainda mora em mim, porém vou dando rasteiras no “mal” em direção ao “bem”. Meu combate interior se destina ao discernimento, e a sensatez será unicamente por mim eleita, porque assim desejo e quero, porque a vida é feita de escolhas.
E o belo ensinamento do índio Cherokee começa assim...
Meu neto, dentro de nós há dois lobos, um deles é mau: a cólera, o ciúme, a amargura, a inveja, o desgosto, a cobiça, o arrependimento, a arrogância, o ressentimento, a lamentação, a inferioridade, a mentira, a vaidade, a soberba, a culpa, o complexo de superioridade e o egoísmo; O outro lobo é bom: a paz, a alegria, o amor, a bondade, a esperança, a humildade, a benevolência, a empatia, a compaixão, a serenidade, a generosidade, a verdade e a confiança.
Seu neto maravilhado ao ouvir aquelas palavras pensou pausadamente e perguntou ao avô:
- Então me diga vovô: qual dos dois lobos vence?
E o velho índio respondeu simplesmente: - Aquele que você alimentar mais.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Resumo da Ópera...

Não adianta querer justificar o injustificável... não é fácil ser Ana. Eu tenho para mim que se Ana sair o BBB acaba muito chato. Perde o tom, a essência, a ousadia, a cor, a luz.

Ana por afinidade se aproximou de Naiá e foi atingida pelo tsunami de confinados, inclusive por ela, onde esta teve medo de serem sombra uma da outra. Mas quem com porcos se mistura, farelos come. Naná pode até ser assim. Entretanto, Ana não se mistura, não tem medo de falar o que sente. Naná é uma figura enigmática e discutível, talvez por covardia não se rendeu a menina do país das maravilhas, ou por ser uma mulher dura de receber e dar afeto. Mas mais para frente as malas batem, vamos acompanhando e formando nossa opinião consciente.

Ana vai que vai... não se intimida com o rótulo de fútil e gastona, e em sua coragem derruba um a um; sua “estratégia”: ser ela própria. Prova maior é o desenrolar dos dias e a mesma postura de menina cheia de emoção, mas que, desabrocha em uma nova mulher e uma pessoa linda em si!

Ela é a sinceridade a toda prova, é repleta e incompleta, é alegria e tristeza, é a força e a coragem, a ingenuidade e o carisma. Sua maneira de ser produz em mim reflexão sobre erros e acertos e um longo pensar e repensar sobre atitudes, comportamentos interpessoais e resoluções de problemas. Para tudo é intensa, mas na verdade é muito maior que pensa. É mimada, chora se sente vontade, reclama sem medo, mas não varre a sujeira para baixo do tapete.

A franqueza corre em suas veias, mostra-se por inteira, não foge a luta, não se esconde. É humana demais, cheia de defeitos, mas principalmente de virtudes. Porque se entrega total, nua e crua, tem o colhão roxo. Ana sabe muito bem que está plantada num ninho de cobras peçonhentas, mas faz vista grossa, pois ali é a lei da sobrevivência, no entanto, expõe-se linda e loura, e interroga a si mesma - tal qual Alice - qual o caminho que deve seguir? E me desculpem as “loiras”, mas Ana não é burra. Dá a cara à tapa, mas não se vende, nem que seja por 1 milhão de reais.

Não é dúbia, não presenteia ninguém, não se deixa ser hipócrita, não faz média. É perseguida pela casa exatamente por seu caráter. Ana é a diferença do programa e por isso incomoda muito aos demais. Não é boneca de pano nem usa estratagema, não é invejosa nem leva e traz, não é puta e nem santa, não é rancorosa e nem engole a raiva: é gente de carne e osso com o kit avariado de ser inacabadamente humana. Rosto de princesa, olhos de chuva, olhar doce, personalidade de rainha... ela enverga, mas não quebra. Chamem-na de qualquer coisa, menos de SER: simplesmente Ana.

terça-feira, 10 de março de 2009

Strangers In The Night, Frank Sinatra

A pior coisa do ser humano é ficar no “eu devia ter feito”. Feito assim ou assado, isso ou aquilo. Eu mesma me encaixo nesse universo, escorrem dores, alegrias, crises, prantos, atitudes ou a falta delas. Não tem jeito baby, já foi. Para longe... tá lá atrás. Mas vai que um dia - você - assim como eu, deita um tanto blasé na rede da varanda, dorme e sonha, sonha muuuitoo... com um amor ilimitado, inesgotável e na harmonia perfeita. E toda a angústia compartilhada de esperança aparece naquela noite de luar alvo e tranquilo, depois de relaxar o delicioso dormir acontece e então, pá! Fecham-se os olhos, abrem-se as cortinas da ficção e belas e inesquecíveis imagens ainda me deixam hipnotizada! Em meados de 1800, adentro em um baile vestida a caráter e para matar, candelabros de cristal reluziam o salão e os casais a dançar apaixonados trocam olhares.., e o resto? Ah, fica por conta de sua imaginação. Minha vida se faz assim, trago bons sonhos com direito a trilha sonora, mesmo que não combine para a época.

sábado, 7 de março de 2009

"Homo Hominis Lupus"

Eu surto, tu surtas, ele mata. Mas por que ele mata? O que há por trás da motivação de privar alguém da vida? Na superficialidade de ser humana - ainda trôpega - rumo ao acerto. Reconheço minha condição pouco lapidada, imperfeita, cheia de culpa, reflexiva, repensando erros, arrependendo-me... Pensando bem, meus questionamentos produzem ecos retumbantes.
Ora bolas! Os animais não são uma ameaça para nós, seu instinto único e exclusivo é o de sobrevivência, violência pela violência no reino animal não existe. Se um dia o mundo for extinto, é culpa do embrutecimento da humanidade, do ódio e do desamor que carregamos: na violência verbal, física e psicológica e em todos os tipos onde qual esta reside. Mas também não se pode esquecer a tirania e o descaso com a natureza... do homem que destrói.
Da cólera, da crueldade, da exclusão, da indiferença, da retaliação, de matar o semelhante... De onde vem esse poder irascível em nós? Somos cordeiros um dia, no outro, lobos. Será que tanta maldade dos seres humanos é intrínseca, somos naturalmente perversos? Por estas e por outras, vale a frase afirmada por Thomas Hobbes: “O homem é o lobo do homem”.

quarta-feira, 4 de março de 2009

L O N G A V I D A A N A ! ! !

DISCURSO EMOCIONANTE DE BIAL!!!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Bial lê os blogues...

O belo dircurso de Pedro Bial pode ter sido inspirado em - Francine boneca de pano, do blog "De Cara Pra Lua". Francine liberta sua Emília e vira gente de carne e osso: fala, sonha, sorri, chora e erra. Valeu as palavras do apresentador para milhões de espectadores no paredão de domingo, FRANCINE X MIRLA. Cada frase dita; uma razão de ser. Questiono a veracidade das peças do xadrês dessa novela da vida real, o desabrochar de cada personagem como um todo: seu existir, seu pensar, sua natureza humana, sua gula. Simples assim.
Abaixo transcrevo a deixa do leitor mais próximo do jogo - Pedro Bial, e a minha observação em negrito ao lado:
"Meninas. Francine, Mirla. O elemento entra no Big Brother: o sujeito tenta ser o que pensa que é, tenta ser o que pensa que os outros pensam que ele é, o que ele pensa que consegue fazer que os outros pensem o que ele é ou quer ser... (para Francine e Mirla). O que pensa parecer, o que parece, o que desaparece... (esta foi uma direta só para Mirla). Nasce boneca, rostinho de porcelana, corpinho de pano. Da boneca o pano vai se esgarçando, rasgando, a porcelana racha, trinca, quebra a cara. Tenta se esconder achando que fuga é proteção... (para Francine que se escondeu na força de Max - o benhê dela). E de repente, cadê a boneca que estava aqui? Fica sem graça ao perceber que não perde a graça trocando porcelana e pano por carne e osso... (lógico que foi para Francine). E aí já é tarde demais... (essa foi na lata para Mirla). Virou gente, então tudo fica mais complexo, as coisas saem de controle... (para Francine e Mirla, pois o público escolhe o que vê!). Aí diz uma coisa, repete. Diz uma coisa, e a gente aqui, vendo outra coisa. Contradição! Confusão!... (Mirla quando pediu para sair da casa por pura covardia). Como cantou o Cazuza: "tuas idéias não correspondem mais aos fatos". Essa confusão grita aos olhos do público... (novamente para Mirla). Quem é você, você sabe? O que você deseja, você sabe? O que faria se você pudesse escolher, você sabe?... (este inquirir foi para Francine e Mirla, algo como um acordar!). O público quer saber, e por isso FRANCINE, VOCÊ FICA!!! Vem pra cá, Mirla!"

Eu

Simplesmente Selena