Sempre estou embriagada repisando os mesmos cantores da adolescência. Caetano, Chico, Djavan, Ivan Lins, Betânia, Elis, Ney, Rita Lee, Tim Maia, Elvis, Lulu Santos e tantos outros que me embalaram em muitos momentos da minha vida. Quantas belas melodias e letras "atemporais" me esmagaram até ficar blasé. E eu gosto de sentir o que a canção fala, gosto que me moa, que me triture... já outras me enchem de alegria, de euforia, de vislumbre, então vôo aonde ela me pede... Umas se revelam a mim, outras me revelam.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
CHICO: GÊNIO! ! !
Sempre estou embriagada repisando os mesmos cantores da adolescência. Caetano, Chico, Djavan, Ivan Lins, Betânia, Elis, Ney, Rita Lee, Tim Maia, Elvis, Lulu Santos e tantos outros que me embalaram em muitos momentos da minha vida. Quantas belas melodias e letras "atemporais" me esmagaram até ficar blasé. E eu gosto de sentir o que a canção fala, gosto que me moa, que me triture... já outras me enchem de alegria, de euforia, de vislumbre, então vôo aonde ela me pede... Umas se revelam a mim, outras me revelam.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Porque a vida é para frente...
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
da (des)consciência ambiental
terça-feira, 16 de setembro de 2008
dos livros que nos fazem pensar...
Manter um diário on-line não é querer perfeição, mas o aperfeiçoamento de si. E é por isso que saio vomitando palavras, sensações, opiniões etc. Pois é. Terminei o livro. O da Maitê. “Uma vida inventada”. De tão confiável deslizei suavemente pela overdose de sensibilidade como solitária itinerante de águas tranquilas. Mas é vero. Este foi um dos tantos grandes livros da minha vida. Há drama? Há. Mas o senso de humor e a poesia que estão imbricados em cada linha, ampara-nos das ciladas do destino que essa mulher atravessou. De toda forma, a "menina" cresceu e virou gente grande.
A vivência da narradora era como minha segunda voz. É isso. Exatamente assim. Parecia que eu que contava pra mim mesma. Sei lá. Misturei-me à história. E, na minha fraude de leitora e narradora me joguei por inteira, fui uma espécie de áudio book - o som da minha voz martelava meus ouvidos. Tal simbiose espantosa, pensei: - estarei eu segura aqui? E não é que, uma voz veio do livro com boca e tudo e me disse: “-Segura?, muito mais que segura, então sustenta a carga mulher, você consegue; se eu consegui!”...
De modo que, a carga de cada um tem o peso que se pode carregar. Sim, é pesada... sinto-me às vezes desprotegida, e ainda assim arranco forças pra arrastar as correntes. A todos os viventes, sua própria carga. Portanto, toda sensação de fardo só me faz ter mais coragem pra tocar a vida pra frente, mesmo sendo ela finita, porque lá adiante é que batem as malas... e ainda resta-me a fé que me veste.
Sim, mas voltando ao livro da Maitê Proença. Caracoles!, é de salivar! A linguagem mesmo em algum momento na terceira pessoa, é clara e direta. Na lata. Para emudecer. Para ensinar. Para acariciar a alma. Para fazer refletir. Para divertir. Para moer. Tantas informações oferecidas de mão beijada ao leitor: um prato cheio para quem nem tanto viajou; uma mistura de romance, ficção e autobiografia. Mas enlaça nosso olhar. Prende-nos com nós invisíveis... e tritura... porque reduziu-me a pó... e saciou-me. O livro permeia a exuberância da existência e suas atribulações pontuadas por fatalidades, mas que, no entanto, é recheado de tantos outros sentimentos. Paradoxos à parte. A comunicação é tão cheia de cor e experiências com tudo que elas implicam: se boas e se ruins; porém, se a cor que enxergamos esteja em uma página em tons de cinza, mas ao explorarmos a próxima folha, poderá literalmente explodir um arco-íris abissal.quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Porque viajar é sentir, mas contá-los então, uma delícia ! ! !
Ah, meus amigos! Que de tanta simetria e formosura bate aquela vontadezinha de não partilhar convosco desse paraíso labiríntico clarificado de cultura. O cenário é pra lá de surreal, mas não vou ser egoísta, não devo, não posso. Pelo simples motivo do que desperta nossos sentidos tem de ser revelado. De toda forma, ainda gostaria que essa terra ficasse lá, quietinha, resguardada pela idade média como em uma pintura a habitar nossos sonhos... e se possível, protegida em um recanto qualquer do planeta, porém, impenetrável. E sobre uma colina misteriosa, as casinhas caiadas de branco, com aura mágica e cheiro de paz, amor e descanso.
Absolutamente, eu não ia ficar nem um pouco chateada se tivesse de me mudar para lá viver: sua paisagem indescritível, a serra, o rio Guadalquivir, o parque natural, seus bosques, as muralhas, a alva arquitetura, seu povo, o flamenco, as festividades, as ruas em ziguezague, o céu azul, a imensidão do mar, a explosão das flores festejando a primavera e o violeta do entardecer; tudo muito bem embrulhado e cheio de charme... Entretanto, a verdade é que ela existe. Pinheiros, palmeiras e buganvílias abraçam os dias dos que lá pertencem, e tão só abraçaram, um dia, o meu.
Situada ao sul da Espanha e província de Cádiz, Vejer de La Frontera, é para ser percorrida sem pressa ou compromisso. Sem se preocupar com nada, senão o de saborear calmamente a bela aldeia árabe, e assim, se enxergar passageiro em um outro momento da história. A sensação que temos é que o tempo congelou, do qual a cada passo alcançamos a fronteira do passado. E não é que tudo está lá!, em rigor, minuciosamente em seu devido lugar de tão exato. Sem nenhuma dissonância aos pormenores. Tudo tão perfeito...sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Um sonho realizado ! ! ! !
01/09/2008 - Leitão, jogador do Lobelle - Santiago de Compostela, foi convocado pela seleção portuguesa para o Mundial de Futsal que será realizado no Brasil em outubro deste.
Como é cidadão português, seria a chance de ser escolhido ao Mundial 2008. E não deu outra! No início deste mês, o jogador recebeu a notícia com muita alegria: seu nome estava incluído na lista dos 14 jogadores portugueses que estarão no Mundial de Futsal. Leitão, que foi fundamental na excelente campanha no último Europeu volta a figurar na lista do selecionador Orlando Duarte - técnico da seleção portuguesa, depois de estar ausente das últimas convocatórias por conta de uma lesão no adutor esquerdo, que o afastou das quadras por 3 meses.
Os portugueses têm sua apresentação programada para o dia 15 de setembro, na localidade de Paço de Arcos, onde realizarão treinamentos visando a estréia no Mundial, diante do Paraguai.
- Os 14 eleitos:
Bebe, Gonçalo, Arnaldo, Ricardinho, Pedro Costa (Benfica)
Bibi, Cristiano e João Benedito (Sporting)
Pedro Cary e Jardel (Belenenses)
Leitão (Autos Lobelle)
Israel (Burela Pescados) Cardinal (Freixeiro)
Marinho (Fundação J. Antunes) - Perfil do jogador "Leitão"
Nome: Fernando Gomes Leitão
Apelido: "Leitão"
Data de nascimento: 03/01/1981
Local: São Paulo-SP
Idade: 27 anos
Posição: Pivô
Altura: 1,78 cm
Peso: 75 kg
Calçado: 41
Clube atual: Lobelle Santiago - ESP
Vive em: Santiago de Compostela, Espanha
Principal Título: Taça Brasil 2002, atuando pelo Minas/Pax-MG
Um Sonho: Disputar um Mundial
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Cuidemos disso em nós...
A vida não se condiciona a cinza mesmo se estamos gris. Ela deve ser colorida como as nuances de um pôr-do-sol. Mas, se de tudo, não conseguimos conciliar as cores do entardecer em nosso dia, pelo menos o deixemos na tonalidade que remeta a esperança. Pode ser o verde e suas variações refletindo nossa vontade de que episódios chatos passem rápido como uma ventania.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Acreditar é o "Xis" da questão...
Considero-me uma pessoa otimista, mas não me deixo levar pelo “Se”. Ah!, e Se acontecesse isso ou aquilo!... e Se eu conseguisse um bom emprego!... e Se eu acertasse a mega-sena sozinha!... Chega de tantos "Ses". O que me carrega pra frente é a praticidade. Evidencio para prole daqui de casa que motivação é tudo na vida da gente. Que o ter motivo impulsiona à transpiração e conseqüentemente buscar qualquer objetivo traçado.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
R E F L E X Ã O Ã X E L F E R
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
E viva a terapia do vômito...
Há dias estou a concluir a teoria sobre os blogues que saturam o espaço cibernético, e ainda assim reluto em manter o meu querido “osonodosol” na horizontalidade da tela. Na verdade já me afeiçoei a ele, o que me dá em larga escala a peninha danada de me desligar daqui. Desde criança me identifiquei em contar ao papel minhas emoções. Apetecia-me desenhar minhas sensações, meus momentos, medos e alegrias. E então, sangrar todo sentimento que de mim tomava conta. Todavia, percebo que muitos que demarcam o espaço na blogosfera não passam de ególatras cheios de si. Dependendo do meu estado de espírito posso de alguma forma me encaixar nesse contexto. Ora bolas, e por que não? A blogosfera é uma contenda incansável de ego grande. Digo isso porque, também, ao me derramar ativo meu botão massageador do culto a mim mesma. Identifico que preenche minha vaidade com mimos e, não raro, censuro-me em seguida, porém, ainda assim, não consigo deixar de carimbar minha marca de: escrever, escrever e escrever; talvez esta seja a forma mais terapêutica de não precisar pagar o analista. Ando durango pra caramba! Imagino assim. Cada indivíduo delimita sua área própria, o monitor é um grande shopping, as lojas são os textos, os comentários são as prateleiras fervorosas da aprovação dos leitores compradores da ostentação do outro; algo como um grande salão de departamentos para pseudos intelectuais carentes de elogio. A necessidade de se fazer valer vai de mim ao outro e assim sucessivamente no tocante a quase tudo que se expõe em sua lojinha de auto glorificação. Discorre-se sobre Razão e Ética, o bem e o mal, a esperança e a paz, cores e nomes, celebridades, política, família etc. Explodem saberes acerca de tudo e mais um pouco. Fala-se das películas de sucesso, do clássico noir, criticam-se novelas e livros. Rebuscam com superioridade rigorosa sobre amor e paixão - tema tão simples e sem delongas. E para inflar peitos de pombo: divagam-se sobre os diálogos de Platão; a última sinfonia de Beethoven; o Rei da valsa, Johann Strauss; o romântico Dom Quixote de La Mancha; discutem Dante em sua Divina Comédia e por aí vai as tantas teatralidades virtuais. No entanto, será que nessa estratégia da multiplicação de visitantes, o blogonauta é, de todo, sincero? Será que esta supervalorização de si mesmo cria valor conseqüente para o leitor? Eu mesma quero saber quantas pessoas me visitam por dia e gosto ainda mais quando me respondem um texto por e-mail. Seduz-me. É bom para o moral. Mas será que atingi meu fiel objetivo? Cada blogue jorra do estômago a famosa frase: “espelho, espelho meu, qual será outro com o umbigo mais bonito que o meu...?”. E eu cá na minha mercearia pequenina enveredo por essa vertente curiosa e - quiçá também, sou uma “persona non grata” a escrever para eu, para tu e para ele; para poder sair de mim e voltar a mim. E neste despejar “marromeno” de iguarias, me revisito a cada vendagem de palavras aprendendo a apartar-me do ego encapsulado. Que assim seja.terça-feira, 19 de agosto de 2008
dos antônimos que se fundem...
A eterna existência do: ante e pró, não e sim, certo e errado, bem e mal. Dualidades. Divergências. Desafinos. Antônimos. O que há tempos martela na minha cabeça é essa tal de Imparcial e Parcialidade. Como não ser tendenciosa? Tenho opiniões mutantes formadas, princípios, valores que regem minha vida e interesses, que são na verdade como minhas impressões digitais: ÚNICAS E INTRANSFERÍVEIS. Como me desvencilhar das minhas digitais e necessidades com total isenção sem inclinar-me em favor de mim mesma ou de quem amo? A resposta se parece cristalina como água. Todos somos tendenciosos. Creio que este antônimo da PARCIALIDADE só existe para (co)existi-lo. segunda-feira, 18 de agosto de 2008
E VIVA A ECONOMIA ! ! ! ! !
domingo, 17 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
dos românticos...
Se eu pudesse ser uma dança queria ser o Tango. Uma das coisas que eu adoraria ter vivenciado como forma de sedução ao meu casamento era ter rodopiado muitas e muitas vezes com meu marido. Dançar é o regenerador de todos os males do cotidiano e dos aborrecimentos e afins. Tantas vezes a lua encheu minha alcova e me transportou à lugares surreais. Eu e meu marido estivemos em tantos e eu era a brisa transportadora. Via-nos numa dança cálida e sensual com o palco iluminado por uma claridade inverossímil, a mesma que invade sempre minha cama. Devaneios meus, ainda que só meus, simplesmente meus... A palidez lunar era o elemento que nos vestia sutilmente a pele de prata; o Tango: ah!, o tango!, essa dança incendiária e bandida fluía com sensualidade ímpar aprovando nosso olhar canalha e compenetrado. A melodia quente do protagonista cadenciava nossas almas com a força irreverente dos nossos corpos na conquista dual. Toques levemente abruptos, sons guturais tão nossos, cheiros, gestos inexplicáveis, trocas mútuas; abstraídos do mundo na sensação de unidade e liberdade que incrivelmente fazia parar o tempo. O momento tão nosso, da lua e da dança... ao som do bendito seja o tango a transbordar em nós como em uma cópula. Tal o charme na película “Perfume de Mulher”, com Al Pacino e a clássica arrepiante cena na música de Carlos Gardel. E, a flutuar no salão, sob “voyeurs” espectadores, eram ele e a moça, além do tango, é claro.terça-feira, 12 de agosto de 2008
EVOLUCIONISMO ou CRIACIONISMO
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
E DEUS criou a MULHER...
O universo feminino é rico em uma grande sensibilidade quase inalcançável. Considerando-me parte dessa esfera gosto de deambular pelas características multifacetadas do sexo frágil. Ensaio ao máximo meu próprio distanciamento para melhor compreender esse turbilhão hormonal. Toda mulher tem de fato uma percepção extra-sensorial que está fora de questão. Ponto. Para nós, tudo importa. Ou os dias estão mais rosados, ou o céu está menos azul, ou mais cinza, ou chove lágrima ou pérolas. Somos seres emocionais pela simples natureza, e no entanto, buscamos a sabedoria. Sem onipotência. Longe disso. Mas é incrível! Nós mulheres enxergamos a vida de frente, lado e costas, e, não sei bem o porquê, detemos um poderoso terceiro olho: a intuição. Mas o mais curioso que possa parecer é a dinâmica de todos os dias sendo feita e refeita com maestria. Damos conta do recado com primor e o mais inexplicável ainda é que, obcecadas por detalhes, percebemos um ínfimo pontinho preto no canto mais insignificante do gesso da sala. Múltiplas à nossa medida podemos ser ao mesmo tempo: mãe-torista; pai se houver necessidade; administradoras da casa e tudo que ela implica; fortalecedora do emocional de nossos filhos usando a palavra certa; apaziguadora das animosidades entre irmãos; suportadoras do mau humor do marido. Enxergamos o TODO... enfim... E sem esquecer que mil mulheres habitam em nós, ainda fabricamos tempo para submergir à nossa individual companhia. Se sofridas, choramos. Se contentes, choramos; mas somos alegres. Lutamos pela essência da vida e viemos afloradas para amar, amar e amar... Desenvolvemos métodos para transformar o complexo em simples, o pouco tempo em tempo de qualidade, a severidade atrelada de um manso sorriso e o santo puxão de orelha. Somos duais.... plurais... mulheres... mães... Somos ninja! Arranjamos solução para tudo, porém não somos tolas. Temos a capacidade de pensar e planejar variadas coisas ao mesmo tempo sem nenhuma confusão mental. E o mais compensador de tudo isso é que com tantos afazeres domésticos e a psicologia sendo exercitada à quem guardamos sob nossa asa, ainda assim, queremos cuidar desses amores com rigor sem par. Somos a comunicação viva, o diálogo equilibrado para a felicidade geral da instituição chamada FAMÍLIA. Em vista disso, carecemos do nosso “time” para refletir e reorganizar o caos cotidiano em seu devido lugar. E então, ressurgir como a fênix, novinha em folha... em cada amanhecer.terça-feira, 5 de agosto de 2008
R E P E T I R (S E)
Nunca trilho o mesmo caminho duas vezes, há sempre um novo debruçar, uma nova possibilidade... Um passeio bucólico, um até logo, o percorrer cotidiano pelas avenidas, as conversas de todos os dias, os sorrisos de todos os dias, os abraços de todos os dias, as tantas pegadas na sala de casa, ou uma cidade que já fui várias vezes.sábado, 26 de julho de 2008
OS MEIOS ALTERAM O FIM
quinta-feira, 24 de julho de 2008
C U R I O S O ! ! ! ! ! ! !
terça-feira, 22 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
Colorindo a Vida...
Em julho de 1991, recebi um pacotinho que veio da sala de parto. Meio desajeitada, admirei seu rostinho e suas pequeninas mãos. " - Ela nasceu!", então pensei: veio para alegrar a vida de seus pais e fazer companhia para sua irmãzinha. Com cara de paisagemquinta-feira, 10 de julho de 2008
Um Encontro Com o EU
Não sei se alguém já pensou ou disse alguma vez que os livros não precisam de nós, ou seja, somos nós que precisamos deles. Falo por experiência própria, preciso dos livros para manter minha sanidade mental, eles me salvam de mim, do meu próprio perigo. Quando leio, algo que não sei explicar mexe comigo e com muitas das minhas verdades; a mente traz o acontecimento para perto de mim, mas é o capricho imaginativo que lava minha alma com água e sabão.quinta-feira, 3 de julho de 2008
Quem conta um CONTO aumenta um PONTO
terça-feira, 1 de julho de 2008
VERDADE ou SENSACIONALISMO ? ? ?
Dei cabo em praticamente um dia e meio ao Testemunho Vivo de Glória Polo: “O LIVRO DA VIDA! DA ILUSÃO À VERDADE”, um acontecimento para lá de incrível ocorrido na vida de uma mulher anos atrás cujo raio quase a partiu ao meio. Segundo ela: veio e falecer, a encontrar-se com Deus, o Diabo, e que nesse encontro teve seu ajuste de contas zerado para ter a graça de voltar à sua família e à resgatar sua débil condição cristã. Eu realmente acredito em milagres, acredito que Deus cura pela fé, que há um Ser Maior que está acima da nossa compreensão e entendo que Ele fez maravilhas, mas também acredito no mistério que rege nossa existência e não gosto nada, nada disso. No caso Glória Polo, ela afirma que Deus a escolheu operando o milagre de outra oportunidade de viver; esta senhora por sua vez dá seu depoimento frente ao mundo a fim de cumprir tal missão sentenciada por seu Senhor. Sim, sim... uma missão a ser cumprida pela vítima deste raio que levou as conseqüências catastróficas: a morte de seu querido sobrinho e a sua própria morte; salvo o “sabão” para lavar corpo e espírito, segundo a autora, proferido por Deus se a mesma ansiasse uma nova ventura. Tudo tem seu preço, até morrer para nascer. Ou seria o contrário?! Vide publicação de 110 páginas que passeia pela doutrina cristã no afã de verticalizar e apregoar a Igreja Católica; instituição tão contestada e frágil depois de tanto ser escandalizada por deter um dos piores exemplos de seus principais seguidores: a pedofilia de muitos padres. O buraco é bem mais fundo e cheira a enxofre! Nesse livro onde cabe realidade e ficção? Como se pode morrer, conhecer trevas horripilantes transbordando torrentes de lava, conhecer a paz e a luz mais clarificada que nem conseguimos expor em palavras, e em seguida voltar para contar ao mundo? Mas qual o motivo deste testemunho fazer JUS somente à Igreja Católica considerando-a uma só religião? Até que ponto há legitimidade se a sensação que tive ao ler é de inteiro Marketing Institucional? O livro escacavia os 10 mandamentos e, principalmente, manipula o leitor ao cumprimento de seus preceitos, e caso a humanidade não os cumpra terá a língua do fogo do inferno em sua direção pelo resto de sua outra vida, infinitamente. Não é por aí. Não descarto que devo fazer o bem, amar ao próximo como a mim mesmo; respeitar, preservar e sustentar a natureza. Porém, ser escravo de uma religião organizacional ou de um ditador tirânico que determina ordens a serem cumpridas é o cúmulo da arbitrariedade e pior, se houver descumprimento da lei está sancionado à nós o terror. Este Olimpo que fala a Bíblia, leva a crer que nada mais é que um exército bélico para última morada dos prisioneiros deste Deus. Concluo então que, sob minha ótica é completamente broxante esse tipo de leitura, pois há volume de tamanha soberba e arrogância a cada frase lançada. Da Igreja católica acho bonita a celebração da missa em si: a homilia, os cânticos, a hóstia que consagra os ritos, os cantos gregorianos, a eucaristia, o batismo, o casamento, a solenidade, enfim... Quanto a Bíblia, ainda não consegui afundar-me com maior propriedade na leitura, entretanto o pouco que li só me deparei com um Deus raivoso e punitivo, e que de amor está anos luz de distância de nós: a tão falada imagem e semelhança. Racionalizando a minha reles condição de humana errante, penso: ora, bolas!, será Deus o exterminador de seus filhos? Será Deus tão vingativo assim? Mas será a Bíblia a palavra fiel de Deus? Quem criou a Bíblia? Como saber se ali está a verdadeira Palavra de Deus? Apesar de ser a obra mais lida de todos os tempos, talvez eu rejeite porque ela me constrange pelo simples fato de que subserviência e imposição não me apetecem, e tudo que é imposto me causa náuseas. Seria mesmo Jesus quem inspirou seus discípulos para grafar tais escritos, ou seria a aspiração de um povo intrincado em sua cultura com visão de mundo para sua época? O livro de Glória Polo, mesmo sem fins lucrativos, me deu a sensação de como se produz a ambição em "marquetear" a clientela da Igreja Católica de maneira imperativa à não perder seus fiéis de vista e, além disso, fazer mais e mais cadastros. Nesse caso se não cumprirmos seus mandamentos estaremos como Joana Darck, todos queimados na fogueira viva do desassossego. De todo modo, lerei a Bíblia algum dia para conhecê-la melhor, todavia com o meu olhar crítico e objetivo, sem me sentir culpada nem imputada a nenhum regulamento. E por enquanto..., bingoooooo à realidade terrena!!! sábado, 28 de junho de 2008
Capturando a Sensibilidade...
Escrevo para registrar uma situação, um sentimento, refutar algo, ou até para desovar meus demônios à decantar-me para melhor. Não abro mão, serei uma pessoa melhor, e isso já me faz contente. Mas claro!, representar o testemunho, fazer valer um momento agradável é de alguma forma ter o poder de congelar o tempo: nos sorrisos, nas emoções, nos olhares, na afetividade, nos gestos, enfim... Não há nada mais especial quando registramos uma reunião alegre, as palavras ora faladas antes mesmo da fotografia, os pensamentos do instante, o contentamento cuspindo as nossas caras. É mágico e delicioso!, porque a aliança da família nos torna, a cada dia, fortificados. Pela clara razão de que me inspiro quando bem estou, mas, também, porque a felicidade é tanta que não dou conta de consumi-la; tenho que dividir com os meus. A honestidade cristalizada na ocasião do click, desmente qualquer argumento que contradiga as sensações, liberando a intensidade delas, se ruins ou boas, a fim de nunca cairem no esquecimento. Afinal, o prazer evidenciado na foto acima, a festa de nós para nós, deliberadamente, assinala algo que quis escrever. Simples assim. 









