quarta-feira, 20 de junho de 2007

caixinha de música

Sempre tive verdadeira fascinação por caixinhas de músicas, elas têm ligação com a minha infância e me embalavam para além de mim. Quando criança minha tia Diva tinha uma linda caixinha japonesa, dentro era de veludo vermelho e uma linda bailarina rodopiava no meu olhar: dava corda e ela obediente bailava no som frio, mecânico e metálico, mas que me tranquilizava feito o ruído de uma cachoeira de forma que nenhum sorvete de chocolate era capaz de fazer o mesmo. Flutuava junto ao delicado som e rumava para o "Reino das Águas Claras". Sim, enquanto as notas musicais se materializavam e a "Marcha turca"(de Mozart) se dissipava nos meus ouvidos, pensamentos e criatividade, eu voava. O céu era o limite! Acreditava ser transportada a um castelo medieval, onde eu seria a princesa e teria um príncipe a me esperar. Coisa de menina sonhadora. E pôe lunática nisso!
Neste momento ouço "The Swan", de uma harmonia inverossímel, porém melancólica, composta por Camille Saint-Saens. De música erudita não entendo nada mais a sinto, e ouví-la a mim parece a combinação perfeita, como se fosse uma ponte entre a sonoridade e minh'alma.

terça-feira, 19 de junho de 2007

.. acreditem ou não!

.. um sim

.. um não

.. uma linha reta

.. um objetivo

Agumas curvas acentuadas, outras não. Dependendo da nossa necessidade criamos rotas sinuosas, aclives, declives e retas. De toda forma a estrada muda constantemente para nos levar a qualquer direção, mas a escolha é nossa. Basta querer a melhor delas. Sim, toda estrada tem um fim.

sábado, 16 de junho de 2007

proveito mútuo..

Ela tem uma relação quase simbiótica, como se fosse sua segunda pele. Se preocupa com o estado físico, cuida deles com o esmero de um bebê, ou de um ramalhete de rosas ganhado de alguém especial. Sente que necessitam da delicadeza do tocar, organiza e os repousa na estante por gêneros. Admira a capa, as páginas, as letras a bailar no desenrolar da história. Viaja.. Quando uma folha se dobra, ela padece. Não os abandona jamais e é capaz de relê-los por duas ou mais vezes até esvaziar-se de tanto ler. E cada vez que lê o percebe diferente. Adora livro asseado, sem nódoas e cheiroso. Roça suas folhas como se acariciasse a face do ser amado, e se sente feliz por que o assegura tais cuidados. Teme que se percam um do outro, e num arroubo se deixe encantar e se levar por outros ávidos olhos a se pousarem nele..

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Acerca de mim..

Tu deixaste um túnel tão fundo, solitário e escuro em meu coração que nele a luz se perde.. Apenas eu se lembra de nós, e os pedaços de nós que restão pelo buraco negro estão a cair em calafrio. Resigno-me e os deixo rolar para além do meu alcance o mais profundo que puderem chegar. Em matéria de amor passei a ser negligente, aprendi contigo. Deixei de regar a tua planta; porventura me ensinaste que não valia a pena.., e talvez até me debati muitas vezes contra, mas fui vencida por ti. Teu pacto silencioso desafinou a melodia. Agora estes, são nossos. Pela primeira vez em muito tempo deixei meu silêncio chorar às teclas e pintar o monitor. Neste momento ouço "Queixa", música de Caê. Grito aos surdos a minha dor. Sem ladainha. Sem cantilena. Sem carpideira. Hoje quem vai lamber as minhas feridas sou eu. E nem mais uma palavra. Um pio.

Jesus Cristo

Quem me leva os meus fantasmas? Quem me salva desta espada? Quem me diz onde é a estrada?

sexta-feira, 8 de junho de 2007

das lembranças...

A chuva veio e deu de beber a um jardim de recordações. Nas cores das minhas lembranças um matiz dourado envelhecido e charmoso. Era julho e o vento cortava meu rosto e meus ouvidos arrastando a poeira da pracinha. Vejo a cena como se fosse ontem: eu dentro de um vestidinho monocromático alaranjado e um belo rabo de cavalo cor de crina a fazer par com a seda do vestido, Patrícia de azul-marinho de puá contrastando os seus lindos cachos de ouro e sua pele pálida, seu vestido parecia um crepúsculo estrelado de bolinhas luzidias tal um pisca-pisca. Josi, ainda bebê, de azul celestial bordado com florzinhas pequeninas -em ponto cheio- na pala; a cor do vestido acentuava ao azul de seus vivos olhos grandes. Meus irmãos de botas e shorte de linho marrom e blusa branca com gravatinha borboleta, todos banhados e devidamente arrumados, cabelos bem penteados com gel, nas blusas bem passadas o azul do anil era o pano de fundo da limpeza, todos impecáveis, e nosso cheiro denunciando alfazema. A casa tinha uma atmosfera alegre e viva. Na varanda a cor-de-vinho das onze horas explodia em meu olhar que ecoava o acontecimento. O olor que se espalhava por todos os lados chamava-se ‘ventura’, era um cheiro de descanso, de regozijo, de unidade. Festa até para os cachorros da rua, pois sentiam a aura diferente e animada. Os objetos simplórios do nosso lar jaziam na espera de serem usados. Todo o aparato que se fazia traduzia a chegada do Padre da comunidade, que era o convidado de honra para o almoço de domingo; mesa posta, toalha de richelieu alva e engomada respaldando o banquete: vatapá, o prato principal, galinha caipira a agregadora da nossa família, e de sobremesa o pudim de leite; este me levava ao regalo dos céus irrompendo doçura no véu da boca, mas depois me jogava no limbo, pois comia escondido. E de castigo pelo ato clandestino seis bolos de palmatória nas mãozinhas do gato ladrão. O domingo pomposo era um dos poucos do ano para meu deleite mor, singular e intransferível. Eu era trezentas vozes a gritar a palavra ‘felicidade’, completamente deslumbrada, saltitante, abestalhada com a figura ilustre que oportunizara o nosso contentamento. Tão simples e tão feliz. Foi há trinta e três anos.
Selena,

domingo, 27 de maio de 2007

Segunda-feira aqui vou eeeu...

Foto: Milão-Itália, num dia de domingo
Já me dei conta que o domingo em minha vida é o dia internacional da segunda chance, no qual me invade uma força arrebatadora que desata os nós da desmotivação e me leva crer que posso perder para todos menos para eu mesma. No domingo reavalio, cauculo, planejo, me reorganizo para segunda retomar a empreitada: emagrecer. Tantos planos que me cansa reelaborá-los, mas que no fundo é bom e simples, mesmo sendo uma tarefa hercúlea! Na boca há um gôsto amargo de frustração, de montanha-russa e precipício que me corta de norte a sul e de leste a oeste, mas que é anulado pelo sabor cítrico-doce do duplo loop da vitória; esta a qual devo a mim.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Pintura de Marc Chagall

Tua mão
imprime
na minha:
a rota,
a trilha,
a jornada...

sábado, 19 de maio de 2007

Rio Arno, Firenze - Itália

Florença ou Firenze, capital do Renascimento, considerada uma das mais belas cidades do mundo é parada obrigatória para os amantes de arte. A UNESCO estima que 60% das obras mais importantes do mundo estão na Itália sendo que metade em Florença. O estilo renascentista de suas construções -muitas igrejas- também mostra a saúde financeira dessa cidade na idade média.
Pesquei este pequeno e interessante texto abaixo do site viajeaqui.com.br, pelo fato de que quando estou e me percebo num lugar mágico de muitas histórias, levito (também) para fora de mim:
"O grande problema de visitar Florença é este: você pode enlouquecer. É comum turistas serem internados por causa da chamada Síndrome de Stendhal, diagnosticada nos anos 70 pela doutora Graziella Magherini, ex-chefe do departamento de psiquiatria do hospital florentino Santa Maria Nuova. Os sintomas são tontura, taquicardia, confusão mental. Tudo causado por algo a que nós não estamos habituados: excesso de beleza. Stendhal, escritor francês, autor de O Vermelho e o Negro, teve um surto ao entrar na Igreja de Santa Croce, em 1817, onde estão os restos de Michelangelo, Maquiavel e Galileu, e ver os afrescos de Giotto. "Eu estava numa espécie de êxtase", escreveu ele no livro Roma, Nápoles e Florença. "Tudo falava tão vivamente à minha alma. Tive palpitações. A vida se esvaía de mim. Eu caminhava com medo de cair." Isso não é frescura de francês, definitivamente. Florença, com suas ruas estreitas tomadas por lambretas, berço do Renascimento, uma cidade em que palácios e monumentos aparecem a cada esquina, em que cada pedra tem uma história, é o retrato da genialidade humana. No século XV, era o centro do mundo (ou seja, da Europa), atraindo o talento de gente como Leonardo da Vinci, Donatello, Michelangelo, Dante Alighieri, Galileu, Brunelleschi, Boccaccio, Botticelli, Rafael..."

domingo, 13 de maio de 2007

Um feliz dia das Mães, na profundidade do termo

"Herança do Senhor são os filhos;
o fruto do ventre seu galardão." (Salmos, 127:3)
Mãe é o maior exemplo de entrega e perseverança, vela o nosso sono, e se longe, em oração. Conhece verdadeiramente o sentido do amor que Devora, pois vaza sentimentos de bem-querer, zêlo, aconchego. É o único amor verdadeiramente desprovido de vaidade e ego. Goza de boa reputação, não tem estiagem, nem vive de uma estação; É primavera, verão, outono e inverno, e na dose certa embala, nutre e 'puxa a orelha'. E para todas as fases alegra nossos dias numa só palavra: amor incondicional. Conhece a senha mais secreta de cada cria, decodifica os sentimentos singularmente, mesmo os mais guardados. Esta senhora é uma espécie de mulher-maravilha, está ali, junto, obstinada, na peleja amiúde, nos dias melhores e piores. Exercita o perdão e jamais deixa de acreditar no seu rebento. Quando uma mãe funciona bem, funciona bem a sua família e por sua vez toda a sociedade. Este é o amor que nada pede e nada espera senão a felicidade dos filhos. Amor que de si mesmo satisfeito vive!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Entardecer em Barcelona-Es

.. no romper da madrugada;

sou uma folha ao vento..

sexta-feira, 4 de maio de 2007

..das chuvas prateadas

Ao ligar o celular as 6:00 da matina fui abençoada com esta bela mensagem, um presente da minha gêmea camarada de fé, Celina: que generosa alegrou minha manhã. Fui arrancada pelo sono deste luar, que de tão formoso é irreal. É mana, a lua choveu na tua alma, mexeu com os teus sentidos.

"Selena, tvz vc durma agora.. Eu na varanda me rendo a Lua q franca ultrapassa o limite do bom senso.. transvaza, lambe, deita, lava, alveja meu quintal, a piscina, matiza o verde, dá animo aos meus sonhos e me alcovita... Estamos simbióticas, numa transa sensual, doce, louca, silvestre e profana.. Completamente num drive-in despretenciosamente inventada por mim e cinemado por ela.."..."Pq ñ paras relógio? Breve o sol vai nascer; Detenha as horas te peço!.."

Celina Nery

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Zuzu Angel - O filme!

Assistindo dia desses em casa o dvd fui invadida por um nó na garganta, um soluço melodioso acompanhou a música do Chico, ao ponto de minhas lágrimas clamarem ser secadas, sentiam compaixão de mim, mas caudalosas me obedeciam e rolavam em meu rosto a morrer no chão. A história me deixou encantada e ao mesmo tempo revoltada, que ao meu ver, não foi contada realmente como aconteceu. Creio que houve muito mais sofrimento que não foi dito. Me identifiquei com o amor incondicional de Zuzu. Só algumas mães tem o privilégio dessa experiência. Obrigada Deus por este condão.
"Angélica" - Miltinho / Chico Buarque - 1977
Quem é essa mulher que canta sempre esse estribilho só queria embalar meu filho que mora na escuridão do mar Quem é essa mulher que canta sempre esse lamento só queria lembrar o tormento que fez o meu filho suspirar Quem é essa mulher que canta sempre o mesmo arranjo só queria agasalhar meu anjo e deixar seu corpo descansar Quem é essa mulher que canta como dobra um sino queria cantar por meu menino que ele já não pode mais cantar

segunda-feira, 30 de abril de 2007

dos afinados..

..“Tá combinado”, música de Caê, se arrastava na vitrola e dentro deles. A luz oblíqua da tarde baixava vestindo a noite de escarlate. Era setembro e o céu fervia ardente, mas eles seguiam adiante serenos e na mesma freqüência. Cúmplices aconchegavam-se nos próprios braços; sem arroubos, sem cobranças, mas entoados. Leves se permitiam sorver cada gole de paixão que aos poucos dava forma ao amor. Sem promessas acreditavam na vastidão da conquista modelada pelo afeto, todavia sem perder de vista as naus, estas autorizavam o ir e vir. E na filosofia de que ancorar seria preciso; sentiam saudades um do outro. Então, equilibristas eram sós, mas não estavam sós. E o amor era a semente brotando...

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Lubricidade...

Nunca uma voz me intrigou tanto como a de Alejandro Sanz. Caliente, madura e jovial. Quando canta me causa a sensação de frescor do relento, de vapor da brisa úmida, de um chafariz vibrando uma sonoridade rouca sensual, é como se suas cordas vocais lançasse o SOM levemente molhado matando a sede dos ouvidos, é como se uma cachoeira de sons se fundisse às gotículas do ar e banhasse minha alma. Ouvindo dia desses "Cuando nadie me ve", uma de suas belas canções fiquei a pensar o que aquele timbre -quente- dizia; imaginei, meditei, matutei, na verdade eu até já sabia as características, porém não conseguia desenhá-las em palavras, entonces abri o meu eco interior e cheguei a conclusão: esta é sem dúvida a mais linda voz masculina da atualidade. Suas músicas são como a explosão de luzes e cores da primavera, como a umidade nas pétalas das flores e folhas que regem um lindo jardim espanhol, como noite de lua cheia que clareia o palco dos amantes. Sua voz aconchegante envolve como uma chuva miúda que refresca um dia de muito calor, mas também pode ser um cobertor que acolhe e aquece num dia invernal.

terça-feira, 24 de abril de 2007

das idas e vindas..

Mãe e filha devorando Paris em cinco dias:
Metrô, cidade, pontos turísticos;
metrô, cidade, homem parado com olhar vazio;
metrô, cidade, metrô, homem parado com olhos de chuva;
cidade, metrô, pontos turísticos, metrô;
homem estranho/olhar perdido/parado no mesmo canto da estação.
Medo.
Seria terrorista, ou só um "louco" no vão da cidade louca?

sexta-feira, 20 de abril de 2007

das estações..

Num poente qualquer da Astúrias-Es ... uma luz dormente,
Na capital da Cantábria, Santander-Es
... lá vai a noiva,

terça-feira, 17 de abril de 2007

Das percepções..

Torre de Hécules - A Coruña - Espanha ... visão embriagante, Torre de Hércules - A Coruña - Espanha ... um passeio hipnótico, Torre de Hércules - A Coruña - Espanha ... em noite de amantes, Torre de Hércules - A coruña - Espanha ... numa madrugada agonizante, Região da GALÍCIA: em galego, A Coruña; em espanhol, La Coruña. Abraçada pelo oceano atlântico, têm dois mil anos de origem contados um a um pela Torre de Hércules; farol incansável (em atividade) e legendário que incendiou sua luz para descobrir a cidade que muitos haviam imaginado. É um lugar de mar onde se pode imaginar, sonhar, viajar ao passado por uns momentos e reviver sensações perdidas com sua história, mitos e lendas mas especialmente voltar ao presente para conhecê-la em toda sua emoção. Localiza-se na Europa ocidental e noroeste da Península Ibérica. Limita-se ao Leste com (Lugo, Astúrias e Castela-Leon); a Oeste (Oceano Atlântico); ao Norte (Mar Cantábrico); e ao Sul (Pontevedra-Es, e Portugal). Fala-se que a Galícia foi onde os gregos situaram o fim do Mundo Antigo, e onde Homero dizia que o sol completa a sua volta para depois ressurgir por oriente com o novo dia. Os galegos, gostam de dizer que "Cada casa é um mundo, que cada pedra tem uma história e que em cada erva há um espaço natural." Entonces, eis um país com um fundo inesgotável de experiências.
"Diante deste mar bravo, nós, os galegos, sentimos toda a Europa às nossas costas. Aqui se encontram as falésias mais altas do continente, mas também a união fecunda de mar e terra que são as rias, essas singulares formações onde o oceano sossega-se e penetra na terra para fazer surgir a vida, que flui pelas ruas das povoações marinheiras e pelas infinitas areias das praias do litoral. É aqui, entre as reviravoltas que marcam a geografia barroca de nossa ribeira, onde vivemos a maior parte dos galegos, lançando para o mar mil e um sabores, uma riqueza de peixes e mariscos, que as águas atlânticas transformam nos mais saborosos do mundo"
http://www.turgalicia.es "Encheram-nos o copo com toda a água do Mar para compor um cock-tail de horizontes" Manuel Antonio (1900-1929), poeta

domingo, 15 de abril de 2007

da indolência..

Amava sua criança e declarava em palavras este amor, mas como pai tradicional, não interagia. Negligenciou cada ano de vida do seu garotinho, quiçá sem perceber: colocou a família em terceiro plano; Só não compreendia porque a adolescência engolia seu filho tão amado.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

à margem..

Ela se nutria entre a realidade e a ficção que a excluía de viver.
Exausta, andava sobre brasas arrastando correntes;
Era personagem da sua própria fábula.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Alentejo - Portugal

Um poema é como uma delgada borboleta amarela que pousa, levíssima, em meu ombro; É quando antevejo meus passos escorrendo pela areia; É quando o frescor da brisa me faz engolir garrafadas da feliz felicidade;
É quando leio Alberto Caeiro e o mundo se transforma num caleidoscópio;
É quando desnudo minha voz na poesia Memórias, de Drumond;
É quando deito meus olhos nos teus e não se faz necessário palavras;
É quando na madrugada num dia de insônia o latir de um cão me desconcerta;
É quando mastigo, como, carcomo, rumino, em êxtase o por-do-sol que incendeia o céu num mosaico de cores, e grito baixinho: Sol, sou tua.
É quando me enterro dentro de mim e minha alma sai pelos poros a lamber minha aura;
É o carrossel de emoções que vivi ao olhar meus filhos pela primeira vez..

terça-feira, 10 de abril de 2007

..das lembranças

Silêncio era o instante que invadia quando tu soltavas minha mão para passar a marcha do carro...

domingo, 8 de abril de 2007

Sinais..

Hoje eu gostaria de ter muito mais que os cinco sentidos,
queria fazer de mim o sexto sentido.
Hoje eu queria ser o quinto elemento,
mais que as formas complexas do fogo, da água, da terra e do ar.
Queria me vestir do verbo,
me despir purpurina e explodir-me,
delicada,
em bomba nuclear de amor.
Hoje eu precisava tocar os cachos de Cristo...

terça-feira, 3 de abril de 2007

Num domingo nublado de ruas quietas

... suplicava ajuda à surda família mas nada adiantava. Esperou a madrugada de lua cheia, vestiu o casaco e rumou exilada para o mar do norte. No raiar da manhã um vazio pungente tomou conta dos espaços. Frenéticos catavam os cacos que ela deixou...

domingo, 1 de abril de 2007

Parque do Retiro, Madrid-Es

Meus desejos são pássaros de liberdade inviolável, vão e vêm 'se' e 'quando' bem entendem para além da lua, vão tocar o céu. Viajar preencheu o vazio e me fez acordar para a vida. Senti uma alegria orgásmica que ultrapassa para além do alcance das minhas palavras. Cada lugar conhecido foi como um parto de mim mesma, ficou um pedaço meu. Prometo que farei um diário das minhas viagens. Aguardem.

Eu

Simplesmente Selena